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Curiosidade Sobre a Sardinha

No Brasil as sardinhas são mais conhecidas popularmente na sua comercialização e consumo como alimento industrializado e mais especificamente enlatado. Nesta produção, curiosamente, suas cabeças são cortadas e seu corpo é limpo de alimentos ainda não digeridos ou fezes, após o corte e a limpeza são enlatadas junto a óleo ou molho de tomate.

No Brasil não são tão disseminadas quanto em Portugal, por exemplo. Inclusive, alguns brasileiros nem sabem da sua propriedade como alimento rico em ômega três, substância importantíssima para a saúde do coração humano e ao mesmo tempo por um preço tão acessível para todas as classes.

Outro alimento que também é rico em ômega três como ela mas que em contrapartida não tem o mesmo preço acessível por ser uma espécie de peixe que não habita os mares do Brasil, é o salmão, que quem conhece as duas espécies, sabe o quanto são distintos no quesito acessibilidade a todas as classes.

Sardinha
Sardinha

Para Além de Sardinha Enlatada

Alem da forma mais convencional a ser comercializada e consumida no Brasil, também são vendidas in natura, ou em outras palavras, de forma fresca, o que claro, é mais saudável comparada a forma industrializada, além de ser considerada mais apetitosa por alguns consumidores. Mas gosto não se discute, afinal sabemos bem que ao passo que algumas pessoas amam ou gostam de sardinha, outras não suportam nem o seu cheiro característico, mas não sejamos injustos com a sardinha, geralmente esta é uma característica comum dos peixes em geral.

No Brasil, tem mais importância comercial e consequentemente um maior consumo nas regiões Sul e sudeste. As sardinhas habitantes da costa brasileira são as sardinella brasiliensis, mas as espécies em geral são pertencentes à família clupeidae, diversificadas em cinco gêneros, eles são o sardina, o dussumeria, o escualosa, a sardinella e o sardinops, mas todas elas têm a característica em comum de serem da cor prata e de porte pequeno, medindo no máximo vinte e cinco centímetros de comprimento. Isso todos sabemos se conhecemos esta espécie de peixe, mas quando adentramos mais a fundo sobre ela, descobrimos que possuem somente uma barbatana dorsal e não duas como é o esperado da maioria dos peixes, também tem uma barbatana anal, além de uma caudal bifurcada, mais especificamente, meio que dividida em duas, característica típica de barbatanas caudais de animais marinhos, também possui escamas ventrais em seu peito.

Mais Pró do que Contra a Sardinha

Para a felicidade de quem tem a função de limpar as sardinhas, todas as suas barbatanas não têm espinhos ou para a felicidade de quem a pesca e consome independentemente e não tem tanta experiência em limpar espinhos de peixes. Afinal, quem nunca foi assustadoramente surpreendido ao se alimentar de um peixe e para a infelicidade quase engolir um espinho, o que certamente além de incomodo, é perigoso. As bocas das sardinhas, como é típico dos animais marinhos também, não possuem dentes. Para além das características físicas, quanto ao seu comportamento, são peixes pelágicos, isto é, vivem no equilíbrio entre as profundidades e a costa do alto mar e em grandes populações ou cardume. Em período reprodutivo, se dispersam mais em suas populações e a fêmea põe o impressionante número de até sessenta mil ovos pequenos e arredondados por reprodução. Certamente diante de tanta caça ou pesca humana, sua reprodução abundante é o que as ajuda a estar classificada como situação pouco preocupante no risco de extinção.

Conscientização Na Sua Comercialização

Ainda relacionado a isto, em dois mil e dezessete, a população de sardinha no mar ibérico foi diminuída preocupantemente, diante disto foi concluído que seriam necessários cerca de quinze anos até que sua população voltasse a uma média suficiente para que sua espécie conseguisse se manter neste habitat diante de tanta pesca. Imagine só o quanto sua pesca foi explorada nesta região sabendo o quanto se reproduzem em larga escala. Isso nos mostra o quanto o controle ambiental é necessário para a preservação das espécies que são permitidas a sua caça e o seu consumo, além das espécies que não são permitidas legalmente para serem caçadas.

É pensando nisso que tempo depois a sardinha foi a única espécie de peixe com pesca permitida legalmente pensando na sua preservação na península Ibérica. Afinal, ela foi a região pioneira na pesca e na comercialização internacional de sardinhas enlatadas. São mais de sessenta mil toneladas de sardinhas pescadas por ano e mais da metade desta pesca é comercializada internacionalmente. Pensando no quanto as sardinhas são disseminadas e consumidas pelo mundo e em uma empresa pioneira, nada mais justo que um controle ambiental quanto a sua pesca. Em Portugal, elas são culturalmente muito consumidas na culinária de forma assada.

Vida Na Natureza

Os ovos são postos em costas marinhas e quando eclodem e os filhotes nascem, adentram mais ao alto mar. As sardinhas se alimentam basicamente do microrganismo plâncton, mais especificamente o filoplancton no início da sua vida e já na sua fase adulta, do zooplancton.

Além dos humanos, seus predadores na natureza são os peixes maiores carnívoros e as aves marinhas. Diante das suas ameaças, tem a expectativa de vida de sete anos de idade. Curiosamente, seu nome sardinha, tem origem na região de onde são oriundas, a ilha Sardenha, no mar Mediterrâneo. Atualmente não são mais tão abundantes por lá, em contrapartida, apesar de ter origem nesta região, acabaram por migrar por todo o mundo e assim é o seu estado atual.

São bem menos, mas também são conhecidas como manujas, nomeação que tem origem francesa, mais um dos países em que se encontra.

Dentre todas as curiosidades sobre as sardinhas, as que mais aparecem são quanto a sua forma como alimento humano e assim elas são conhecidas. Quando falamos em sardinha já lembramos do seu enlatado, mas esperamos que com este post tenhamos trazido um pouco mais de informação sobre a sua vida como animais livres na natureza que são, nada muito selvagens, mas mais pacatos e de vida simples que são. Animais que não deixam de sofrer todo o ciclo natural, instintivo e cruel do ecossistema, como a sua predação.

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