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Megalodon é Real? Ainda Existe? 

Já ouviu falar do megalodon? Até parece o nome de um Transformers, mas na verdade era o título dado ao maior tubarão que já existiu na terra. 

E ele não era só grande, ele também foi o maior predador do mares. Se hoje o branco recebe esse título foi apenas porque o megalodonte sumiu. Mas, ele realmente existiu? Bom, saberemos mais abaixo. 

Sobre o megalodonte

Durante o idade da renascença, pessoas começaram a descobrir vários dentes fossilizados. Como era de se esperar, na época, achou-se que estes pertenciam a dragões e serpentes marinhas. O misticismo em torno destes duraram até 1667, quando o naturalista dinamarquês Nicolaus Steno explicou a situação. 

Megalodon
Megalodon

Ele esclareceu que na verdade os dentes pertenciam a um tubarão. Aliás, estes impressionam pelo tamanho. Tem um formato triangular e com serras, podendo medir até 17 centímetros de comprimento. Perto da dentição do tubarão-branco, este seria uma lasquinha de nada. 

O mundo ficou conhecendo mais sobre o animal no livro The Head of a Shark Dissected. O estudo apresentou, pela primeira vez, o megalodon para a comunidade científica. 

Com o passar dos anos, mais descobertas foram feitas com relação a criatura. Descobriu-se, por exemplo, que ele foi bastante conhecido durante o período Mioceno, que ocorreu durante 20 a 16 milhões de anos atrás. 

E o nome megalodon surgiu justamente por causa do tamanho de seus dentes. Numa tradução literal, a nomenclatura significa “dentes gigantes”. 

Segundo as reconstruções feitas por pesquisadores marinhos com base nos fósseis deste indivíduo, o tubarão media de 15 a 20 metros de comprimento. Seria algo 3 vezes o tamanho do tubarão- branco, o maior animal da espécie, atualmente. 

Acredita-se que ele chegava a comer, diariamente, uma tonelada de carne. O que quer dizer que sua dieta era composta de presas grandes, como golfinhos e baleias. 

Ainda existe? 

Parece pouco provável, mas realmente existem rumores de que esse bicho não sumiu, como se imagina. Na verdade, muitos acreditam que ele apenas mudou de habitat, vivendo em águas mais profundas, e por isso nunca mais foi visto. 

Essa história teria nascido da premissa do fato de que os cientistas não sabem determinar em qual período o megalodonte desapareceu. Essa teoria ganhou ainda mais força após o Discovery Channel criar um especial chamado de Megalodon: o tubarão monstro ainda existe”. 

Apesar disso, profissionais da área da Universidade de Zurique não acreditam neste mito e acabaram por realizar uma pesquisa e descobriram quando este gigante do mar morreu, definitivamente.  

Após analisarem cerca de 42 fósseis da espécie, eles determinaram que o maior caçador que já existiu entrou em extinção há cerca de 2,6 milhões de anos atrás. Período em que os oceanos passaram por um processo de resfriamento. As águas geladas não eram o ambiente ideal para este tubarão. Sendo assim, ele entrou para lista de gigantes extintos, como ⅓ dessas criaturas. 

Então, não. O megalodonte não existe mais. 

Curiosidades sobre o megalodon

  • Ele pesava cerca de 50 toneladas. 
  • Analisou-se um bicho que tinha uma mandíbula de 2,7 metros de altura e 3,35 de comprimento. Esta era mais potente que a de outro animal também extinto, o tiranossauro rex. 
  • Seu nome científico é Carcharodon megalodon. 
  • Acredita-se que o principal motivo pelo seu sumiço foi devido a extinção da sua comida preferida, a baleia anã, que também sofreu com o resfriamento dos mares. Ou seja, ele “morreu de fome”. 
  • Gostava de águas quentes, por isso as baixas temperaturas dos oceanos não foi algo bom para ele. 
  • Segundo fósseis de baleias, o megalodon atacava suas presas mordendo caudas e nadadeiras. 
  • Já que era um bicho de cartilagem, grande parte do seu corpo não fossializou, apenas as partes mais duras sobreviveram ao tempo. Como a parte central de sua mandíbula e os dentes, que permitiram descobrir o tempo de vida do tubarão. 
  • Fisicamente falando, o megalodonte se parecia bastante com o tubarões-brancos de atualmente. A única diferença é que estes tinham focinhos mais curtos e barbatanas largas. 
  • Devido ao filme lançado em 2018, Mega Tubarão, intensificou-se os rumores de que o animal ainda estaria nas profundezas dos mares. O que foi provado que não, além do fato de que a sua comida também encontra-se em extinção, então sua existência seria impossível. 
  • Ele também é chamado de tubarão-branco-gigante. 
Megalodon
Megalodon
  • O tubarão-branco não é um decente do megalodonte. O branco seria parente do mako pré-histórico. 
  • Além da baleia anã, ele também comia vacas marinhas (?), leões-marinhos, golfinhos, lulas e tartarugas gigantes. 
  • Um escavação encontrada tinha dentes de megalodonte com restos mastigados de baleias. 
  • Foi durante o Mioceno que as orcas surgiram, mesma época que a baleia anã sumiu. 
  • Sua mordida é a mais potente do que a de qualquer outro animal que já existiu. Quando um adulto fechava a boca, esta podia exercer uma força de 18, 2 toneladas. Enquanto a do tubarão-branco é de 1,8. Morder um crânio seria como esmagar uma uva para ele. 
  • Sua dentição era composta de 5 linhas com um total de 276 dentes. Ele também descartava aqueles que estavam velhos. Novos apareciam cerca de 24 a 48 horas depois. 
  • Ao contrário do branco, por exemplo, que ataca suas vítimas nas partes moles, o megalodon mordia suas presas direto na cartilagem dura. 
  • Seus fósseis são bem comuns no mundo todo. Apesar disso, as espécies maiores e mais bem preservadas são mais difíceis de encontrar. Mas é muito fácil comprar um dente desse tubarão, já que ele os descartava com frequência. 
  • Ao contrário de répteis e tubarões marinhos do período mesozóicos e cenozóicos, a distribuição do megalodonte era mundial. Ele evita apenas os litorais, pois por causa do seu tamanho poderia encalhar no local. 
  • O naturalista suíço Louis Agassiz foi quem deu o primeiro nome científico a criatura, em 1835. 
  • Segundos alguns cientistas, a forma como tubarão-branco caça dá dicas de como o Megalodon fazia. 
  • Já foi encontrado fósseis desse bicho no Brasil, Europa América do Norte, Sul, Porto Rico, Cuba, Austrália, Jamaica, Japão, África, Nova Zelândia, Malta, Granadinas, Índia e Madagascar. Aqui, encontrou-se uma grande quantidade de dentes no Rio São Francisco, na altura de Sergipe. 

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