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Quais São Os Tipos De Fósseis Que Existem?

Você certamente já deve ter ouvido falar dos fósseis na escola. É um tema que acaba chamando bastante a atenção das crianças, principalmente por conta dos dinossauros que são, para algumas, animais muito curiosos e interessantes.

Se você chegou a fase adulta ainda cultivando este mesmo apreço ou carinho pelos dinossauros deve saber que podemos descobrir muitas informações sobre estes gigantes por meio do estudo fóssil.

O estudo fóssil é feito pela Paleontologia, disciplina científica que se ocupa de estudar os registros fósseis e a evolução biológica terrestre, por meio, em alguns casos, da reconstrução da história geológica da Terra. E tudo isso levanto em conta os fósseis. Mas deixemos de rodeio e vamos direto ao que interessa. Hoje falaremos sobre os tipos de fósseis que existem e já adiantamos, são dois tipos diferentes.

Fóssil de Animal
Fóssil de Animal

O Que Você Pensa Quando Ouve A Palavra Fóssil?

Quando ouvimos a palavra fóssil certamente a primeira coisa que vem a nossa cabeça são aqueles ossos encontrados por paleontólogos em todo o mundo. Certamente os ossos, juntamente com os dentes e outras estruturas duras e resistentes como as conchas, carapaças e troncos, por exemplo, são efetivamente mais comuns, mas não são os únicos tipos de fósseis existentes. Na verdade, existem dois tipos diferentes de fósseis que podem ser encontrados. Os fósseis de restos, que são aqueles mais resistentes, como ossos, dentes e correlatos que acabamos de mencionar. Os fósseis de resto são mais comumente encontrados na natureza uma vez que são mais facilmente preservados. O segundo tipo de fóssil que pode ser achado são os fósseis de vestígio, os fósseis de vestígio, ao contrário do de resto, que indicam a evidência direta da existência do animal, o de vestígio é uma evidência indireta e se restringe a um registro da atividade biológica do animal na Terra. Os tipos de fósseis existentes são apenas estes dois, mas os processos de fossilização (ou seja, o processo pelo qual aquele registro é preservado) podem ser bem distintos e cada um recebe um nome em particular.

Os Tipos De Fossilização

Como os tipos de fosseis são apenas dois, resolvemos trazer aqui, um pouco sobre o processo de fossilização, que nada mais é do que o processo pelo qual aquele resto ou vestígio é preservado ao longo dos anos. A tafonomia é a disciplina que estuda desde o momento em que aquele fóssil é concebido, por assim dizer, até o exato instante em que é descoberto, e de acordo com o que essa disciplina tem a nos oferecer, a maneira mais comum em que um resto pode ser fossilizado é conservação de parte dura, no caso os ossos ou as conchas, por exemplo, dando origem ao fóssil de resto. Todavia, há outras formas como os fósseis acabam surgindo. São elas: criopreservação que corresponde a fossilização dos animais em gelo, inclusão em âmbar (processo comum aos insetos que são preservados em resina), e moldagem que preserva vestígios.

A mumificação é o processo de fossilização mais raro de ocorrer e pode ser parcial ou total. Antes de explicarmos como cada uma delas se configura é preciso destacarmos que a mumificação consiste em um processo de conservação onde um cadáver tem a pele e os seus órgãos acidentalmente ou propositalmente preservados. Esta preservação pode acontecer com todo o cadáver, quando ele é envolvo em material impermeável ou apenas em parte dele, normalmente as partes duras e resistentes são encontradas talhadas em rochas.

Mineralização É Um dos Processos De Fossilização

A mineralização é um processo curioso de fossilização, consiste na troca, por assim dizer, gradativa, da matéria orgânica do ser vivo por mineral. Com o tempo temos um molde que nos remete a como seria este ser vivo ou parte de sua estrutura em perfeitas condições, parte natural e parte mineral.

Por Que Os Fósseis São Importantes?

Esta é uma pergunta curiosa, afinal, por que os fósseis são tão importantes? Os fósseis e os estudos possíveis acerca deste material permitem traçar a história do planeta Terra em tempos remotos e determinar o comportamento dos animais que aqui viveram. De um modo bem simplificado, os fósseis são ferramentas que nos permite conhecer e entender até certo ponto determinadas épocas muito anteriores ao surgimento do homem. Os dinossauros são um dos mais notórios exemplos da importância dos fósseis e do que é possível descobrir com o seu estudo. Sem os registros fósseis, nunca saberíamos que estes gigantes viveram na Terra a milhões de anos antes de nós.

É por meio dos fósseis que é possível provar a existência de seres vivos e animais antes ao nosso surgimento bem como são os responsáveis por auxiliar na determinação da evolução biológica dos seres vivos e igualmente do próprio planeta.

Como falamos da importância dos fósseis, separamos aqui um pouco das últimas descobertas de fósseis, em especial no Brasil, na região sul do país.

Dynamosuchus Collisensis Fóssil Encontrado No Brasil

No Brasil, especialmente na região sul, na cidade de Agudo, no Rio Grande do Sul, foi encontrado um fóssil do dinossauro Dynamosuchus collisensis. Segundo estudos, ele teria surgido e vivido a mais de duzentos e trinta milhões de anos atrás e foi pouco estudado até o momento pela raridade de ser encontrado restos ou vestígios de sua existência.

Ainda de acordo com estudos, foram encontrados apenas três exemplares fósseis deste dinossauro, sendo o fóssil encontrado no Brasil, o quarto do Dynamosuchus collisensis. O fóssil encontrado no Brasil foi descoberto em março do ano passado e vem sendo estudado por pesquisadores para poder traçar mais de suas características.

A última vez que o Dynamosuchus collisensis fora encontrado foi há cerca de cinquenta anos na Argentina e os dois anteriores em meados do século dezenove na Escócia. Com os fósseis anteriores desta espécie de dinossauro foi possível concluir que o seu focinho era ligeiramente alongado para frente, passando a mandíbula. Os seus dentes inferiores, por sua vez são, de acordo com registros, muito grandes e este dinossauro teria parentesco com o crocodilo que conhecemos. Isso porque na escala evolutiva há parentesco, mas não diretamente.

Outra coisa que já se sabe é que este dinossauro era terrestre e se locomovia por meio das quatro patas. Ocasionalmente podia se levantar e deslocar-se apenas com as patas traseiras.

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