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Por que o Elefante-marinho Tem Espessa Camada de Gordura na Pele?

Já ouviu falar dos animais que moram em locais quase inóspitos do mundo? Por exemplo, o urso-polar, morador das regiões polares do planeta. Ele habita um dos lugares mais frios da terra. E o mesmo acontece com o elefante-marinho. E é justamente por morar em locais de extremas temperaturas que esse bicho tem um pele com uma grossa camada de gordura. Esta é responsável por proteger o indivíduo das águas geladas dessas regiões. 

É como os pelos brancos do polar – sobrevivência -, estes servem para camuflar o bicho, já que ele reside em meio a neve brava. 

Inclusive, é por causa dessa gordura que o elefante foi muito caçado, com está tendo um alto valor no mercado. 

Vamos conhecer mais o elefante-marinho? 

Elefante-marinho
Elefante-marinho

Sobre o elefante-marinho

O Mirounga sp é um carnívoro do tipo ponípede, ou seja, mamífero aquática, pertencente da família Phocidae. E apesar do nome, ele não parece com a criatura terrestre. A espécie leva essa nomenclatura devido ao formato do seu nariz, que lembra muito uma tromba. Esta, inclusive, chega atingir 40 centímetros de comprimento quando inflada. 

Por existir duas espécies: m. angustirostris – morador do lado norte – m. leonina – sulistas -, eles apresentam algumas diferenças entre si. Os que residem na região sul são maiores, medem até 6 metros de comprimento, podendo pesar 3 toneladas. Já os nortenhos chegam ao máximo de 5 metros e pesando 2,7 toneladas. As fêmeas de ambas as espécies não chegam a metade disso. 

Apesar de bem parecidos, os elefantes-marinhos não fazem parte da família das focas, leões e lobos-marinhos, a Otariidae, porque não exibem orelhas e por se locomovem em terra apoiando-se sob sua parte ventral, em não nas nadadeiras.  

Exibe olhos grandes e salientes, com arcadas superciliares com pelos duros. Seus membros superiores são fortes, com quatro dedos, formando uma espécie de remo. 

E falando em locomoção, apesar de ser lento em terra, ele é muito ágil na água. Seu corpo tem um formato de torpedo, o que ajuda na hora dele nadar em alta velocidade. Para se ter ideia, quando as fêmeas estão procurando por comida, elas podem chegam a mergulhar até 1255 metros de profundidade. Mas não costumam passar de 800 metros. Já os machos variam de 200 a 400 m. Eles também conseguem ficar bastante tempo submersos, de 20 a 27 minutos.  

E já que o assunto é comida, esse peso pesado se alimenta de pequenos crustáceos, polvos, raias, lulas e sépias. 

Sua expectativa de vida é de 20 anos para a fêmea e 11 para o macho. A primeira chega a maturidade sexual aos 4, já o segundo apenas com 8. 

Reprodução 

O período de acasalamento começa no fim de agosto para os machos. Nesta época, eles retornam do mar e se encaminham até uma praia. Eles ficam sozinhas por lá por cerca de um mês, já que as fêmeas só chegam no final de setembro. Quando é chegado a hora, a espécie se junta em grandes grupos, com o macho podendo ter um harém com até 100 fêmeas. Aqueles que porventura não conseguem uma parceria, procuram por aquelas que ficam mais afastados do parceiro. Afinal, não deve ser fácil ficar de olho em 100 fêmeas. 

Essa época é tão estressante para o macho que muitos morrem de exaustão ao fim do período. 

Após a cópula, a gestação dura cerca de 340 dias. Depois que o bebê nasce, ele é amamentado pela mãe durante quatro semanas. Neste período, ele triplica de peso. É igualmente nesta época que as fêmeas ficam sem comer, cuidando apenas de seus filhotes. Ela só volta a se alimentar após o desmame. A fêmea também passa todo esse tempo na praia, só voltando para a água depois que o bebê para de mamar. Ambos voltam para o mar juntos. Nesse período ela já está fecundada novamente. 

Quando nascem, os minis elefantes exibem pelos pretos. Durante o desmame, esses crescem e adotam uma cor cinza. Quando alcançam um ano de idade, estes passam a ser amarelos até, finalmente, chegarem ao marrom escuro, coloração dos adultos. 

Após a reprodução, macho e fêmea se separam, voltando para o mar, onde ficam por cerca de dois meses, mais ou menos. Ambos retornam à praia durante a troca de pelos, mas passam por essa mudança sozinhos. No fim da transformação, toda a colônia volta para a água, onde ficam até a próxima primavera. Na verdade, esse bicho passa boa parte da sua vida neste local, cerca de 11 meses por ano. 

Elefante-marinho
Elefante-marinho

Distribuição 

O elefante-marinho sulista encontra-se desde a Antártida até o lado sul de outros continentes. Já o nortenhos espalham-se pelo Pacífico, até às costas da Califórnia, México e Guadalupe.

Risco de extinção 

E lembra que comentamos que o bicho era caçado? Ele era morto não só por sua gordura, mas também pelo óleo que encontra-se em seu corpo. Isso quase levou a espécie em extinção no século XIX. Atualmente, sua caça é proibida e ele está fora de perigo. Hoje, seus predadores são apenas as orcas e o tubarão-branco. 

Curiosidades 

  • É considerado um animal semi-aquático, pois divide sua vida entre o mar e a terra. 
  • É o maior carnívoro da Antártida. 
  • Apenas os machos exibem nariz alongado. Sendo estes maiores nos sulistas. 
  • São criaturas sazonais, migrando para se reproduzirem e para comer. 
  • O acasalamento acontece no verão no hemisfério que vivem. 
  • Já visitaram a costa do Rio Grande do Sul, no Brasil, mas não avançam mais que isso, já que gostam de água gelada. Mas já fizeram aparições únicas em Santa Catarina, Rio de Janeiro e Fernando de Noronha
  •  Durante a reprodução, o macho tenta cobrir o máximo de fêmeas possível. Ele também precisa espantar constantemente a concorrência. 

E apesar desse tamanho todo, o elefante-marinho é muito fofo, principalmente as fêmeas. Conte-nos, o que mais gostou de saber sobre esse animal que habita as partes mais geladas do planeta? Qual a mais interessante? Ou a mais bizarra? Não esqueça de compartilhar este artigo com seus amigos e nas redes sociais. 

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