Home / Curiosidades / Peixe Mandarim: Curiosidades, Nome Científico E Tamanho

Peixe Mandarim: Curiosidades, Nome Científico E Tamanho

O peixe mandarim não é uma espécie muito conhecida. O que infelizmente é uma pena, visto a beleza que esta espécie apresenta. Vamos conhecer um pouco mais deste peixinho?

Peixe Mandarim: Animal De Cores Vivas

O peixe mandarim é uma espécie de peixe perciforme. Os perciformes são peixes ósseos (peixes ósseos são aqueles que apresentam o endoesqueleto e os opérculos constituídos majoritariamente de ossos) e integram a maior ordem de animais vertebrados do mundo. Os peixes ósseos compõem a maior ordem de animais vertebrados tanto na questão de diversidade de espécies quanto na quantidade de indivíduos.

São peixes de pequeno porte, avistados em águas salgadas de clima tropicais. Normalmente atingem em média oito centímetros de comprimento, podendo por vezes chegar a até dez centímetros.

Podem ser encontrados costumeiramente em fendas e recifes de corais. Algumas espécies podem estar localizadas em águas mais rasas desde que protegidas como é o caso das lagoas e das costas.

Basicamente a alimentação destes animais é feita por meio do consumo de animais marinhos de pequeno porte que passam próximos aos locais onde este animal acaba se escondendo. Não sendo, desta forma, do seu costume se deslocar atrás de alimento.

Peixe Mandarim
Peixe Mandarim

Admirados Como Peixes Ornamentais:

O peixe mandarim é um animal que é muito apreciado para criação doméstica, sendo comprado para compor aquários ornamentais. Isso se dá justamente pela aparência que este animal possui, por meio de sua elegância e combinação particular de cores. Sendo estas apenas algumas de suas características. São muito tímidos e segundo o próprio mercado, este seria também um de seus atrativos.

Por falarmos em atrativos, as cores presentes no corpo do peixe mandarim e os desenhos que ele possui, podem até não aparentar, em um primeiro momento, mas estas cores e desenhos presentes são um tipo de alerta para seus predadores que os mesmos possuem uma carne de gosto desagradável e com odor extremamente forte e igualmente ruim.

Um Pouco Mais Sobre As Características Físicas Do Peixe Mandarim

O peixe mandarim ao contrário do que acontece com a grande maioria das espécies de peixes de pequeno porte (ao menos as mais conhecidas por nós), não possuem escamas e com isso a sua pele é a única responsável por proteger o animal do seu meio. Ela exerce bem este papel uma vez que é bem espessa, com o intuito de evitar ferimentos oriundos da passagem do peixe pelos corais que possuem pontas bem afiadas.

Além da ausência de escamas, estes animais possuem olhos bem característicos com grande saliência em seu corpo. Por conta deste formato, seus olhos o proporciona uma boa visão de tudo o que está ao seu redor, dando um campo de visão bem privilegiado. Olhos ainda possuem a incrível capacidade de identificar cores distintas.

Sem a presença de pálpebras e de canais para a produção de lágrimas o mar é o único responsável por fazer a limpeza de seus olhos.

Você deve estar se perguntando quanto a origem deste curioso nome pelo qual é popularmente conhecido. Vamos lá, o nome peixe mandarim vem da semelhança dos desenhos e também das cores e suas combinações com as roupas usadas pelos verdadeiros mandarins existentes na China. Devido a esta semelhança acabaram assim sendo conhecidos, o que facilita e muito a sua identificação e popularização visto que seu nome científico é de difícil pronúncia. O peixe mandarim recebe o nome científico de Synchiropus splendidus.

Quando Criados Em Cativeiro

Algumas pessoas acabam criando o peixe mandarim, ou almejam a sua criação em cativeiro, uma vez que são animais realmente muito bonitos e exuberantes em um primeiro olhar. Entretanto, é preciso destacar que o peixe mandarim para criação em cativeiro não é lá das espécies mais fáceis de serem criadas. Para começar não convivem bem com indivíduos de outras espécies. Mesmo que sejam classificados com espécies pacíficas, podem se tornar bem agressivos nesta convivência. Para a criação de peixes mandarins, apenas o misture com peixes mandarins e neste caso evite a disposição de machos no mesmo local. Com o tempo, estes animais passarão a brigar por comida, território e pelas fêmeas que estão no aquário.

A melhor indicação para criação em cativeiro do peixe mandarim é de um único casal por aquário e neste caso o aquário deve possuir pelo menos sessenta litros de água.

Ainda que o seu objetivo seja o de aumentar a sua criação de maneira natural, por meio do cruzamento entre machos e fêmeas, salientamos que a reprodução é difícil de ser feita e não basta apenas que ambos estejam juntos em um mesmo espaço.

Ainda em relação à criação em cativeiro é preciso que o mesmo esteja em plenas condições para que o peixe se sinta a vontade e devidamente atendido em suas necessidades. Caso não o sinta, apresentará resistência para consumir alimentos industrializados. Além disso, é necessário que a temperatura da água esteja em torno de vinte e cinco graus e o PH próximo de oito.

Para criadores amadores, a identificação de machos e fêmeas pode ser facilitada com esta dica. Costumeiramente (embora não possa ser tido como uma regra geral) os machos apresentam coloração mais vibrantes que as fêmeas e o seu porte é mais avantajado se comparado a ela.

No caso da criação de dois ou três peixes desta espécie (grupos, ainda que de peixes mandarins não são recomendamos para criação), necessitam de seu próprio espaço e alimentação individualizada. Esta atitude evita brigas e comportamento agressivo por parte do animal. Para cada indivíduo da espécie é recomendado pelo menos sessenta litros de água.

Reprodução Do Mandarim E A Dança Do Acasalamento

A reprodução do peixe mandarim ocorre por iniciativa do macho. Quando o mesmo quer reproduzir ele se desloca para perto da fêmea e começa a nadar em círculo, em volta de sua amada. Dado momento o animal agarra a nadadeira peitoral da fêmea e ambos começam a nadar juntos rumo a superfície. Quando a atingem, macho e fêmea liberam respectivamente esperma e óvulos que são fecundados e transformam-se em ovos.

Estes ovos ficam próximos à superfície e são cuidados pelos pais que estão sempre por perto protegendo seus futuros filhotes da ação de predadores.

Quando os ovos eclodem os filhotes se alimentam de fitoplânctons e zoo plânctons, até que se desenvolvam a tal ponto para consumir animais maiores.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *