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Qual é a Importância Ecológica dos Peixes?

Se você acompanha o site e conhece um pouco sobre o mundo animal, você já sabe que todo bicho que faz parte de determinado ecossistema tem uma importância fundamental para o funcionamento daquele local. Como é o caso dos peixes, por exemplo. Apesar dos seres humanos verem estas criaturas apenas como fonte de alimento, eles desempenham um papel relevante na região onde moram. 

E qual seria essa participação? Dentro do seu habitat, o peixe é um dos responsáveis por manter o ecossistema marinho equilibrado, quando o assunto são as relações ecológicas daquele ambiente. Ou seja, ele é o encarregado da biodiversidade daquela região onde vive. 

Sua relevância para o homem é que eles não só são fontes de alimento, como de sobrevivência em regiões ribeirinhas, onde os moradores dependem da pesca deles para trabalhar. Mas como acontece sempre, não existe a preocupação de preservação da espécie pois achamos que existe uma reserva infinita desses animais, e sabemos que a realidade é outra. Tudo é uma questão de equilíbrio, e a pesca incessante muito em breve pode levar esses equilibradores a extinção, como já acontece com algumas espécies. 

Peixes no Mar
Peixes no Mar

Como já dissemos aqui outras vezes, quando um indivíduo desaparece do seu ecossistema, todo aquele local sofre consequências desastrosas, assim como os outros bichos que moram no mesmo local. Já que o ambiente funciona como uma roda e uma criatura afeta outras, direta e indiretamente. Então, pense no que a extinção de um peixe poderia causar dentro do ecossistema? Inúmeras, com consequências no presente e no futuro. 

Além disso, o peixe também fornece uma variedade de vitaminas, minerais e as chamadas gorduras boas (ômega 3), o que contribui para a saúde do ser humano desde o começo da humanidade, muito forte principalmente na cultura oriental. 

Sendo assim, esse animal só traz benefícios, tanto para os indivíduos do seu habitat, quanto para os humanos. Por isso é nosso obrigação preservá-lo se quisermos continuar usufruindo desses privilégios. 

Peixes
Peixes

Sobre o peixe 

Os peixes habitam os mais diversos ambientes aquáticos e seu grupo é conhecido por ser numeroso e ter uma grande variedade dentro do conjunto dos vertebrados. No filo podemos encontrar os indivíduos cartilaginosos – com um esqueleto de cartilagem -, os agnatos – bichos sem mandíbula – e as criaturas com esqueleto ósseo. 

Ele possui um sistema digestório completo com o intestino terminando na cloaca nós cartilaginosos e no ânus, nos ósseos.

Seu sistema excretor é formado por um par de rins. No caso do peixe com cartilagem, ele defeca principalmente uréia. Nós com esqueleto de osso, eles expelem amônia. 

O sistema circulatório é do tipo fechado e o animal possui um coração com duas cavidades, átrio e ventrículo. Este órgão é enchido com sangue venoso. 

Adaptação ao seu habitat 

Todo animal tem suas adaptações para poder viver no ambiente onde mora, e não poderia ser diferente com o peixe. A que mais se destaque são as brânquias. Esse órgão tem um formato de lâmina e são bem vascularizados, permitindo que estes façam a troca gasosa entre o sangue e a água, fazendo que ele tenha respiração do tipo branquial. A água entra pela boca do bicho e é levada até às brânquias, sendo eliminadas pelas fendas. 

O peixe também exibe um corpo hidrodinâmico que ajuda o animal a se locomover na água. Normalmente seu corpo é fusiforme, ou seja, alongado e com as extremidades finas, permitindo que ele seja um exímio nadador. Dentro desse grupo, o tubarão é o detentor da melhor hidrodinâmica. 

Outra ponto que o permite se movimenta bem nesta região é a presença de muco em sua pele, ela é responsável por diminuir o atrito com a água. Mas essa característica, assim como as esquemas, também protege o bicho de doenças. 

Peixes em Aquário
Peixes em Aquário

A criatura também é conhecido devido as suas nadadeiras, que variam de forma, disposição e tamanho, mas estão presentes em todos os indivíduos desse grupo. Elas são as responsáveis por manter o equilíbrio do peixe, auxiliando também na mudança de direção e na profundidade, assim como pode servir como um propulsor, como as caudas, por exemplo.  

Uma outra evolução importante é seu fígado bem desenvolvido e a presença de gordura no seu corpo. Isso faz com que ele – neste caso, as espécies cartilaginosas – se mantenha flutuando, já que o bicho tem uma densidade maior que a água. Nós espécimes ósseos, essa função é feita por uma bexiga natatória. 

Ele também possui órgãos sensoriais bem desenvolvidos, como é o caso da chamada linha lateral. Esse traço faz com que a criatura consiga identificar movimentos na água, evitando seus predadores. Ele exibe igualmente lobos olfativos, que faz com que a criaturas perceba cheiros. Já as ampolas Lorenzini permite que o peixe reconheça as correntes elétricas produzidas por outros animais. 

Curiosidades 

  • A arraia e o tubarão não tem adaptações para poderem flutuar, por isso precisam nadar até enquanto dormem para não afundarem. 
  • Apesar do que é dito, os peixes têm uma memória muito maior do que apenas 3 segundos. Na verdade, eles conseguem guardar informações por até 5 meses. 
  • Ele não tem orelha e nem pálpebra. Na verdade, o animal possui um órgão que pode ser considerado um ouvido interno. O bicho dorme de olho aberto. 
  • O barulho feito por pessoas incomoda bastante o peixe, chegando a interferir na sua rotina, como comer, se reproduzir e até crescer. 
  • O Peixe-pedra é considerado o mais venenoso da espécie. Ele vive no Oceano Pacífico, no mar do Caribe e nas Costas da Flórida. Seu veneno é neutralizado com água quente e tem a capacidade de matar uma pessoa adulta. 
  • Sua idade é medida de acordo por meio de capas concêntricas presentes no seu ouvido interno, é um processo parecido com aquele feito em árvores. Essa técnica é chamada de “leitura dos otólitos”. Porém, os cientistas acreditam que ela não é totalmente precisa. 
  • O peixe-balão tem a capacidade de inflar seu corpo para parecer maior do que é. Consegue fazer isso tanto na água quanto fora dela. 
  • O cavalinho-do-mar é o único peixe que dá a luz. Após o acasalamento, a fêmea passa os ovos para o macho, que os carrega durante 45 dias. 

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