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Pangolim e o Coronavírus: Animal Pode Ser Responsável Pela Transmissão

Infectando boa parte da população chinesa, com o vírus se espalhando primeiro em Wuhan, os cientistas parecem ter descoberto quem é o animal responsável pela epidemia do coronavírus, que não só atingiu a China, como outros 20 países ao redor do globo. 

Segundo dois pesquisadores da Universidade Agrícola do Sul da China, em Guangzhou, eles acreditam que o pangolim, um mamífero que está em extinção, seria o responsável pela propagação desse novo vírus. Após um estudo, ambos constataram que o animal tinha um tipo de coronavírus 99% compatível com aquele que está atingindo pessoas de todo o mundo. As informações foram divulgadas na última sexta-feira, 07.

Mas existem algumas dúvidas que rodeiam a descoberta. Como, por exemplo, se a mazela foi identificada nas fezes ou no sangue do bicho. Tais questões serão respondidas, provavelmente, após a publicação da estudo. 

Acredita-se que o mamífero seria o hospedeiro intermediário da doença. Ou seja, aquele que fica entre o morcego – detentor natural do vírus – e os seres humanos. Ele detém um nível de compatibilidade de 96% do vírus 2019-nCOV. Porém, o animal não tem a capacidade de passar a doença para os humanos, por isso ele teria que transmitir a doença para outro indivíduo e este passaria para o homem. Desta forma, ele é conhecido como hospedeiro intermediário. 

Pangolim
Pangolim

Aliás, este já foi responsável por transmitir outras tipos de coronavírus, como no caso da epidemia de MERS (Síndrome Respiratória do Oriente Médio), em 2012. Estes infectaram os camelos e os dromedários na Arábia Sauditas, que propagou o vírus para os seres humanos. 

Já no caso do SARS (Síndrome Respiratória Aguda Grave), o responsável foi o civeta, um tipo de felino. Este surto ocorreu em 2002. 

Os cientistas estudaram cerca de mil amostras de animais selvagens para poderem chegar a identificação de compatibilidade com o Pangolim. Antes de considerarem ao mamífero, a cobra foi tida como a transmissora, mas a hipótese foi descartada. 

Como uma forma de conter a epidemia, o governo chinês proibiu temporariamente o comércio de animais silvestres. A decisão foi tomada no final de janeiro. Assim como a criação, transporte e a venda desses indivíduos, por tempo indeterminado. 

Pangolim na China e no Mundo 

O Pangolim se encontra em extinção por ser caçado incessantemente pelos humanos. Na China, por exemplo, ele é servido como refeição. No país ele também é usado – suas escamas – na medicina tradicional do local. O mamífero é um dos animais mais caçados e comercializado não só na China, como na Ásia e na África. Segundo uma matéria de 2019 do jornal britânico The Guardian, cerca de 1 milhão destes bichos foram caçados e mortos. 

A venda da criatura é proibida no país e é punida com uma pena de dez anos de prisão, mas as autoridades locais admitiram que o indivíduo é comercializada de forma ilegal no mercado de frutos do mar e animais vivos de Wuhan, espaço onde se iniciou a propagação do vírus. 

As amostras coletadas na área são compatíveis com o mazela que infecta os seres humanos. Sendo a maior parte delas vindo justamente da parte onde se vendia espécimes vivos. 

Sobre o Pangolim 

O Pangolim é um mamífero do tipo placentário da ordem Pholidota. Ao todo, existem cerca de 10 espécies do animal, que são divididas em dois grupos: asiáticos e africanos. 

Ele tem um porte pequeno, com cauda comprida, focinho fino, não detém dentição e um corpo coberto com um carapaça composta de escamas. Um motivos pelo quais ele é caçado. 

Para se defender dos predadores enrola seu torso numa espécie de bola. Em decorrência disso a criatura é conhecida como “peng-goling”, que significa “aquele que se enrola”. 

Sua alimentação é composta de cupins e formigas. Caça esses bichos com sua língua grande e pegajosa, assim como o tamanduá. 

Gosta de habitar áreas subtropicais da África e do sudoeste da Ásia. 

Algumas curiosidades sobre o Pangolim 

  • Todas as 10 espécies de Pangolim estão em extinção. 
  • Ele é um ótimo escalador de árvores. 
  • É um dos bichos mais traficados do mundo. A caça ocorre devido a sua carne – usada na culinária dos países de sua origem – assim como suas escamas. 
  • O comércio da criatura foi proibido na China em 2017, mas ele ainda é vendido de forma ilegal no país. 

Sobre o coronavírus

O coronavírus é um doença que causa febre, tosse, falta de ar e dificuldade em respirar. Em casos mais graves, em pacientes com o sistema imunológico fraco, a mazela pode transforma-se em pneumonia, assim como atacar o sistema renal ou virar uma síndrome respiratória aguda. 

Na verdade, o coronavírus já existe. Este é uma nova versão da vírus, que foi descoberto em 1960. A versão atual é chamada de 2019-nCOV, e se tornou preocupante justamente por ser um algo novo, desconhecido pelos cientistas e ainda resistente aos antibióticos. Ainda não se sabe qual mutação foi a responsável pelo surgimento dessa nova doença. 

Os primeiros casos aconteceram na cidade de Wuhan, em dezembro do ano passado, tendo o mercado de frutos do mar e animais silvestres sendo considerado a fonte de origem do mazela. Atualmente, o local está fechado e foi desinfetado. O coronavírus já fez 700 vítimas fatais e atingiu mais de 34 mil pessoas. Com a primeira morte ocorrendo em 09 de janeiro, na China, num paciente de 61 anos. 

Modos de prevenção 

Apesar dele ter se originado de uma vírus existente, não há vacina para qualquer um dos tipos de coronavírus. Sendo assim, uma das formas de evitar a transmissão da doença é a prevenção.

Para isso, recomenda-se lavar bem as mãos, principalmente antes de comer, evitar passar a mão em locais com mucosa – olhos, boca e nariz -, cobrir os dois últimos quando for espirrar e cozinhar bem carnes e ovos. 

Coronavírus no Brasil

Desde a última atualização feita pela entidades responsáveis, existem cerca de 11 casos de suspeitas de coronavírus no Brasil – tendo sido descartado 28 pacientes que teriam contraído a mazela -, mas nenhum deles ainda foi confirmado como sendo a doença que vem atingindo a China e outros países. A previsão é de que os resultados estariam disponíveis na sexta-feira, 31 de janeiro. Mas, até o momento, nenhuma confirmação foi divulgada pelo Ministério da Saúde. 

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