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Por Que a Enguia Dá Choque? Qual a Voltagem?

Normalmente, os peixes elétricos não são conhecidos por matar um homem, porém, isso não quer dizer que não pode acontecer. Enguias elétricas são temidas exatamente pelo fato de conseguirem produzir eletricidade para se protegerem dos predadores.

Se você fizer uma busca rápida na internet, vai encontrar muitos vídeos onde a eletricidade das enguias está sendo posta a prova por predadores. Um dos que mais viralizou, foi a de um jacaré sendo eletrocutado e morto por uma enguia elétrica.

Bem, sabemos que a eletricidade de uma enguia é capaz de matar um dos predadores mais ardilosos do reino animal. Mas, será que essa mesma corrente elétrica pode ser letal para um ser humano? Bora descobrir?

Enguias elétricas: Alta voltagem marinha

As enguias apenas conseguem produzir eletricidade por causa de células especiais que contém em seus músculos chamadas eletrócitos. Esses eletrócitos são os responsáveis por criar o sistema de defesa e caça elétricos do animal. Essa energia é criada por conversão.

Ou seja, toda a energia não gasta pelo animal é transformada ele eletricidade pelas células eletrócitas. Essa eletricidade existe ao redor da enguia, e além de proteção e auxilio pra conseguir alimento, o animal usa esse campo elétrico para movimentar-se.

Uma característica da enguia elétrica é sua semelhança com as pilhas que conhecemos e usamos no dia a dia. O corpo da enguia é com uma pilha com dois polos diferentes separados. Da cabeça até a metade do seu corpo, domina o polo positivo e todo o resto é o polo negativo.

Quando adulta, a enguia possui aproximadamente 160 mil eletrócitos, as células estão por todo o seu corpo, tornando o animal uma verdadeira bateria viva natural supercondutora.

Toda essa energia elétrica percorre o seu corpo e o mais impressionante é que a eletricidade não percorre a água. Uma vez que, se isso acontecesse, não teria outros peixes nadando na mesma água que ela.

Enguia
Enguia

Pense nessa eletricidade como um campo de força invisível e sensível ao toque de qualquer criatura viva. Como uma cerca elétrica que usamos nos muros da nossa casa. Quando a barreira é ultrapassada, o peixe elétrico se transforma em uma arma de choque viva.

Descarregando toda a sua eletricidade acumulada no intruso. Essa carga é equivalente a 600 volts. Mais que o suficiente para matar ou deixar qualquer um inconsciente.

Lembra quando nos perguntávamos se a eletricidade de uma enguia podia matar um ser humano? Bom, agora temos a resposta. Na verdade, isso exige uma serie de vários fatores para que realmente possa ser considerado verdade.

Primeiro, a estatura da pessoa vai influenciar. Se por um homem grande, a eletricidade vai levar um tempo a mais para percorrer todo o corpo. Um homem de estatura pequena tem seu corpo totalmente eletrocutado em menos tempo.

São milésimos de segundos que conta muitos. Outro fator é a força cardíaca. Já sabemos que um choque mínimo pode tanto fazer o coração para como faze-los voltar a bater.

Se o coração for forte, provavelmente a pessoa que recebeu a carga da enguia tende a apenas ficar desmaiada. Pense nisso como um sistema de segurança do cérebro em caso de sobrecarga.

Enguias elétricas: O estudo de ken catania

Catânia tem uma relação de longa data com as enguias elétricas, talvez tenha sido isso que o motivou a fazer esse teste.

O estudo deste pesquisador começou quando ele decidiu mergulhar com enguias e provocar propositalmente o animal com a finalidade de receber choques. Em um vídeo postado na internet, você poderá ver exatamente o momento em que Ken Catânia realizou este feito.

Segundo o pesquisador, a enguia elétrica também tem a capacidade de maximizar sua potência elétrica de forma tornar esses 600 volts naturais em mais de 1200 volts. A enguia simplesmente enrola seu corpo ao redor da presa que o está atacando.

Nesta acrobacia, o peixe elétrico consegue dobrar sua força elétrica e neutralizar a ameaça ou mesmo seu próximo jantar. Catânia também apresentou estudos que mostram que a enguia elétrica tem a capacidade de desferir ataques nas suas presas for a de seu ambiente natural.

Ou seja, mesmo for a da água, a enguia consegue atacar. Acredite ou não, com está ação, o animal acaba por potencializar ainda mais seus ataques elétricos. Se pararmos para pensar e refletir, a enguia é quase um Pokémon da vida real, um Pikachu marinho.

Mas, as pistas de ataques parecidos já existiam muito antes de Ken Catania estuda-los e relata-los. Alexander Von Humboldt registrou esse ataque realizado pela enguia elétrica lá no século XIX.

Esse registro realizado por ele teria marcado o momento em que uma enguia saltou da água e se enrolou na pata de um cavalo próximo ao rio. Catânia foi corajoso, querendo provar os registos de Humboldt usando seu próprio corpo.

Enguia
Enguia

O registro feito no século XIX foi considerado uma história de pescador, ninguém verdadeiramente acreditava nele.

Como o século XIX foi marcado por histórias bizarras e fascinantes, uma enguia saltando da água nas patas de um cavalo parecia uma dessas histórias. Catânia quis primeiro fazer um teste com o animal antes de por sua vida em risco.

Segundo o pesquisador, a enguia desferiu uma corrente variável entre 40 e 50 mA. O pior cenário possível foi visto após isso, considerando o fato de que Catânia havia feito esse teste usando uma placa de metal e uma enguia pequena.

Como as enguias pode alcançar um tamanho aproximado de 1,5 metros, os miliamperes encontrados no pequeno animal poderiam ser bem maiores.

Mas quem quer ter mais ou menos uma noção da força, 50 mA é uma descarga que força a pessoa ou animal a se afastar imediatamente do local, com uma percepção automática, um sistema de defesa se preferir.

Agora, imagine uma corrente elétrica 2 ou 2 vezes maior. Realmente, uma enguia com esse poder de descarga e ainda capaz de duplicar a força pode e vai matar um ser humano se ele a incomodar.

Conclusão

Enguias elétricas podem ser consideradas um dos animais marinhos mais perigosos que habitam nossas águas. Certamente, encontrar um animal desses e conseguir sair vivo é um milagre e tanto.

Olhando por outro lado, a capacidade da natura de criar seres tão perfeitos nos faz pensar se o oceano desconhecido esconde espécies ainda mais fascinantes quanto essa.

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