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Como Evitar Ataques de Arraias e Piranhas?

Infelizmente, praia nem sempre é as mil maravilhas. Apesar de ser o ambiente perfeito para dar aquela relaxada depois de meses de estresse, é preciso estar sempre atento aonde pisa, principalmente se estiver em regiões com a presença de animais relativamente perigosos, como a arraia e a piranha. 

O mesmo vale para margens de rios. 

Raias 

Apesar de “perigosa”, este animal é um indivíduo dócil, que vive tanto em rios, como no mar. Na verdade, como a maioria das criaturas, ela só ataca se sente ameaçada. Os incidentes costumam acontecer nestas regiões porque o indivíduo procura por águas rasas para ficar, principalmente no verão. Sendo assim, ela escolhe locais calmos e com lama, e aí é que mora o perigo. Porque normalmente são essas áreas que os banhistas costumam frequentar também. 

Desta forma, a melhor maneira de evitar o ataque desse bicho é entrar na água arrastando os pés. Assim, o indivíduo se assusta com o movimento e acaba fugindo. 

Como dito, a maioria dos ataques na verdade são acidentes. A pessoa pisa na raia e está crava sua cauda que possui uma ferrão serrilhado no pé ou na perna da vítima. Este contém veneno. 

Raias
Raias

A substância causa uma dor intensa, mas com o tempo ela vai amenizando, entre 6 a 48 horas. A toxina também causa enjoo, vômito, diarréia, fraqueza, sudorese, dificuldade em respirar e espasmos por todo o corpo. 

Como primeiros socorros, a pessoa pode aplicar água morna na região, já que o veneno da raia é termolábil. O líquido aliviará a dor. Aliás, é por isso que existe a crença de que fazer xixi em cima da ferida teria o mesmo efeito. 

Mas é claro que o ideal mesmo é procurar por um profissional caso seja atacado pelo peixe. Além da água morna, pode-se também estancar o sangramento com pressão em cima do machucado. No hospital, os médicos irão retirar os fragmentos dos espinhos, assim como administrar antibióticos para evitar possíveis infecções. Em alguns casos, uma cirurgia pode ser necessária para o fechamento da ferida. Esta pode demorar de 30 a 60 dias para cicatrizar totalmente. 

Sobre as raias 

A raia é classificada como um animal vertebrado, o que quer dizer que ela possui um esqueleto e este é cartilaginoso. Sua pele é coberta escamas placóides, também conhecida como dentículo dérmico. Por isso o local tem uma sensação áspera para quem a toca, principalmente se a pessoa fizer esse movimento em direção a sua cabeça. O torso é formado por uma parte, que conta com o crânio e nadadeiras do tipo carnosa, que são as responsáveis por não deixar seus espinhos a mostra. Sua boca fica em posição ventral, ou seja as brânquias ficam voltadas para fora e elas são formadas por pares de fendas, que variam de 5 a 7. 

Ao nadar, o movimento que realiza é muito parecido com o do pássaro. Aliás, ela é uma nadadora muito veloz, e essa movimentação é feita por meio de ondulações das barbatanas peitorais. 

Ela se alimenta de peixes, crustáceos e moluscos.

É do tipo ovovivíparo, o que quer dizer que bota ovos já com embriões desenvolvidos, que realizam a incubação dentro da mãe. Mas também existem espécies vivíparas. Quando o filhote vai sair do ovo ele utiliza da glândula de eclosão frontal, que libera uma substância que dissolve a casca e permite que ele saia do local. 

No Brasil, é possível avistar esse indivíduo no litoral sudeste, no inverno. Elas se reúnem nesta área provavelmente para reprodução, como no Parque Estadual Marinho da Laje de Santos. Se quiser ver um desses, é preciso procurar pelo região correta, pois elas não são fáceis de se achar por aqui.

Piranhas 

As piranhas também costumam atacar no verão. E, ao contrário das raias que buscam sossego, esta é atraída pelo aumento de alimento dentro da água. 

Sendo assim, a melhor forma de evitar um ataque é não ir em áreas que existe a presença da piranha. Quando existe a existência do bicho em algum local, este costuma ser marcado, avisando os banhistas do risco. Por isso, respeite a delimitação. 

O animal pode atacar tanto sozinho quanto em cardume. Ao contrário da raia, este não tem veneno, mas tem uma dentição muito poderosa, podendo tirar um pedaço ou deixar bem ferido o local de ataque. 

Quem é feriado deve sair imediatamente da água, isso porque o sangue pode atrair outros peixes. Depois disso, o recomendável é lavar o ferimento com água e estancar a região com gaze, toalha ou qualquer outro tipo de pano limpo e procurar por um atendimento. 

Basta seguir essas recomendações que você evitará o ataque de qualquer um desses bichos e poderá aproveitar tranquilamente seus dias de calor.  

Sobre as piranhas 

O peixe é um carnívoro de água doce e muito ágil. Ela é capaz de destruir um pedaço de carne em apenas alguns segundos. E isso é possível graças aos seus dentes bem afiados, facilitando a trituração de suas caças. Como um predador, ela se alimenta de outros peixes menores, assim como de moluscos, crustáceos, répteis – filhotes de sucuri -, carcaças deixadas por outros indivíduos e mais qualquer outra coisa que cair na água. 

Mais ou menos parecido com o tubarão, esta espécie consegue identificar uma gota de sangue em 200 litros de água, assim como capta a vibração de bichos feridos. 

Ela pertence ao subgênero Serrasalminae e seu nome tem origem tupi. A palavra piranha é uma junção do termo “pira”, que quer dizer peixe, e “rainha”, que significa dente. 

Piranhas
Piranhas

Ela mede cerca de 25 centímetros de comprimento, mas, como esperado, neste caso tamanho não é documento. E chega às 250 gramas. Tem um corpo chato em forma de disco. De todas as espécies, a mais agressiva é a piranha vermelha. Isso porque ela exibe uma mandíbula mais forte e dentes mais acentuados. A próxima da lista é a negra, que costuma ser maior que a anterior. 

Aliás, sua dentição é tão poderosa que consegue devorar uma presa muito maior que si mesma, como uma vaca, por exemplo, em questão de segundos.  

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