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Medusa e Água Viva Gigante São Perigosas e Mortais?

Muitas pessoas pensam que esses animais fazem parte de uma lenda, e não existem. Mas, a medusa gigante existe, e já foi vista algumas vezes em raras aparições pelo mundo. As medusas são da família da água-viva, e já são mais de 1500 espécies catalogadas. Esses animais utilizam seus tentáculos para capturar suas presas, mas 98% de seus corpos são constituídos por água, origem do nome das nossas conhecidas águas-vivas.

Curiosidades 

A locomoção desses animais se dá por contrações no corpo, graças às células que elas possuem, que são ligadas ao sistema nervoso, agindo como músculos. Elas também podem ser levadas pela direção da corrente marítima.

A grande parte desses indivíduos são animais que desenvolvem a função de predadores e dominam suas presas com os tentáculos. Os tentáculos das águas vivas possuem células – cnidócitos, que são importantes tanto para defesa quanto para a caça. Os cnidócitos possuem em seu interior uma cápsula, chamada de nematocisto, esta se abre a medida que o cnidócito é tocado. No interior desta cápsula existe um fibra enrolada, que possui uma ponta que se desenrola e se entranha na pele da presa ou na pele de um possível predador, inserindo uma toxina que pode paralisar e até mesmo matar animais de pequeno porte. Essa toxina também é prejudicial a humanos, que por um acaso encontrem esses animais.

Medusa Gigante
Medusa Gigante

Em algumas espécies de águas vivas e medusas, essa toxina presente é mais perigosa do que o veneno de algumas cobras peçonhentas.

Muitas medusas são bioluminescentes, ou seja, elas possuem capacidade de produzir luz visível e fria, o que faz com que elas pareçam “acesas”. A bioluminescência está relacionada com a defesa e atração de parceiros de várias espécies

O Japão já sofreu muito com invasão de águas-vivas em locais onde há pescas para alimentação e venda.

Esses animais existem a mais de 650 milhões de anos, com diversas espécies distintas. Acredita-se que ainda não conhecemos todas.

A água viva não possui ossos, nem cérebro, e muito menos coração.

Para ver a luz, se orientar, detectar movimentos e odores, elas possuem nervos sensoriais na base dos seus tentáculos.

Medusas gigantes, podem matar?

As três maiores espécies de águas vivas gigantes são: Água Viva Juba de Leão, Stygiomedusa Gigantea e a água viva Nomura. E muitas pessoas se perguntam qual o perigo desses animais.

Água-viva-juba-de-leão 

É uma espécie de medusa gigante. Pode atingir até dois metros e meio de diâmetro, e os seus tentáculos podem ter em média 37 m, altura que equivale a um prédio de aproximadamente treze andares. São encontradas no Atlântico Norte e no Ártico, e podem ser um “problemão” caso alguém esbarre em uma dessa. O nome “Juba-de-leão” se origina da quantidade de tentáculos agrupados que ela chega a possuir, (podem chegar a ter mais de 1.000 tentáculos). Por este motivo, o contato com o ser humano pode ser perigoso e fatal, levando em consideração a quantidade de tentáculos que podem soltar ferrões de uma só vez, e assim potencializar o efeito da peçonha no corpo humano. Se uma pequena água-viva na praia já pode causar queimaduras terríveis, imagina encontrar com uma medusa desse porte.

Stygiomedusa Gigantea 

Foram vistas apenas 115 vezes nos últimos 110 anos, é uma água-viva que raramente é vista, mas que acredita-se estar presente em todo o mundo. Pode ser um dos maiores predadores de invertebrados do ecossistema aquático.

Stygiomedusa gigantae  foi observada e filmada na costa do Pacífico dos Estados Unidos por cientistas e na costa do Japão e no Golfo do México. Por serem vistas em raras aparições, pouco se sabe sobre elas. Misteriosas, bonitas, mas bem temidas pelo seu tamanho.

Água viva de Nomura 

Elas podem atingir um diâmetro de 2 metros, e pesar até 199,5 kg. Vivem nas águas entre o Japão e a China, principalmente no Mar da China Oriental e no Mar Amarelo. A água viva de Nomura se alimenta principalmente de zooplâncton. Posteriormente, ataca peixes à medida que cresce. Essa espécie já incomodou muito o Japão, invadindo lugares conhecidos pela pesca, atingindo o comércio e a econômia, além de causar preocupação, pois sabemos que se elas migram de um lugar para outro desta forma radical, é por conta da poluição e aquecimento do mar.

Água viva de Nomura
Água viva de Nomura

Devemos evitar nadar onde existe aparições ou uma grande concentração de águas-vivas, pois simplesmente a toxina produzida por elas pode já pode provocar irritações semelhantes a queimaduras e até reações alérgicas fortes, que podem levar a óbito.

Em caso de um encontro inesperado com os tentáculos desse animal, devemos seguir algumas orientações:

  • Retirar, com uma pinça ou algum objeto parecido os tentáculos que podem ficar grudados na pele;
  • Jamais lavar o local com água doce, pois isso pode piorar a liberação do veneno;
  • Lave com água do mar. Ela é eficiente para retirar esses tentáculos e atenuar a dor;
  • Coloque vinagre na queimadura.
  • Se sentir que está tendo uma reação alérgica, procure um antialérgico na bolsa.
  • Se estiver na praia vale pedir ajuda para os salva-vidas que geralmente possuem algum kit em lugares onde sempre há acidentes com os animais.
  • Procure um pronto socorro imediatamente.

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