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Porque Os Répteis Marinhos E Voadores Não São Considerados Dinossauros?

Vamos ser taxativos já no início do post de hoje. Os répteis marinhos e voadores não poderiam ser considerados dinossauros porque são répteis. Simplesmente por isso, por serem répteis.

Os Répteis E Os Dinossauros

Há uma grande confusão quanto aos dinossauros e os répteis. Muitas pessoas acreditam que estamos falando da mesma coisa, mas não é verdade.

Os dinossauros integram o clado Dinossauria. São tidos como répteis porque inicialmente, logo após as primeiras descobertas, pesquisadores estabeleceram que estes animais possuíam uma ossada muito similar a dos répteis e consequentemente o seu metabolismo seria similar.

Hoje, com o avanço dos estudos, pesquisas e descobertas, sabemos que os répteis de modo geral e os dinossauros apresentam substanciais diferenças entre si.

Répteis Marinhos Pré-históricos
Répteis Marinhos Pré-históricos

Justamente por conta destas diferenças são classificados em categorias distintas e, desta forma, não poderiam alterar-se em sua catalogação.

Mas antes de seguirmos vamos a alguns esclarecimentos.

Os dinossauros viveram no planeta Terra a milhões de anos atrás e apesar de terem sido o grupo de animal dominante sobre à Terra por muito tempo, não eram os únicos a viverem aqui. Haviam no planeta mamíferos de pequeno porte, peixes, bactérias, crocodilos, tubarões, dentre inúmeros outros.

Este é um dos motivos se acabam gerando confusão na maior parte das pessoas. Os dinossauros viveram com muitos outros animais, dentre eles répteis voadores e marinhos. Convieram por um período substancial de tempo, o que acaba fazendo com que estes animais sejam catalogados meramente como dinossauros.

Essa catalogação também é feita erroneamente por conta da aparência. Aparentemente alguns répteis deste período se assemelham aos dinossauros. Um exemplo disso é o caso do pterodáctilo, um pterossauro que para leigos acaba tendo uma aparência que nos faz pensar que podem ser dinossauros.

Vale reforçar aqui que apesar de eventuais semelhanças, há diferenças marcantes entre ambos os grupos e por isso são agrupados em diferentes “caixas”, por assim dizer.

Apesar Das Semelhanças

Apesar de inicialmente serem efetivamente parecidos com os dinossauros, os répteis voadores e marinhos apresentavam vértebras totalmente diferentes, ou seja, ainda que a aparência fosse levianamente similar havia, características biológicas e genéticas diferentes entre ambos. Dentre estas características estão:  os dinossauros possuíam patas mais eretas, postura diferenciada (quando comparada com os répteis), comportamento ativo e metabolismo aviário. Outra grande diferença entre os répteis e os dinossauros é que este segundo grupo conseguia controlar a sua própria temperatura corporal, característica inexistente nos répteis.

Inicialmente, ainda no século vinte, defendia-se que os dinossauros eram animais lentos, mas ainda assim eram tidos como inteligentes. O que se descobriu, entretanto, é que estes animais eram muito ágeis e de elevado metabolismo, sendo inclusive, capazes de estabelecer relações sociais com os animais que conviveram em seu meio. Com todas estas ponderações, percebemos que os dinossauros e os répteis possuem diferenças notórias que impossibilitam que sejam catalogados em um mesmo grupo. Assim sendo os répteis voadores e marinhos não são dinossauros.

Outra Informação Importante

O pterodáctilo é um réptil voador que é comumente considerado um dinossauro, mas, na verdade, se trata de um réptil que viveu por muito tempo na companhia destes gigantes.

Apesar deste equívoco vale sempre lembrarmos que para que um animal seja considerado um dinossauro é fundamental que apresente características físicas, biológicas e correlatas para tanto. Agora que esta questão está elucidada vamos a algumas informações que devem interessar a você no quesito dinossauro.

Os Dinossauros De Verdade

Os dinossauros ao que tudo indica, viveram no planeta Terra a pelo menos duzentos e trinta e três milhões de anos atrás. Sendo por mais de cento e cinquenta milhões de anos o grupo de animal dominante na Terra. Apesar desta característica, algumas espécies ainda assim andavam em bando e protegiam-se uns aos outros, principalmente as crias.

Os dinossauros foram extintos a cerca de sessenta e cinco milhões de anos no fim do período Cretáceo pelo choque do meteorito contra à Terra, o que ocasionou uma grande explosão que carbonizou instantaneamente milhares de animais. Foram poucas as espécies que sobreviveram ao ocorrido. Após a explosão, formou-se uma nuvem de poeira que impediu a passagem de Sol. Este ocorrido tornou o planeta em um lugar extremamente frio e muitas árvores acabaram morrendo. As poucas espécies que sobreviveram a essa sequência de fatos trágicos foram aquelas que não dependiam das árvores para buscar abrigo e alimento.

Até dois mil e cinco, de acordo com estudos realizados, haviam mais de quinhentos gêneros diferentes e mais de mil espécies de dinossauros não aviários. Muitas descobertas, entretanto, foram feitas de lá para cá.

Por Falarmos Em Descobertas…

Você deve estar se perguntando como sabemos tudo o que sabemos sobre estes animais que viveram a tanto tempo. A resposta é simples, por meio dos fósseis, ou registros fósseis. A Paleontologia é a disciplina responsável por seu estudo e por meio dele podemos determinar muitas características sobre estes animais. Além de características físicas é possível determinar predileções alimentares, comportamento, e até mesmo estabelecer as relações hierárquicas e sociais que foram originalmente estabelecidas.

Os fósseis podem ser categorizados de duas formas diferentes. Fósseis de vestígio e fósseis de resto. Os fósseis de vestígio são aqueles que denotam a atividade biológica do animal e representa uma evidência indireta de sua existência. Podem ser considerados vestígios, pegadas, marcas de mordidas, casca de ovos, secreções, excrementos e correlatos.

Os fósseis de resto, por sua vez, podem ser ossos, carapaças, dentes e conchas, por exemplo. Como se trata de partes mais resistentes, por assim dizer, os fósseis de resto são os mais comuns de serem encontrados. Mas não raramente fósseis de vestígios também são encontrados e contribuem sistematicamente para novas descobertas.

Com o estudo dos fósseis podemos conhecer que os dinossauros eram um grupo de animais muito diversificado. Enquanto haviam espécies muito pequenas, como o campsonagnathus, que não chegava nem mesmo a um metro de comprimento, existiam espécies muito maiores como o seismosaurus que podia chegar a cinquenta metros.

Além das diversidades de porte, os dinossauros apresentavam também diferenças em relação à alimentação, haviam animais carnívoros e animais herbívoros, quadrúpedes (aqueles que se deslocam sob quatro membros, como os cachorros) e os bípedes (aqueles que se deslocam sob dois membros, como nós, seres humanos).

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