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Quais Os Tipos De Jabuti? Quanto Tempo Vivem?

O termo jabuti é um termo utilizado para se referir genericamente a dois animais terrestres presentes na América do Sul sendo ambos do gênero Chelonoidis, família testunidae e da ordem testudinata. As duas espécies são a chelonoidis carbonara e a chelonoidis denticulata.

Antes de partirmos para conhecermos um pouco sobre as particularidades de cada espécie, vamos conhecer um pouco mais sobre as características comuns entre ambas.

Apresentando O Jabuti

Não por acaso, o termo jabuti é usado para denominar as duas espécies distintas do animal. Tanto uma quanto a outra apresentam tantas características em comum que não estranharíamos este comportamento por parte das pessoas que não conhecem este animal tão a fundo.

Os jabutis (e isso vale para as duas espécies do animal) são animais providos de carapaça ou casco. Este casco é convexo, ou seja, bem arqueado e sua estrutura óssea vem das vértebras do tórax tal como das costelas. O casco ou carapuça externamente é revestido por placas córneas. De um modo geral podemos dizer que o casco possui uma coloração marrom escurecida com tons opacos de amarelo mas há as particularidade de cada uma das espécies.

Jabuti 
Jabuti

Em idade adulta os jabutis podem chegar até os setenta centímetros de comprimento. Mas costumeiramente ficam bem abaixo disso. Os machos chegam a atingir quando adultos cerca de trinta centímetros e as fêmeas um pouco menos, com cerca de vinte e oito centímetros sendo esta a média.

E por falar em idade adulta, os jabutis vivem em média oitenta anos média porque há registros de animais que chegaram a viver mais de cem anos.

Em relação as suas características físicas o jabuti tem a cabeça e as patas retrateis, ou seja, podem se retrair para dentro do casco. Ambas, tanto as pernas quanto a cabeça deste animal apresenta um coloração preta fosca, opaca, com manchas avermelhadas ou amareladas.

São animais de hábitos noturnos e vivem em bandos podendo ficar grande parte de todo o seu dia em busca de alimento. Alimento este que pode ser desde legumes, frutas a proteína animal.

Assim como grande parte de nós, os jabutis são animais onívoros, podendo consumir desde gramíneas até carne, por exemplo. Curiosamente inclusive, para os animais que vivem em cativeiro é possível esporadicamente ser ofertado carne moída crua ou ovos ao animal.

Agora que você já conhece algumas das características dos jabutis, vamos as particularidades de cada uma das suas duas espécies.

O Jabuti Piranga

O jabuti piranga é o mais comum aqui em nosso país e consequentemente apresenta uma distribuição geográfica maior em relação ao jabuti tinga. É conhecido cientificamente por chelonoidis carbonaria e está presente desde a Colômbia e segue para parte do Norte e também o Oeste da Argentina. Podendo em nosso país ser encontrado nas regiões Norte, Nordeste, Centro Oeste, Sul e também na região Sudeste.

Seu nome vem do tupi e curiosamente significa aquele que come pouco vermelho, possivelmente uma alusão as suas manchas avermelhadas na perna.

Tem como habitat natural áreas mais abertas podendo habitar savanas, bordas de florestas densas, caatingas e áreas de cerrado. Em nosso país também podem ser encontrados no interior das florestas Amazônica e Atlântica.

Jabuti piranga
Jabuti piranga

Infelizmente embora seja tida como espécie em estado de conservação pouco preocupante os ovos, os filhotes, os recém nascidos, bem como os jabutis ainda jovens são alimentos fáceis para uma série de predadores. Os principais são as onças pintadas e nós seres humanos. No caso da interferência humana sobre a população de jabutis isso ocorre para o comércio ilegal para domesticação e criação como animal de estimação.

Sobre as particularidades físicas do jabuti piranga, o seu casco é mais disforme e com relevo, bem como é mais alto do que a do jabuti tinga. Sua pele apresenta características manchas vermelhas em relevo. E justamente por conta destas manchas, em inglês são conhecidas como red footed tortoise, tartaruga de pés vermelhos. Nada mais original, não é mesmo?

Jabuti Tinga

O nome jabuti tinga vem do tupi e significa aquele que come pouco branco. Em inglês, mais condizente com suas características físicas, o jabuti tinga é chamado de yellow footed tortoise, ou tartaruga de pés amarelos. Isso porque majoritariamente apresenta em suas pernas grossas e em sua cabeça manchas em relevo no tom de amarelo, ou ainda amarelo alaranjado.

O nome científico da espécie é chelonoides denticulata e infelizmente está classificada como vulnerável ao risco de extinção. Dentre os motivos que o levaram a este quadro estão o tráfico de animais, isso porque o jabuti embora seja ilegal é um animal visado para a domesticação e criação como animal de estimação.

Em relação as suas características físicas, o jabuti tinga tem o casco mais uniforme e com a coloração mais opaca se comparado ao jabuti piranga. Em compensação é uma espécie consideravelmente maior que a anterior podendo chegar mais costumeiramente aos setenta centímetros de comprimento e pesando incríveis sessenta quilos. Apesar das cores serem visualmente mais opacas, seu casco é mais brilhante que a do piranga.

Jabuti tinga
Jabuti tinga

A sua distribuição geográfica em nosso país se concentra principalmente na região Amazônica tão como na região Sudeste. Podem ser avistadas igualmente em grande parte das ilhas da América do Sul e parte oeste do continente.

Como falamos sobre o seu porte, é tida como a maior tartaruga terrestre presente na América do Sul. Assim como o jabuti anterior, o jabuti piranga, são animais onívoros. Sua alimentação é composta em oitenta por cento de vegetais folhosos, dez por cento de frutas e cerca de cinco por cento de proteína animal. No caso da proteína animal podem consumir ovos, insetos e minhocas.

Curiosamente os jabutis não possuem dentes, no lugar possuem um tipo de lâmina que o ajudam no processo de ingestão alimentar.

O Tráfico De Animais E Os Jabutis

Embora os jabutis possam parecer o tipo de animal ideal para você, esta espécie é um animal silvestre e como tal só pode ser domesticado quando advindo de um criadouro registrado junto ao um órgão de proteção ambiental. Até o ano de dois mil e onze este registro era fornecido pelo Ibama, mas atualmente compete aos órgãos de fiscalização em instâncias estaduais emitirem este registro para os órgão regulamentados. .

 

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