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Quais Foram as Espécies de Dinossauros que Habitaram o Brasil?

O Brasil é berço de diversas espécies, inclusive aquelas que são encontradas somente por aqui. Mas você sabia que o país também foi moradia de vários espécimes de dinossauros, cerca de 25 deles, apesar de alguns afirmarem 23 e outros, 27. Legal, não é? Nós vamos falar sobre eles mais abaixo. 

O Brasil e os dinossauros 

Há 250 milhões de anos atrás, quando se deu início o período Triássico, foi quando esses animais começaram a surgir. E assim como a fauna e a flora era totalmente diferente do que conhecemos hoje, o local onde hoje fica o Brasil não era nada do que conhecemos hoje. Para começo de conversa, o litoral atlântico, que atualmente tem um desenho tão característico, nem existia. Bom, na verdade ele estava lá, mas era grudado ao continente africano. E sabia que até hoje, se você imprimir e recortar o mapa, a parte da América do Sul se encaixa direitinho ao lado da África? Como uma peça de um quebra-cabeça. 

Mas o tempo passou, as placas tectônicas mudaram muita coisa e, consequentemente, alguns fósseis acabaram ficando em território brasileiro. Algumas espécies foram achadas por aqui mesmo, já outras apareceram primeiro nos países vizinhos e só depois em terras brasileiras. 

De acordo com “O Guia Completo dos Dinossauros do Brasil”, de Luiz Eduardo Anelli, cerca de 23 espécies foram descobertas e identificadas aqui no Brasil. Uma versão mais atual do livro aponta 25, mas o número é incerto, isso porque há animais que ainda estão em processo de identificação e diferentes tipos de critérios é levado em consideração para inclui-los ou não nesta lista. 

Vamos a eles? 

Dinossauros brasileiros 

1 – Rayosossaurus sp

O Rayosossaurus foi descoberto na Ilha de Cajual, no Maranhão. A maior parte desse gênero de dinossauro foi encontrado na Argentina. E, na verdade, esse nome não é de um só indivíduo, na realidade, ele intitula todo um gênero. Uma delas é o Rayosossaurus agrionensis. A que foi achado no Brasil infelizmente estava muito fragmentada e não pode ser identifica. Por isso, os especialistas não sabem se trata-se de uma espécie já conhecida ou seria uma nova. Mas sabemos que ela viveu por aqui há 110 milhões de anos atrás. Inclusive, é por falta de identificação que ele tem o termo sp. no fim do seu nome. 

Na escavações, foram achadas apenas 17 das cem vértebras que provavelmente compõem a coluna da criatura. 

O nome, aliás, faz uma referência ao local onde o primeiro exemplar foi achado, em uma formação geológica chamada de Rayoso, ao sul de Mendoza. O bicho tinha 9 metros, mas os cientistas não conseguiram saber a sua altura. 

2 – Trigonosaurus pricei 

Trigonosaurus pricei 
Trigonosaurus pricei

Achado em Uberaba, Minas Gerais, esse herbívoro tinha cerca de 4 metros de altura e 9,5 de comprimento. Seu nome é derivado da palavra grega triângulo = trígonos, e isso se deve ao local exato onde foi achado: no Triângulo Mineiro, no extremo oeste do estado. Descoberto em 1947, acredita-se que seu habitat se estendia até a Bolívia. 

O fóssil é constituído de ossos da coluna vertebral e estas estão no Museu de Ciências da Terra, do Departamento Nacional de Produção Mineral, no Rio de Janeiro. 

3 – Amazonsaurus maranhensis

Esse grandão tinha uma altura próxima a um elefante africano, cerca de 3 metros, mais 10 de comprimento. 

Achado em Itapecuru-Mirim, no Maranhão, ele viveu aqui numa época onde as praias da região estavam apenas há algumas centenas de quilômetros da costa da África. Atualmente essa distância é de 8 mil. O achado ocorreu em 2010, composto de 100 peças fragmentadas, com uma idade próximo de 110 milhões de anos. 

Segundo os estudos, o corpo do animal teria sido arrastado para um rio que não existe mais, logo após sua morte. Este acabou encalhado em uma planície próximo a foz. Estes passaram muito tempo sendo atingidos pela água e foram cobertos por uma camada de sedimentos. Devido a umidade do sítio paleontológico, foi difícil escavar e reconstruir o esqueleto. 

Foi uma importante descoberta por se tratar do primeiro representante da família diplodocidae, composta de dinossauros com pescoço e cauda longa. 

4 – Baurutitan britoi 

Com 12 metros de comprimento e 3,5 de altura, o Baurutitan foi achado em Uberaba, Minas Gerais, em 1957. Aliás, ele foi um dos primeiros dinossauros a ser catálogo no Brasil. Apesar do nome dá a entender que seria uma criatura da cidade paulista Bauru, o título na verdade faz uma referência a bacia sedimentar de Bauru, que vai do Paraná até Minas Gerais. Por sinal, essa região conservou um número notável de fósseis de animais pré-históricos. Ele viveu por aqui há cerca de 70 milhões de anos atrás, no fim da era Cretáceo, um pouco antes da queda do meteoro, o suposto responsável pelo sumiço dos dinossauros. Foram encontrados apenas 18 vértebras articuladas que faziam parte da cauda da criatura. 

5 – Adamantisaurus mezzalirai 

Esse grandão de 12 metros de comprimento e 4 de altura foi desenterrado na região chamada de Flórida Paulista, em São Paulo. Assim como o anterior, os paleontólogos só tiveram os ossos da cauda, cerca de 6 vértebras, para fazerem a reconstituição. Estas foram coletadas em 1959, pelo geólogo Sérgio Mezzalira. Inclusive, foi do sobrenome nome dele que saiu o título dado ao bicho. Apesar de ter sido escavado no final dos anos 50, foi somente em 2006 que ele foi identificada por dois paleontólogos da Unesp, que estudaram os ossos achados por dois operários de uma ferrovia paulista. Estes estavam guardados no pequeno museu que está situado dentro do Parque da Água Branca, em São Paulo. 

Essa criatura morou por aqui há 70 milhões de anos e é possível que a espécie tenha sido uma das que foi afetada diretamente pelo meteoro, que deu fim a era Cretáceo e dos dinossauros, há 65 milhões de anos atrás. 

Para quem deseja ver esses bichos de perto, mesmo por meio de réplicas, existem alguns lugares em São Paulo que é possível fazer tal visita ao passado, como o Museu de Zoologia, no Ipiranga. Assim como o museu de Geociência da USP, localizado dentro da cidade universitária. Ambos com entrada gratuita. 

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