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Quando os Dinossauros Viveram na Terra?

Já imaginou viver no mesmo ambiente, no mesmo planeta que os dinossauros? Eles eram animais tão incríveis que parecem ter saído direto de um conto de fadas, uma verdadeira fantasia como a apresentada em todos os filmes do Jurassic Park. Apesar disso, eles eram verdadeiros e foram os primeiros moradores da Terra. O que faz total sentido, somente bichos tão inexplicáveis como eles poderiam viver em um lugar quase inóspito em seus primeiros anos de existência. 

Eles foram as principais criaturas por aqui por cerca de 150 milhões de anos. Um fato curioso é que os dinossauros nada mais eram que répteis bem crescidos, e bota bem nisso. Com muitos metros de altura e comprimento, eles eram um tipo de lagarto gigante. 

Seu nome, de origem grega, significa “lagarto terrível”. Uma nomenclatura bem apropriada, por assim dizer. 

Mas, afinal, quando esses seres viveram na Terra? 

O planeta se formou há cerca de 4,6 bilhões de anos atrás, a chegada dessas criaturas aconteceu entre 215 e 65,5 milhões de anos atrás. Eles habitaram o nosso lar por três períodos: Triássico, Jurássico e Cretáceo. E é preciso ressaltar um fator importante: nem todas as espécies viveram juntas, ao mesmo tempo. Assim como seu desaparecimento não ocorreu de um vez, os animais foram sumindo aos poucos. 

Dinossauros
Dinossauros 

Período Triássico 

O período Triássico aconteceu entre 245 e 208 milhões de anos atrás. Ele marca o início da era Mesozóica. É neste momento que se inicia a extinção de boa parte dos animais da Terra, deixando para trás apenas os crustáceos, corais, invertebrados e equinodermos. 

Nesta época, quem domina o planeta são as plantas com sementes. Surgem também as primeiras vegetações com flores, chamadas de angiospermas. Começa a aparecer também alguns répteis marinhos, o que diversificou a fauna aquática. 

É entre o meio e o fim deste período que surge os dinossauros herbívoros. Eles não eram maiores que um peru. Mas, com o tempo, eles cresceram, se tornaram mais rápidos e ferozes, rapidamente tornando-se caçadores das espécies menores. 

É também no Triássico que irrompe os primeiros vertebrados voadores – pterossauros – e também os mamíferos. 

Jurássico  

Durante a fase do Jurássico, entre 208 e 146 milhões de anos, os saurópodes, gigantes herbívoros, dominavam a Terra. Eles se alimentavam de plantas gimnospermas. Estes serviam de comida para os terópodes, que inclui Ceratosaurus, Megalosaurus e Allosaurus. 

Nesta fase, também conhecida como Jurássico tardio, conta-se presença de peixes e répteis marinhos. Existia também os ictiossauros, plesiossauros, equinóides, estrelas e esponjas no grupo de invertebrados. Aliás, esse período foi marcado pela evolução dos pássaros. 

Jurássico
Jurássico

Cretáceo 

Neste estágio, que aconteceu entre 146 e 65 milhões de anos atrás, marca-se o surgimento das raias, tubarões modernos e os répteis aquáticos. É aqui que o Tiranossauro Rex começava seu reinado como um dos animais terrestres dominantes, junto com o Velociraptor, Tricepator e o Spinosaurus. Aparecem as primeiras aves, e os mamíferos passam por uma grande evolução. 

O período Cretáceo é mercado pela diversificação dos insetos, com o surgimento das primeiras formigas, borboletas e cupins. Assim como os gafanhotos, pulgões e vespas. 

A abelha também faz sua estreia aqui, sendo parte da simbiose com o aparecimento das plantas com flores. 

Esses anos também é conhecido por marcar a extinção de metade da vida na Terra e dos animais não-aviários.  Os últimos dinossauros foram extintos há cerca de 65,5 milhões de anos atrás. Mas muito se passou até o descobrimento de seus fósseis, que aconteceu pela primeira vez no início do século XIX. Foi estudando esses “restos mortais” que os cientistas descobriram que esses animais eram primos distantes das cobras, crocodilos e dos lagartos atuais. Hoje, acredita-se também que as aves modernas descendem desses indivíduos. 

Como eles vivem espalhados pelo mundo, é possível ver seus fósseis em todos os continentes do mundo. Eles também habitavam os mais diversos ambientes, de florestas tropicais a desertos arenosos e secos. 

Cretáceo
Cretáceo

Características e comportamento dos dinossauros 

Apesar dos filmes terem dado a ideia de que a grande maioria dos dinossauros eram grandes, existiam espécies de diversão tamanhos, inclusive na estatura de uma galinha, por exemplo. Mas outros eram realmente enormes, podendo pesar 100 toneladas, ou seja, sendo mais pesado que os elefantes, o mais pesado animal terrestre atual. 

Uma característica comum entre quase todos era a pele sem pelo com várias protuberâncias, assim como um aspecto áspero. 

Como é mostrado nos longas, os cientistas acreditam que seus corpos eram verdes e cinzas, e essa coloração servia para camuflagem. Existe, porém, outras teorias que afirmam que na verdade eles eram coloridos e essas cores tinham como intuito chamar a atenção das fêmeas. 

Eles são divididos em dois grupos: Ornithischia e Saurischia. O primeiro abriga os bichos com a bacia semelhante ao das aves. Já o segundo acolhe aqueles com esta região mais semelhante a dos lagartos. 

Desenvolvimento 

A maioria dessas criaturas, senão todas, botavam ovos. Alguns faziam ninhos grandes para colocar todos os seus filhotes juntos. Os pequenos dinossauros cresciam com muita rapidez e a maior parte deles já chegava a seu tamanho definitivo entre os sete ou oito anos de idade. 

Crê-se que os grandões viviam por um século. 

Extinção

Dinossauros
Dinossauros

Uma das teorias mais aceitas que explica o sumiço desses seres é o impacto de um corpo celeste na Península de Yucatán, no México. Isso teria criado uma cortina de poeira que bloqueou o calor e a luz do sol durante meses e até anos. Por consequência, as plantas pararam de crescer, matando os herbívoros de fome e, consequentemente, os carnívoros, que caçavam estes. 

Mas há quem acredite que isso aconteceu porque a terra esquentou e/ou esfriou demais para eles. 

Um fato interessante é que os antepassados dos sapos, cobras, tartarugas e lagartos atuais conseguiram sobreviver a esse período, o que causa curiosidades nos cientistas, que ainda não sabem explicar porque estes sobreviveram e os dinossauros, não. 

Seja qual for a explicação, temos certeza que essa criaturas continuarão a dar ideias geniais para a indústria hollywoodiana. O que não é nada ruim, já que se trata de uma espécie intrigante e interessante. 

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