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Reprodução Dos Insetos

Quando falamos em reprodução dos animais, é mais conhecido entre as pessoas e dentro da nossa realidade, a reprodução dos animais vertebrados, seja dos mamíferos como nós e a maioria dos animais mais conhecidos, ovíparos como as galinhas ou os pássaros, ou os menos conhecidos, marsupiais, com seus curiosos marsúpios ou bolsas que fazem parte fundamental da sua peculiar reprodução. Mas quando falamos em reprodução dos animais invertebrados, mais especificamente dos insetos, é um mundo bem menos conhecido, mais distante do nosso, o que pode causar mais curiosidade para algumas pessoas. Então se você é uma delas, vamos te apresentar um pouco de como é a reprodução destes pequenos animais.

Reprodução E Anatomia Dos Insetos

Assim como os outros animais, a maioria das reproduções dos insetos são sexuadas, mais claramente através da cópula entre os diferentes sexos. Mas vamos adentrar um pouco mais a fundo sobre isto ou mais biologicamente por assim dizer.

Os insetos machos possuem testículos, que produzem espermatozoides, estes mesmos são transportados pelos seus ductos e ficam armazenados temporariamente em suas vesículas seminais até uma próxima ejaculação, que é feita através de outros ductos, em que passam os espermatozoides maduros, prontos para uma fecundação após a cópula entre os diferentes sexos. As fêmeas possuem um par de ovários, que produz óvulos ou gametas femininos, estes mesmos são passados através dos ovidutos até a vagina, onde há a bolsa ou a espermateca que como o nome bem sugere, recebe e armazena o espermatozoide maduro e por fim, também possuem o ovipositor, que como o nome também sugere, basicamente, através dele são postos os ovos no meio ambiente ou no habitat em que vivem, seja através de furos no solo ou em frutas.

O Comportamento Dos Insetos Antes Da Cópula

A atração dos machos para com as fêmeas antecede a cópula e consequentemente a reprodução e elas são feitas de diferentes maneiras. Há os que usam habilidades visuais, como os conhecidos vaga-lumes por esta característica marcante de piscar luz, os que utilizam de seu canto, como os característicos grilos ou cigarras ou os que liberam feromônios ou substâncias hormonais que atraem especificamente a fêmea para a reprodução.

Vimos que tanto a sua anatomia quanto o seu comportamento para atração reprodutiva não são nada de outro mundo perto das reproduções mais conhecidas, mas vamos agora ao mais diferente e mais curioso quanto a reprodução dos insetos após a postura dos ovos pelas fêmeas ao desenvolvimento dos filhotes.

Diversidade Curiosa De Meios De Desenvolvimento

Há os insetos metabolos, em que o significado da palavra e em si é, que sofrem transformação, metamorfose ou fase larval em seu desenvolvimento da eclosão do ovo até a fase adulta.

Os metabolos são divididos em duas classificações, os hemimetabolos, em que o jovem inseto é conhecido como ninfa, em que tem a metamorfose incompleta, por nascer semelhante ao inseto adulto, mas somente sem a estrutura reprodutora, que vai ser desenvolvida com o passar do tempo. Um dos insetos que temos como exemplo hemimetabolo é o conhecido e fofo gafanhoto.

Reprodução Dos Insetos
Reprodução Dos Insetos

A segunda classificação pertencente aos metabolos são os holometabolos, que são os insetos que sofrem a metamorfose completa, por possuírem no seu desenvolvimento a fase larval, em que não têm olhos, não têm asas e pode não ter pernas, mas como também pode ter dependendo da espécie, também têm a fase da pupa, mais especificamente período em que seu corpo é coberto pela sua pupa e  é substituído pelo corpo do inseto adulto, fase esta que é a final do seu desenvolvimento.

Curiosamente neste estágio, os insetos não se alimentam e ficam praticamente adormecidos. Como exemplo de insetos holometabolos temos as conhecidas por este processo, as borboletas (sim! Elas também são classificadas como insetos), as mariposas, as joaninhas, os besouros, as marias fedidas e as moscas. Inclusive, quem nunca se deparou com uma larva presente em uma goiaba plantada direto do pé e após este acontecimento morre de medo de ser surpreendido de novo? Elas são larvas de moscas que adoram goiabas de pés e que muito provavelmente suas mães furaram tais goiabas com seus ovipositor e puseram seus ovos que eclodiram e geraram a larva que vai sofrer toda a sua metamorfose completa até chegar a sua aparência madura de mosca.

Por último, também há os insetos que não são nem hemimetabolos e nem holometabolos, são os ametabolos, ou como o próprio significado de sua classificação, não sofrem transformação, ou metamorfose, não têm período larval, já nascem desenvolvidos e praticamente só vão aumentando de tamanho conforme o passar do tempo, como exemplo temos as traças, que são habitualmente encontradas em livros por se alimentarem de celulose das páginas. Estas são as três formas de desenvolvimento dos insetos após a postura dos ovos e a eclosão dos mesmos, em que duas sofrem metamorfose, uma completa e outra incompleta e uma não sofre metamorfose.

Formas Reprodutivas Menos Comuns

Quanto a reprodução dos insetos, nos aprofundamos mais quanto a forma sexuada por ser a mais comum, mas curiosamente também há outras formas de reprodução, assim como a diversidade dos desenvolvimentos, por exemplo, há a reprodução assexual ou também denominada como partenogênese, em que o óvulo se desenvolve sem a fecundação do espermatozoide e geram indivíduos denominados haploides, como exemplo desta forma reprodutiva temos o zangão da comunidade das abelhas, machos de formigas e alguns pulgões, que curiosamente são as presas principais de um dos insetos citados como exemplo no caso anterior de  holometabolos, relembrando, que tem o desenvolvimento, transformação ou metamorfose completa, por terem a fase larval, mas finalmente, estamos falando da joaninha.

Uma outra curiosidade é que elas são consideradas importantes no controle de pragas como os pulgões, pelos mesmos serem parasitas de plantações, portanto, são queridas na agricultura.

Mais raras que a reprodução assexual, há as reproduções denominadas viviparidade e poliembrionia, em que a primeira diz respeito ao desenvolvimento do embrião dentro do corpo da mãe e o nascimento direto da larva ou da ninfa dependendo do inseto e a segunda sobre o desenvolvimento de mais de um embrião dentro de um mesmo ovo.

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