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Periquito Da Caatinga Transmite Doenças?

Se você está pensando em adquirir um novo animalzinho de estimação que eventualmente não é lá muito conhecido é preciso se atentar a algumas informações em relação a espécie. Uma delas diz respeito aos cuidados necessários para que o animal tenha plena saúde e bem estar, outro envolve a sua alimentação e seu habitat (as condições mínimas para a vida doméstica). Uma questão entretanto que poucos tutores se atentam diz respeito a eventuais doenças que estes animais podem transmitir a nós. Esta pode parecer uma preocupação boba e desnecessária quando pensamos em animais de estimação comuns como cães e gatos por exemplo (que ainda assim também podem nos transmitir doenças), mas quando pensamos em animais exóticos essa preocupação se faz ainda mais necessária.

Bom, depois desta pequena introdução vamos ao tema deste post. Falaremos um pouco do periquito da caatinga e se este animal pode quando criado em cativeiro trazer algum tipo de doença para o seu tutor.

Periquito Da Caatinga, O Nosso Primeiro Contato

O periquito da caatinga, de nome científico Eupsittula cactorum, também é conhecido como jandaia, periquitinha, papagainho, gangarra, grengueu dentre inúmeros outros nomes a depender da região. O que não faltam são formas para denominar esta ave tão bonita.

Como o nome sugere o seu habitat é majoritariamente composto por cerrados e caatingas e podem ser vistos costumeiramente em todo o nordeste brasileiro. Não raramente são vistos também nos estados de Minas Gerais e em Goiás.

São animais extremamente pequenos podendo chegar aos vinte e cinco centímetros de comprimento com pouco mais de cem gramas. A sua coloração em contrapartida é uma verdadeira obra de arte. Todo o seu corpo se apresenta em um tom esverdeado com mesclagem de outras cores. Sua cabeça é verde amarronzada, seu pescoço por sua vez remete a calmaria do verde oliva, seu peito é laranja, a barriga é caracteristicamente amarela e suas asas são verdes com manchas em azul royal. Você conhece imaginar este pássaro se não o estivesse vendo em uma destas fotos? Conseguiria imaginar a sua beleza?

Seus olhos ainda são cobertos por uma tênue linha branca, há também uma linha laranja que tende a diminuir quando este produz algum som. Seu bico é cinza e suas patas ou pernas são avermelhadas levemente acinzentadas.

São animais sociáveis e na natureza andam sempre em bandos de em média sete indivíduos. Embora sejam muito sociáveis não chegam a ser tão sociáveis como os papagaios embora tenham alguns de seus hábitos. Entre estes hábitos inclusive podem acabar repetindo algumas palavras.

Outra característica em que também se assemelham aos papagaios diz respeito a sua manifestação de raiva. Assim como os papagaios os periquitos da caatinga erguem as asas e balançam repetidamente a cabeça de um lado para o outro quando se sente irritados.

São animais inteligentes e muito ativos. Quando em bando na natureza emitem um som característico que poderíamos escrever como krik, krik, krik. São extremamente apaixonados por poças de água onde costumam em bando beber água e também banhar-se.

Periquito Da Caatinga
Periquito Da Caatinga

Sua Alimentação E Sua Afetividade

Além de muito inteligentes estes animais são afetuosos fazendo comumente carinho uns nos outros para demonstrar amor e também para demonstrar seu afeto.

Devido a sua inteligência são animais que podem aprender uma série de coisas e truques.

Quanto a sua alimentação o seu alimento favorito é o milho verde. Por conta deste seu hábito alimentar inclusive são tidos como espécie danosa para as plantações e consequentemente são caçados por agricultores. O milho verde é o alimento preferido para ser dado aos filhotes.

Ainda sobre a sua alimentação é indicado que as sementes de girassol sejam ofertadas ao animal regularmente. Alimentos industrializados não devem ser dados, dentre eles podemos citar pães, bolacha, café, etc. Estes alimentos diminuem a vida do animal uma vez que atacam diretamente os seus rins e também o estômago.

As Doenças Mais Comuns Para A Espécie

Os periquitos infelizmente são animais susceptíveis a uma série de doenças, algumas mais leves afetando especialmente sua pelagem ou o seu bico, sendo desta maneira, mais toleráveis e outras mais graves podendo afetar também o sistema respiratório e digestivo do animal. Dentre as doenças mais comuns que podemos citar estão o poliomavírus, a salmonela, a candidíase e o catarro gastrointestinal. As doenças que afetam este animal costumeiramente podem ser desencadeadas por fungos, bactérias ou vírus, assim como em nós seres humanos.

A poliomavírus que é a mais comum felizmente pode acometer a ave somente em sua fase ainda filhote, o que em contrapartida é igualmente perigoso visto que a sua saúde é ainda mais frágil.

Dentre a doença mais severa está o catarro gastrointestinal que é desencadeada por conta de vegetais mal lavados e com restos de pesticidas e agrotóxicos. Esta patologia é tão severa que pode levar a ave a morte em menos de cinco dias. Os seus sintomas são pico sujo, falta de apetite e apatia.

Outra doença que também pode acometer a sua ave é a depressão que no caso destes animais é fatal. O mesmo perde o apetite, não se alimentando, não bebendo água e retirando as próprias penas gerando ainda mais estresse e desconforto. Caso o seu estado emocional não melhore é possível que a ave venha a morrer em pouquíssimo tempo.

A Ornitose, Ou Febre Dos Papagaios

A ornitose ou a também conhecida febre das papagaios é a mais comum doença que as aves domésticas podem transmitir a seus tutores. Qualquer ave domesticada por transmiti-la desde os periquitos, até os papagaios e também as galinhas. Não possui uma época do ano específica para o seu desenvolvimento podendo ser contraída durante todo o ano, sendo causada pelas clamídias.

O tempo de incubação da bactéria é de cerca de quatro semanas e a depender do tecido pulmonar afetado a doença pode ser categorizada como leve, severa ou moderada. O contágio por assim dizer ocorre quando o indivíduo inala o pós das penas ou fezes destas aves. Dentre os sintomas estão febre, arrepios, cefaleia, perda de apetite e episódios de tosse inicialmente seca. No caso das aves acometidas com a doença os sintomas estão o eriçamento das penas, sonolência e falta de apetite. O animal tende a morrer em pouco mais de duas semanas sem tratamento veterinário adequado.

Para nós seres humanos, o tratamento medicamentoso por cerca de vinte dias é suficiente para vencer a doença.

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