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Qual Animal Transmite o Coronavírus? O Que é? Quais os Sintomas?

Sem dúvida alguma o assunto dos últimos dias tem sido o coronavírus, um vírus que atacou, a princípio, Wuhan, na China. O surto começou por lá em dezembro e, em pouco tempo atingiu um grande número de pessoas, fazendo com que o país tomasse algumas medidas para evitar a propagação da doença para outros locais. 

Por ser uma situação recente, muito pouco se sabe sobre a mazela que vem afetando os chineses. Mas,  segundo cientistas da Escola de Saúde Pública da Universidade de Hong Kong, os primeiros a decodificarem o vírus, este teve origem animal e se espalhou para os humanos. Ele também é resistente ao tratamento a antibióticos. Abaixo, saberemos mais sobre esse vilão que tem apavorado o mundo todo. 

Animais que transmitem o coronavírus 

Como os acontecimentos são recentes, investigações ainda estão sendo feitas, não existe certeza sobre qual animal é o responsável por transmitir a doença. O que se sabe é que quando se consegue identificar o bicho reservatório, nome dado ao indivíduo onde o agente infeccioso vive e se multiplica, fica mais fácil lidar com a situação. Acredita-se que os casos tenham relação com o mercado de frutos do mar de Wuhan. Apesar de alguns mamíferos marinhos poderem transportar a doença, como é o caso da baleia-beluga, por exemplo, outros bichos são comercializados no local, bichos vivos selvagens, como morcegos, galinhas, coelhos e cobras, que são vistos como fontes mais prováveis do coronavírus. 

Frutos do mar de Wuhan
Frutos do mar de Wuhan

O que é o coronavírus? 

Trata-se de uma família de vírus que causa, principalmente, síndromes respiratórias, como pneumonia e resfriado. Apesar disso, existem versões mais graves dessa mazela, como a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS – sigla em inglês), que causou a morte de mais de 600 chineses entre 2002 e 2003. Ele é comum entre animais, do tipo zoonótico, ou seja, que passa de bichos para seres humanos, que é o caso do coronavírus. 

A nova versão que circula atualmente é desconhecida pelos médicos, e por isso causa grande medo entre a população, além do fato da possibilidade de ocorrer uma pandemia global. 

Coronavirus
Coronavirus

Os sintomas 

O coronavírus causa principalmente doenças relacionadas ao trato respiratório, de um status leve a moderado, como um resfriado comum, por exemplo. Os sintomas incluem tosse, dor de garganta, coriza, provavelmente dores de cabeça e febre, que pode durar por alguns dias.

A intensidade da doença vai depender do organismo físico do hospedeiro, para jovens e idosos com um sistema imunológico enfraquecido, as consequências são um pouco piores, causando reações mais graves, como a pneumonia ou bronquite.

Existem alguns coronavírus humanos que são mortais, como é o caso do MERS, que teve seu primeiro relato em 2012, no Oriente Médio. Ele também causa doenças respiratórias, mas com sintomas muito mais significativos. Quatro a cada dez pacientes infectados com a doença morreram, segundo informações do CDC – uma espécie de Anvisa nos países internacionais 

Outra versão é o SARS (Síndrome Respiratória Aguda Grave), também com sintomas sérios e identificado pela primeira vez nos província de Guangdong, no sul da China. Além dos problemas na respiração, ele também causa fadiga, falta de ar, diarréia, dificuldade respiratória e insuficiência renal. Dependendo da idade do paciente, a taxa de mortalidades pode chegar aos 50%, com os idosos sendo as vítimas mais vulneráveis. 

Mesmo ainda em processo de descoberta, acredita-se que o coronavírus é uma versão mais leve do MERS e SARS, levando também mais tempo para o avanço dos sintomas. Até o momento foi registrado que os pacientes ficaram uma semana com uma tosse leve, que evoluiu para a falta de ar, levando-os a procurarem por um hospital. Cerca de 15% a 20% dos casos, até o momento, se tornaram graves e foi necessário alguma intervenção mais séria, como o uso de ventilação hospitalar, por exemplo. 

Tratamento 

Mais uma vez, por se tratar de uma mazela nova e desconhecida pelos médicos ainda não existe um tratamento específico para o coronavírus, mas pesquisas sobre os assunto estão em andamento. Na maioria das vezes, os sintomas desaparecem sozinhos. Mas os especialistas recomendam que as pessoas procurem por um atendimento logo que os primeiros sinais aparecerem. E se estes forem mais preocupantes do que aqueles apresentados na gripe comum, é ainda mais importante consultar um médico. 

Os profissionais irão receitar um remédio para aliviar as dores ou a febre. O CDC diz que um umidificador de ar ou um banho quente ajuda na dor de garganta e a tosse. Durante a doença, é recomendável repouso e a ingestão de bastante líquido. 

Coronavirus
Coronavirus

Quem é afetado

Como dito, as pessoas com um sistema imunológico fraco tem mais probabilidade de contrair a doença, o que quer dizer que idosos têm mais chances de ter versões mais graves do vírus, mas nada ainda foi confirmado. Até o momento não existem relatos que o coronavírus tenha afetado crianças. A média de idade tem sido entre 40 anos ou mais. 

Devemos nos preocupar com o coronavírus?

Mesmo a taxa de mortalidade sendo muito menor se comparada ao MERS ou SARS, qualquer doença é motivo de preocupação. Até agora, as mortes são comparáveis com a pandemia de gripe espanhola de 1918. Já se tornou uma angústia global, ainda mais porque tudo é muito novo e pouco se sabe sobre a mazela. 

Os especialistas acreditam que as mortes devem ser baixas devido um grande quantidade de casos moderados e ainda não descobertos. Por outro lado, ele se destaca por se espalhar muito rápido pela população. 

Como evitar? 

Não existe nenhuma vacina contra essa família de vírus, apesar de testes com um medicamento contra o MERS estar em andamento. Sendo assim, a melhor forma de evitar a doença é afastando-se de pessoas infectadas, tentar não tocar nos olhos, boca e nariz. É importante também lavar as mãos com água e sabão por pelos menos 20 segundos. 

E claro, adiar viagens para os locais afetados. Caso tenha entrado em contato com pessoas doentes, procure um médico imediatamente.

Até que se descubra mais sobre o coronavírus, cuidados redobrados nunca são demais. 

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