Home / Curiosidades / Pássaro Pardal Transmite Doença? Qual o Tratamento?

Pássaro Pardal Transmite Doença? Qual o Tratamento?

Andando por alguns instantes em algum lugar aberto logo você consegue avistar algumas espécies de aves sobrevoando sua cabeça. O mais comum dentre eles com certeza é o pombo e o pardal, uma bicho de pequeno porte.

O pardal faz parte da família passeridae, que é constituída de duas espécies: petronia e passer. Se tornou um dos principais integrantes da avifauna brasileira, dando a impressão de que sempre esteve por aqui, mas a verdade é que o bicho chegou a um pouco mais de um século no país. Por ser frequentemente visto é que ele é dono do título de pássaro mais comum do planeta, mesmo sua origem sendo na Europa, norte da África e do Oriente Médio. Este animal pode ser encontrado em todos os continentes, menos na Antártida. E, assim como seu “parente”, o pombo, ele também acarreta certo perigo aos humanos.

Assim como o título sugere, o pardal transmite, sim, doenças.

Pardal
Pardal

Doenças transmitidas pelos pardais

O perigo está em suas fezes, que contém fungos e outros microorganismos causadores de certas doenças graves, como salmonelose, psitacose e criptococose. Além destas, essas aves são agentes transmissores de outros organismos, como pulgas, ácaros e piolhos, que também afetam os humanos que têm contato com esses indivíduos.

E o “perigo” do pardal não para por aí, além dele mesmo transmitir doenças e ser agente de outras, ele ainda destroe patrimônios, já que suas fezes são ácidas e deterioram materiais.

Um local comum de transmissão dessas doenças é em armazéns de alimentos de animais e humanos, que são contaminados pelo indivíduo. Principalmente aqueles compostos de sementes e grãos. Abaixo, mais sobre as mazelas transmitidas pelo pardal.

Salmonelose (salmonella) 

As bactérias da salmonella são transmitidas pela ingestão de alimentos mal cozido ou cru que estão contaminados por fezes (como a do pardal). Os alimentos mais vulneráveis são as carnes, principalmente de peru, frango e pato, além de ovos, leites não pasteurizados e seus derivados, e a água.

Os tipos mais comuns da doença, como a salmonella enteriditis, causa gastroenterite, uma inflamação na mucosa intestinal e também enterocolite aguda. O período de incubação da doença dura de 8 a 48 horas após a pessoa ter consumido o líquido ou o alimento contaminado. Após esse tempo, o paciente apresenta sintomas como dor de cabeça, febre, náusea, vômito, cólicas, falta de apetite e diarréia, que pode ser com sangue ou não.

Tratamento

Após procurar a ajuda de um profissional, este irá recomendar que o paciente se mantenha bem hidratado e receitará remédios que diminuem os sintomas.

Algumas atitudes como lavar sempre bem as mãos antes de preparar a refeição e evitar comer carnes cruas ou mal passada evita que você seja contaminado. Assim como lavar bem os alimentos antes de ingeri-los, cozinhar bem carnes e ovos e evitar comer em locais que apresentem situações de limpeza não adequadas.

Psitacose

A psitacose, conhecida também febre do papagaio, é uma doença muito infecciosa que é causada pela bactéria Chlamydia psittaci, presente e transmitida pelas aves. Após o contato com as fezes, urina ou o pó presente nas penas desses indivíduos, o paciente pode apresentar febre, calafrios, dor de cabeça, dificuldade para respirar, tosse, aumento do baço e do fígado, sangramento pelo nariz, lesões na pele e até mesmo delírios (nos casos que a doença tenha chegado ao sistema nervoso).

Tratamento

O médico recomendará o uso de antibióticos, como Eritromicina ou Doxiciclina. Um fato que deve ser levado em consideração é que o tratamento deve continuar mesmo após o desaparecimento dos sintomas, isso porque é possível que a bactéria volte a viver e cause mais sintomas relacionados à doença, podendo até se tornar resistente aos remédios. Por isso é importante seguir todas as dicas médicas.

Além disso, se tiver aves em casa, não esqueça de levá-la ao veterinário para saber se o bicho também não foi infectado pela bactéria.

Criptococose

Classificada como micose sistêmica, a criptococose é uma doença causada pelo fungo do tipo Cryptococcus e que, em alguns casos, pode levar o paciente a óbito. Além de ser encontrado nas fezes das aves, ela também está presente em materiais orgânicos mortos, como cereais, frutas, árvores e até no próprio solo.

Os sintomas costumam aparecer entre 3 semanas ou 3 meses após a contaminação, isso vai depender da condição imunológica do infectado, e ela causa fraqueza, febre, dor no peito, rigidez na nuca, náusea, vômito, dor de cabeça, suores noturnos e alteração na visão. Na sua versão cutânea, ela pode apresentar várias lesões avermelhadas – semelhante a espinha -, úlceras ou massas subcutâneas e erupções vermelhas em todo o corpo ou em partes específicas.

Tratamento

Logo após identificar o seu tipo de infecção, o médico deve receitar remédios antifúngicos.

Para este caso, não existe um tipo específico de cuidado que possa prevenir a contaminação, mas caso realize a limpeza de locais onde existem aves é recomendável o uso de máscara e outros equipamentos de proteção. É importante também controlar a população dessas indivíduos, e isso pode ser feito por meio da redução de alimento, água e abrigo que podem ser usados por esses animais. Caso o local já esteja contaminado com suas fezes, a melhor opção é umidificar o lugar para que os fungos sejam mortos de forma adequada.

Seguindo o tratamento de forma certa e adotando as medidas necessárias em cada doença, você poderá evitar ser contaminado com qualquer uma dessas mazelas transmitida pelo pardal e também por outras aves.

Sempre que estiver em locais com a presença desses indivíduos fique atento e não de bobeira, o melhor mesmo é se manter afastado ou pelo menos se proteger de forma apropriada para não ser atingido por essas infecções.

E claro, caso sinta qualquer um desses sintomas, procure por um profissional da saúde, para que o melhor tratamento e o mais adequado seja passado para você ou outros membros da sua família. Siga todas as instruções do médico e não se automedique sem buscar a opinião de um profissional qualificado.

E você, sabia do perigo causado por essa ave tão comum no nosso cotidiano? Comente e não esqueça de compartilhar.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *