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Qual a Diferença Entre Uma Rena e Um Alce?

As renas e os alces são espécies da família Cervidae, ou Cervídeos. Por isso, ambos possuem características parecidas, já que os animais são classificados de acordo com as suas semelhanças.

No entanto, as diferenças entre essas duas espécies também são muitas. Aqui, você poderá entender melhor quais são as principais diferenças entre a rena e o alce.

Renas
Renas
  • Possuem tamanhos diferentes

O alce costuma ser maior que a rena. Ele tem, em média, 3 metros de comprimento, enquanto o máximo da rena é 2,3 metros. Apesar de não ser uma grande diferença, serve como forma de separar as duas espécies.

Graças ao tamanho, o peso do alce macho costuma varia entre 300 e 600 quilos, enquanto o macho das renas pode, no máximo, ultrapassar um pouco dos 250 quilos.

  • Cor da pelagem

Enquanto o alce possui pelagem escura, variando entre preto, castanho e cinza, a rena tem uma tonalidade mais esbranquiçada no inverno.

Quando chega o verão, no entanto, a espécie chega a adquirir uma cor próxima ao marrom.

  • Chifres

O alce possui os maiores chifres entre os mamíferos, já que sua galhada – que possui formato de taça – pode atingir até 35 quilos. A rena, apesar de possuir chifres menores, com aproximadamente 1,4 metros, se diferencia do alce por outro fator.

Essa espécie é a única entre os cervídeos em que a fêmea também possui uma galhada. Apesar de ser menor e mais simples que a do macho, ainda é uma característica surpreendente na família.

Os chifres do alce caem no inverno e crescem na primavera, enquanto os da rena macho caem logo após o acasalamento. O da fêmea cai algum tempo depois, mas também é regenerado.

  • Focinho

O focinho comprido e caído do alce é uma característica marcante para diferencia-lo da rena. É possível ver que o lábio superior incide sobre o inferior, diferente da rena que possui maior igualdade entre ambos os lábios.

Habitat

O alce pode ser encontrado, majoritariamente, nas florestas boreais do Hemisfério Norte, em países como Polônia, Rússia e China. Na América do Norte, estão presentes nos Estados Unidos e Canadá.

Habitam biomas como Floresta Temperada e Taiga; procuram por ambientes em que o estado de sucessão ainda é inicial, pois isso significa folhagem em abundância.

A espécie não é capaz de aguentar muito tempo com temperaturas acima de 27 °C, por isso sempre se situa em ambientes com condições úmidas, como lagos, lagoas e pântanos.

Renas Características
Renas Características

Já a rena costuma ser encontrada na Tundra, em florestas boreais da Europa, América do Norte e Ásia. Podem ser vistas em países como Groenlândia, Escandinávia e Alasca.

A União Internacional Para Conservação da Natureza (IUCN) detalhou a área de habitação da rena como indo desde as planícies costeiras continentais até as cadeias de montanhas e ilhas do Ártico.

Por viver em ambientes com neve, a rena possui cascos grandes e côncavos, capazes de sustenta-la na neve sem dificultar sua locomoção. Além disso, seus pelos são ocos, permitindo que o calor possa ser absorvido e mantenha o animal aquecido nos dias mais frios.

Alimentação

Ambas as espécies são herbívoras, mas o alce costuma se alimentar de plantas maiores, como arbustos e árvores em estágio inicial de crescimento, enquanto a rena se alimenta de capim e liquens, basicamente.

O alce, por viver próximo de rios e lagos, costuma incluir plantas aquáticas em sua alimentação, por isso não é raro ver o animal mergulhando em busca de comida – ele é, inclusive, um ótimo nadador.

Possui uma limitação que o impede de pastar: seu pescoço curto e as pernas compridas.

O líquen é o principal alimento da rena, principalmente quando chega a época do inverno, pois ele possui muito carboidrato. Há uma espécie de líquen que é especificamente conhecido como “musgo das renas”.

Reprodução

A gestação do alce fêmea costuma ter 231 dias, gerando um ou dois filhotes com peso médio de 16 quilos. Quanto a rena, esse período tem duração parecida, por volta de 220 dias, mas a possibilidade de nascer mais de um filhote é bem mais rara.

No caso da primeira espécie, o bebê costuma ficar com sua mãe até ter, aproximadamente, um ano de vida. No segundo, o desmame é feito já por volta dos cinco meses de idade.

Em ambos os casos há um dimorfismo sexual, com os representantes machos sendo maior que as fêmeas, mas no caso das renas essa característica é acentuada, pois o macho pode ter até o dobro do tamanho de sua parceira. Quando chega a época do acasalamento, no outono, há muita violência entre os animais para, enfim, gerar a cópula.

Risco de extinção

A IUCN (União Internacional para Conservação da Natureza) classifica o alce como um animal “pouco preocupante” no que diz respeito ao seu risco de extinção. Entre os principais fatores para a baixa no número de representantes da espécie estão a perda de habitat e caça indevida, potencializadas pelo ser humano.

Muitos indivíduos são mortos ainda enquanto filhotes devido a predação de ursos, lobos e pumas. Apesar disso, não são considerados em risco pela IUCN.

Já a rena está classificada na Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas do órgão ambiental. A lista sugere que o animal apresenta um risco elevado de desaparecer completamente da natureza caso nenhuma medida de proteção seja tomada.

Alce
AlceAlce

Em 2008, a IUCN trazia a rena no âmbito de “menor preocupação”, mas o status foi mudando continuamente graças ao rápido decréscimo da população observado ao longo de três gerações.

Entre os fatores listados, cientistas acreditam que o que potencializou essa classificação foram as mudanças de habitat – que influenciam no fluxo migratório, mudanças climáticas e caça indevida, como no caso do alce.

Esta é comum no caso dos cervídeos pois a família possui uma pele muito valorizada no mercado, além de dar status ao caçado por capturar um animal de grande porte.

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