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Quantos Dentes Tem a Sanguessuga? Quantos Cérebros Elas Têm?

Olhando de relance para a sanguessuga você não deve dar muito crédito para ela, certo? Além de achar ela um bichinho bem nojento, já que sua aparência se assemelha muito a de uma lesma. Apesar de ter um aspecto bem simples, esse indivíduo tem características bem mais complicadas e que estão sendo réplicas pelos seres humanos, devido seus benefícios. Abaixo, vamos saber mais sobre os traços físicos dessa criatura que causa certo asco nas pessoas.

Características da sanguessuga

Mesmo parecendo um bicho simplório, a sanguessuga tem características bem peculiares, para dizer o mínimo. Mas antes de falarmos desses traços diferentes, vamos conhecer melhor esse indivíduo. 

O animal é um anelídeo da classe Hirudinea – classe que já foi chamada de Aquelas (sem cerdas) -. E falando em cerdas, ela não as possui, ao contrário dos outros bichos que fazem parte do seu filo. Não lugar destas detêm ventosas que lhe auxiliam na fixação. 

Quanto ao nome da sua classe, ele vem do latim hirudo e significa sanguessuga. 

Sanguessuga
Sanguessuga 

Além das características peculiares, ela têm importância na medicina justamente pelo traço a seguir. Este indivíduo produz uma substância anticoagulante poderoso chamado de hirudina. Quando se fixa no sua vítima, sua saliva expele esse líquido, e é por este motivo que as pessoas nos filmes nunca sentem quando estão sendo sugadas por uma sanguessuga. A hirudina anestesia o local, possibilitando o animal de se alimentar por horas sem que a hospedeiro perceba. Além de fazer com que o sangue continue fluindo sem coagular. E devido a este ponto em específico que ela está voltando a ser usada em cirurgias, assunto que abordaremos mais para frente. 

Quanto a suas características diferentes, podemos dizer que elas são, de fato. Este animal detém 32 cérebros, 18 testículo e três fileiras com cerca de 100 dentes, cada. O engraçado é que apesar dessa quantidade de órgãos reprodutores, ela é hermafrodita, ou seja, possui órgão feminino e masculino. E como é possível um bicho que chega por volta dos 10 centímetros ter 32 cérebros? No mínimo uma evolução bem curiosa. 

Ao todo, existem cerca de 500 espécies de sanguessugas. 

No Rio Grande do Sul ela é chamada de chamichungas. 

Tem um corpo achatado e fino, com uma ventosa que circunda sua boca. A outra está localizada ventralmente e é maior que a primeira. Detêm cerca de 34 anéis (segmentos) em seu corpo. 

Ela pode medir de 6 a 10 centímetros de comprimento. A maior, a Haementeria ghilianii, originária da Amazônia, alcança incríveis 30 centímetros. Ela pode ser vista nas cores marrom, preto, verde-oliva e vermelho. 

Alimentação

Todas as sanguessugas são carnívoras ou hematofagas, ou seja, se alimentam de sangue. Este indivíduo consegue consumir, por dia, cerca de 500 vezes o seu próprio volume desse líquido. Mas nem todas se alimentam de sangue humano, por exemplo. Algumas espécies têm uma alimentação bem específica. Além do mais ela também come vermes, matéria orgânica, larvas de insetos e caramujos. 

Distribuição geográfica

Pode ser encontrada em todo o globo, o que vai mudar é seu habitat. A maioria prefere água doce, mas é possível ver alguns indivíduos marinhos e outros que vivem até na lama. Assim como algumas que habitam árvores e caem em cima das vítimas. Prefere locais como lagos, lagoas e rios calmos e de água quente. 

Sanguessuga
Sanguessuga

A sanguessuga através do tempo 

Seu uso remete a tempos antigos. Ela aparece como uma “medicamento” de forma constante na história e em todas as culturas da humanidade. 

Os babilônios as chamavam de filhas da deusa da medicina. Ao mesmo tempo, também eram consideradas perigosas, podendo drenar todo o sangue de uma pessoa. Ou seja, na cultura ancestral ela era vista tanto uma ameaça como uma ferramenta de cura. 

Essa visão foi passada de século em século, com ela sendo famosa entre egípcios, romanos e gregos, além pelos povos da China, Índia, Europa Ocidental. 

Existiu um tempo que o uso desse bicho se tornou muito caro, pois ele era símbolo de resolução para absolutamente qualquer problema. 

Naquela época, os médicos acreditam nos quatro humores, o que queria dizer que certos estados da mente eram causados por excesso de sangue no corpo. Eram eles: fleuma, bílis amarela, sangue e bílis negra. 

Sendo assim, só era possível restaurar o equilíbrio drenando boa parte do sangue do paciente. 

Uso na medicina

Vendo alguns filmes de Hollywood você provavelmente já deve ter se deparado com a sanguessuga sendo usada como forma de tratamento. Apesar de grande parte das coisas Hollywoodianas não passarem de fantasia, este fato é baseado em acontecimentos reais. O animal foi muito utilizado na medicina, entrou em desuso no século 20 e voltou aos holofotes nos últimas anos. 

Após ser objeto de aluguel nas farmácias, a sanguessuga parou de ser vista durante o século 20, devido ao ceticismo dos médicos que não acreditavam nos benefícios do bicho. O que divergia bastante com os números do século anterior – 19 -. Durante esses anos, acredita-se que cerca de 42 milhões de sanguessugas foram empregadas em tratamentos médicos. E, após quase entrar em extinção por causa do seu uso exacerbado e ser desacreditada pela medicina, o bicho voltou a ser utilizado nos últimos tempos. 

Apesar de não alcançar o seu auge como nos séculos passados, ela tem desempenhado papel importante nos centros cirúrgicos, tanto que existe uma empresa especializada na distribuição desse verme. A Biopharm Leech, fábrica do País de Gales, fornece esse indivíduo para vários hospitais da Europa. 

Atualmente ela é empregada em cirurgias de reimplantação de órgãos, restabelecendo a circulação de sangue nestes locais, um processo difícil e delicado. Ela ainda consegue formar novas conexões sanguíneas e reduzir a pressão sobre as veias, por isso ela é uma ótima opção não só para esses processos, mas também em problemas de articulação ou cardíacos, por exemplo. 

Sanguessuga Gigante
Sanguessuga Gigante

No Estados Unidos chegaram a criar uma máquina que faz o mesmo trabalho que o animal, para aqueles pacientes que não se sentem muito à vontade com um bicho grudado em sua pele. 

Nojento ou não, a sanguessuga pode mudar diversos setores da medicina. 

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