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Peixe-leão Existe no Brasil? Qual é o Preço?

Com o Brasil sendo provavelmente o país que abriga a maior diversidade de fauna e flora do mundo, fica difícil saber todos animais que vivem por aqui. Por exemplo, falamos dele recentemente: existe peixe-leão no Brasil? Bom, a resposta é que ele não é originário do país tupiniquim, porém, ele já foi avistado duas vezes em terras brasileiras. Aliás, o que é algo bem comum do bicho, já que ele é considerado um peixe invasor. Ele originalmente habita locais dos oceanos Pacífico e Índico, mas invadiu a costa do Caribe. Ele também foi introduzido de modo artificial no Atlântico. 

Acontece que o peixe parece estar fazendo o mesmo no Brasil. Ele já foi visto duas vezes nas águas de Arraial do Cabo, no Rio de Janeiro. Uma vez em 2014 e uma segunda em 2015. Apesar de lindo, os cientistas estão bem preocupados com essa aparição, pois o animal poderia ser uma ameaça ao biodiversidade brasileira, assim como é no Caribe. 

Peixe-leão nadando
Peixe-leão nadando

Isso porque ele é um bicho que se reproduz em grande número e elimina rivais com o seu veneno, além de ameaçar a sobrevivência de corais de recife. Segundo especialistas, ele é o maior desastre ambiental já enfrentado pelo o Oceano Pacífico, e isso tudo só porque ele é “bonito”. 

Apesar de no Brasil a diversidade da fauna ser grande, existe um número pequeno de animais por espécie. E ao se introduzir um bicho não originário daqui, exótico, ou seja, sem um predador natural em mares brasileiros, seria um grande problema ao ecossistema. 

Ainda não se sabe se a chegada do bicho foi algo “natural”, ou se ele foi introduzido intencionalmente devido a sua beleza ou ainda se foi um acidente causado por aquários que possuem a espécie no país. 

E se pensarmos a respeito do que sabemos sobre o ecossistema, o medo da criatura ter chegado ao Brasil é completamente racional. Todo habitar funciona como um círculo, com cada indivíduo ligado entre em si. Ou seja, dentro desse ambiente sempre existirá espécies que são caças, mas que também são caçadores, pois é assim que se mantém o equilíbrio de uma região. Sem um predador natural do peixe-leão, quem será o “regulador” do indivíduo? Sem essa predação, as consequências que o peixe pode causar em uma habitat são grandes e inimagináveis. 

Peixe-leão
Peixe-leão

Quanto custa um peixe-leão?

Agora, para quem quiser ter um exemplar em casa, isso nada afeta o meio ambiente, contanto, é claro, que ele se mantenha no aquário e não seja introduzido em nenhum local de forma indevida. Apesar de perigoso para o ecossistema de alguns locais e para pessoas, já que ele é venenoso, criar a criatura tem se tornando algo comum, com muitos tendo ele como animal de estimação. Para aqueles que gostariam de ter um exemplar em casa terão que desembolsar uma quantia que chega a R$480. Claro que o valor pode variar. É uma quantia um pouco salgada, mas vários fatores devem ser levados em consideração. O primeiro deles é que o peixe não é originário do Brasil, o que com certeza dificulta encontrá-lo em qualquer loja de peixes. Por isso ele precisa ser trazido dos seus países de origem. Outro ponto a ser pensado é que ele é um animal exótico e belo e está em alta como bicho de estimação, o que com certeza acaba elevando o seu valor. 

Lembre-se apenas de colocá-lo em um local com peixes do mesmo tamanho que ele ou talvez um pouco maiores. Se for uma espécie muito pequena, ele acabará por comer as criaturas menores. É o instinto do animal. 

Sobre o peixe-leão

Também conhecido como peixe-peru, dragão e escorpião, na verdade esse nome é usado para intitular uma série de indivíduos venenosos dos gêneros Parapterois, Pterois, Brachypterous, Ebosia e a Dendrochirus, todos membros da família Scorpaenidae. 

Seu veneno é “passado” para as vítimas por meio dos espinhos localizados em sua região dorsal, anal e pélvica. Nesta locais chega a ter de 12 a 13 perfurantes dorsais, dois pélvicos e dois anais. Cada um destes possuem glândulas que são as responsáveis por produzirem e armazenarem a toxina. 

O indivíduo também tem espinhos no peito, mas estes são inofensivos – não detém veneno. 

Quanto a potência da substância, esta vai variar conforme a espécie e seu tamanho. Ele costuma causar edema no local, muita dor, além de náuseas, tontura, fraqueza muscular, dificuldade em respirar e dor de cabeça. 

Peixe-leão nadando
Peixe-leão nadando

Quando alguém é “atacado” por este peixe o melhor tratamento é mergulhar o local ferido em um recipiente com água bem quente e deixa a região submersa por cerca de 30 a 40 minutos ou até a dor passar. Isso fará o veneno “evaporar”. Este por ser constituído por proteínas termosensíveis acaba sendo vulnerável a altas temperaturas. Então, quando a vítima faz essa imersão da ferida, o calor “queima” a toxina. 

Ele é um predador voraz. Sua técnica de caça se constituí em encurralar a caça com seus grandes espinhos. Em seguida, com movimentos rápidos, engole a refeição por inteiro. 

Seu corpo é listrado, em tons de vermelho, laranja, amarelo, marrom, preto e branco. É por isso que o bicho se tornou tão famoso entre os amantes de aquários. 

A expectativa de vida do peixe-dragão é de 15 anos. Chega a 200 gramas. Tem hábitos noturnos. Passa o dia se abrigando em cavernas ou fendas e só deixa o local a noite, para caçar. Ele se alimenta de pequenos peixes, comendo-os vivos, como dito anteriormente. Mas em aquários ele pode ser acostumado a se alimentar de camarão congelado ou ração. 

É do tipo ovíparo e só desova seus ovos a noite. 

Peixe-leão na mão de homem
Peixe-leão na mão de homem

Ele fica bem agressivo se provocado e deve ser manejado com cuidado por aqueles que o querem como bicho de estimação por motivos óbvios. 

Exibe uma boca grande, assim como o seu apetite. Ele também se desenvolve rapidamente. 

É inegável a beleza do peixe-leão, mas o melhor mesmo é tê-lo apenas em casa, em um aquário ou deixá-lo em seu ambiente natural. Já vimos o que um peixe exótico pode causar a um habitat que não é naturalmente seu. 

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