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Faz Mal Para o Cachorro Roer Objetos? Pedras e Madeira?

Todo mundo que tem cachorro em casa já presenciou comportamentos estranhos, atitudes reprováveis e buscou repreendê-lo. O melhor amigo do homem costuma aprontar poucas e boas, principalmente nos seus primeiros meses de vida, destruindo objetos da casa, roendo mesas, cadeiras, até paredes! Você vira pro lado e quando menos espera lá está ele roendo o pé da poltrona do vovô ou as pedras do jardim da vovó. Tais comportamentos têm explicação e nem sempre significam que há algo de errado. Mas é preciso estar atento sempre aos sinais que seu cão transmite, para buscar entender e, se necessário, ensiná-lo a não repetir maus comportamentos.

Quando o cachorro é filhote, é normal que ele morda tudo o que vê pela frente. Isso porque seu faro ainda não está desenvolvido, então é com a boca que ele sacia a curiosidade, sentindo gostos e texturas. Além disso, é nos primeiros sete meses que seus dentes nascem e são trocados. Nessa fase, a dor e o incômodo são permanentes. Uma das formas de minimizar isso é mordendo objetos e roendo coisas por aí, ainda que, por consequência, isso cause estragos um pouco involuntários.

Cachorro roendo
Cachorro roendo

Roer, sim. Ingerir, não

As mordidas e os objetos roídos e destruídos pelo cão costumam causar irritação nos donos, óbvio. Isso porque o que se quer é um bicho companheiro, para passear, brincar, mas aí vem todos esses obstáculos que custam a desaparecer. Mas para tudo há solução. É importante entender que roer madeira e pedras não vão fazer o cão adoecer, mas é preciso entender os sinais e o que isso pode significar.

A madeira pode ter farpas, pode ser pontiaguda, e isso sim vem a ser danoso ao cão, uma vez que ingerido pode machucar seus órgãos. No caso das pedras, a ingestão pode causar diarreias ou o contrário, uma prisão de ventre, prejudicando o bom funcionamento do intestino. Por isso, é importante que os donos estejam sempre supervisionando o que seus cães fazem, para impedi-los de ingerir objetos perigosos. Agora, também é importante entender que só o ato de roer não vai fazer mal, podendo ser também uma distração.

Para além desses sinais, se o cachorro fica destruindo coisas pela casa, rói de tudo de forma compulsiva, a melhor estratégia é ensiná-lo que o bom mesmo é usar brinquedos para se divertir e também passear diariamente, diminuindo a ansiedade do animal. Por isso os donos devem investir numa boa quantidade de brinquedos feitos especificamente para roer, como bolinhas, cordas e ossos artificiais.

Afinal, pode dar ossos para o cachorro?

A resposta é sim, mas com ressalvas. Esqueça os ossos cozidos ou assados, que sobram da refeição que você faz, sejam eles de gado, porco ou galinha. Esses ossos são facilmente quebrados e comidos pelos cães e, assim como com a madeira ou as pedras, podem causar danos na gengiva, na garganta e em órgãos do cachorro. Para os ossos vale a mesma máxima: servem para roer, não para comer.

Por isso os ossos mais indicados são aqueles comprados em lojas específicas para cães, com carne de verdade ou de plástico emborrachado. Outra opção são os comprados em açougue mesmo. As melhores partes são articulações e fêmur do boi, por exemplo, que contém carne e vão distrair o cão, além de serem grandes e difíceis de serem triturados por eles. Os benefícios dos ossos vão além, pois ajudam na limpeza dos dentes, melhorando o hálito e contribuindo na eliminação de tártaros.

Cachorro roendo
Cachorro roendo

Não puna o cão. Eduque-o

Ao ver o cão roendo algum objeto de madeira, plantas ou comendo pedras, o primeiro impulso do dono é repreendê-lo e colocá-lo de castigo, como se essa fosse a forma mais correta de tratar o animal, afinal, é assim que se trata quando uma criança faz algo de errado, por exemplo. Mas com os cães é diferente. Caso você o pegue roendo uma cadeira, por exemplo, pegue um brinquedo que ele possa morder e troque. Mostre a ele que morder a cadeira é errado, pois é com o brinquedo que se faz isso. Com repetição ele vai aprender.

Se você só viu o estrago depois que já foi feito, então nem adianta mais. O cão não vai conseguir ligar uma coisa à outra, podendo até se confundir. Nesse caso, é melhor deixar para uma próxima oportunidade. Eles são espertos, aprendem com repetição e aos poucos vão entender que brinquedos são para morder, cadeiras (ou parede, ou sofá) não são. Para melhorar, varie os brinquedos de tempos em tempos, para que eles não enjoem. E nunca se esqueça de sair para passear, mesmo que more em um lugar amplo. Os cães precisam experimentar sensações novas sempre.

Uma alternativa bastante atraente é a utilização de produtos químicos, comprados em lojas de pet, para serem borrifados em locais estratégicos onde o cão faz mais estrago, como pés de cadeira, sofás ou portas. Esses produtos não são nocivos, mas têm um cheiro forte que afasta os cachorros. Ao aplicar, dê um brinquedo para o cachorro. Isso vai fazer com que ele compreenda melhor qual a utilidade do brinquedo e também que acenda um alerta na hora de voltar a roer algo que não pode.

Cães adultos precisam de mais cuidado

Como visto anteriormente, o ato de roer madeiras ou pedras é normal em filhotes, pois faz parte das descobertas deles, além de ajudar a diminuir o incômodo causado pela troca de dentes. Já em adultos que seguem com mania de roer tudo o que veem, alguns problemas podem estar escondidos.

A falta de nutrientes faz com que eles comam objetos diferentes da dieta que estão acostumados, como uma forma de repor instintivamente algum mineral ou vitamina que esteja faltando. Outra causa é a ansiedade, que faz com que os cães acabem tendo comportamentos impróprios. Nessas horas, vale a pena visitar um veterinário para ver se está tudo certo com a saúde do cão, para evitar qualquer problema mais grave.

O importante é que os donos tenham em mente que certos comportamentos no mundo canino, por mais estranhos pareçam, são normais. Assim como comer grama quando estão enjoados, roer um osso os ajuda a limpar os dentes, sabe-se agora que roer madeira ou pedra não lhes fará mal sempre. Consultas regulares no veterinário, passeios diários, brinquedos diversos e, claro, supervisão dos donos, é disso que o cão precisa para crescer e viver de forma saudável.

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