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Qual é o Menor Animal do Brasil?

Enquanto nos surpreendemos com alguns bichos por serem gigantes, como a baleia azul que mede incríveis 30 metros de comprimento, alguns outros nos surpreendem na mesma proporção, mas por terem medidas que fica quase impossível vê-los. Você sabe qual é o menor animal do Brasil? Vamos apresentá-lo logo a seguir. 

O menor animal do Brasil 

Sapo pulga
Sapo pulga

O posto de menor animal do Brasil é de um sapo. Ele é considerado o ínfimo das terras brasileiras e segundo do hemisfério sul. Ele foi visto pela primeira vez no Espírito Santo, na região da Serra das Torres, em Atílio Vivacqua, no sul do Estado. Quem registrou essa descoberta foi Jane de Oliveira, pesquisadora do Programa de doutorado em Ecologia e Evolução da universidade do Estado do Rio de Janeiro. Aliás, ele já tinha dado às caras na Mata Atlântica carioca.  É um animal raro. 

Mede em torno de 7 a 10 milímetros de comprimento. Para ter uma ideia, ele caberia algumas vezes, com tranquilidade, em uma moeda de R$0.05 centavos. Ele foi batizado de Brachycephalus didactylus ou Sapo pulga e provavelmente é um dos menores do mundo, além de ser o menor invertebrado do Brasil.

Vive em locais úmidos, com folhas. Inclusive, parecendo muito com elas  E, ao contrário da maioria dos anfíbios, não vive na água. 

Mais sobre o sapo pulga 

Pertence a família Brachycephalidae. Este pequenino está ameaçado de extinção devido a perda do seu habitat, provocado pelo desenvolvimento da agricultura e centros urbanos. 

Outros animais pequenos do Brasil 

Tamanduaí

Chamado de tamanduá-cigarra ou seda (Cyclopes didactylus) é um pequeno indivíduo arborícola que mora no norte e nordeste do Brasil, assim como no Suriname, Venezuela e Guiana Francesa. É muito difícil de ser visto e não é muito maior que um esquilo. Passa seus dias dormindo, enroscado no lugar mais alto das árvores. Só deixa o local durante a noite, mas não costuma de afastar muito da sua “casa”. Ele também nunca desce no chão. 

Tem pelo amarelo, sedoso e macio, o que acabou lhe rendendo o nome de Tamanduaí-seda. Com uma cauda preênsil de 25 centímetros de comprimento, ela funciona como um quinto membro. Nas mãos possui dois dedos, quatro nas patas anteriores, com duas garras que são curvadas e longas. Detêm olhos e orelhas pequenas. Ele é o menor da espécie, com cerca de 20 centímetros de comprimento, em seu torso, e pesando cerca de 400 gramas. 

Se alimenta principalmente de insetos, em diferentes estágios. E por ter uma vida reclusa, se sabe muito pouco sobre ele, até por isso que existem poucas fotos do animal na natureza. O estudo da espécie também é dificultado por nenhum zoológico possuir um em seu catálogo. 

Tamanduaí
Tamanduaí

Gato-do-mato-pequeno

Conhecido também como Leopardus tigrinus é um animal de origem americana, da central e do sul. É membro da família Felidae. Seu gênero é considerado o mais antigo dos felinos a chegarem na América. 

Pode ser encontrado no Brasil, Argentina e Costa Rica. Aqui, está espalhado em todo o território. Pode viver em vários habitats, desde a Caatinga, até regiões semi-áridas e florestas dos Andes. Em terras brasileiras prefere florestas tropicais e decíduas, assim como planícies.

É a menor espécie felina do nosso país. Seu tamanho lembra muito o de um gato doméstico, com 49 centímetros de comprimento e uma cauda de 26 centímetros. Seu peso varia até 2.4 quilos. Tem patas pequenas, proporcionais ao seu corpo. Apresenta pelos voltados para trás, inclusive os do pescoço e da cabeça, o que é uma característica que o distingue do gato-maracajá, com que é frequentemente confundido. Podem ocorrer versões desse gato em tonalidade totalmente preta. 

Se alimenta de mamíferos de pequeno e médio porte, como pacas e cutias, assim como répteis e aves. Tem uma estimativa de vida de até 14 anos na natureza e 20, em cativeiro. 

Gato-do-mato-pequeno
Gato-do-mato-pequeno

Sagui leãozinho 

Considerado o menor da família dos Símios, ele recebe este nome por ter uma pelugem e características semelhantes a de um leão. Mede cerca de 30 centímetros de comprimento, incluindo sua cauda. Para se ter uma ideia, ele é do tamanho de uma escova de dente. Ele pode ser encontrado na floresta amazônica e na região nordeste do Brasil, gostando de residir em matas fechadas. Também pode ser visto no Equador e na Colômbia. 

É um ótimo escalador, e muito sociável, sendo seu convívio com humanos algo comum. Vivendo inclusive em grandes grupos, de até 15 animais. Ele se alimenta de frutas, vegetais e sementes que encontra no chão do seu habitat. Comendo também insetos e seiva de árvore, caso a disponibilidade de comida esteja reduzida. 

Sagui leãozinho 
Sagui leãozinho

Sapinho-pingo-de-ouro

Conhecido científicamente como Brachycephalus ephippium, este sapinho-pingo-de-ouro é encontrado da Bahia até o Paraná. 

Tem 2 centímetros de comprimento e uma cor que chama bastante atenção. E, como nome já sugere, num tom amarelo que lembra o ouro. Aliás, essa coloração está diretamente relacionada a uma toxina presente em sua pele, usada para se defender de seus predadores. Possui apenas dois dedos funcionais nas mãos e três nos pés. 

Ao contrário dos outros sapos, ele não costuma pular. Na verdade, ele caminha de forma bem única, seja no chão ou nas plantas, como bromélias. 

Tem hábitos tanto noturnos quanto diurnos. É comum vê-lo em grupos, pela manhã, tomando sol. É uma cena corriqueira, principalmente após fortes chuvas. 

Reside em matas úmidas, como Serra da Mantiqueira e Atlântica, assim como regiões de Campinas e florestas do planaltos, com altitudes superior a 1000 metros. 

Pouco se sabe sobre sua alimentação. Quanto a reprodução, ele coloca seus ovos em pequenas cavidades no solo, preferencialmente sob folhas e cobertos por alguma substância, como a terra. A desova é sempre terrestre. Os ovos são pequenos e sem coloração, ricos em nutrientes, como vitelo. 

Sapinho-pingo-de-ouro
Sapinho-pingo-de-ouro

E difícil acreditar que existe indivíduos tão pequenos e, muitas vezes, minúsculos como os citados aqui. Mas eles existem e estão por aí, acredite. Eles provavelmente só passaram despercebidos por seus olhos por motivos óbvios. 

Mas e aí, nos conte, qual foi sua espécie favorita? Não esqueça de compartilhar. 

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