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Como é o Comportamento Arara Azul? Por Que Está em Extinção?

Assim como nós, os animais também tem o seu estilo de vida. Há quem prefira viver com poucas companhias, outros adoram estar sempre em grandes grupos, o mesmo acontece com os bichos, inclusive com a arara-azul. 

Sabia que a maioria delas vivem em bandos que podem chegar a ter até 35 indivíduos? Também costumam voar em pares, e não gosta de viver sozinha. 

Tem um voo de curta distância e é sempre vista próxima dos locais onde se alimenta.

Ela também tem um costume diferente para um bicho. A arara-azul costuma realizar o preening, ou “autolimpeza”. A ave limpa cada uma de suas penas com movimentos regulares no próprio bico, mantendo cada uma em excelente estado, sem a presença de parasitas. Isso faz com que ela tenha uma melhor desenvoltura durante o vôo. 

Segundo alguns estudos, esse comportamento estaria ligado com o fato dela viver em grupo. 

Outro traço forte da ave é que ela é muito dócil, permitindo a aproximação de seres humanos. O que, infelizmente, contribui para sua caça. Esta situação está relacionada não só com o comportamento do bicho, mas também com sua beleza, fazendo com que ela seja capturada para ser vendida no comércio ilegal, assim como a destruição do seu habitat natural. 

Arara Azul
Arara Azul 

Mais sobre a arara-azul 

A arara-azul pertence ao mesmo grupo de papagaios, maritacas e periquitos. Todas elas fazem parte do grupo dos Psitacídeos. A denominação é usada para nomear três espécies da ave: arara-azul grande, pequena e lear. 

Elas são as maiores do seu conjunto. Na fase adulta mede de 1 a 1,5 metros de comprimento, do bico até a cauda. Quanto ao peso, chega aos 1,5 quilogramas. 

Tem penas em tom de azul cobalto. Já ao redor dos seus olhos exibe uma coloração amarelo bem vivo, que pode ser visto igualmente próxima ao bico, em algumas criaturas. Este traço físico é o maior de todo grupo. 

Habitat 

O animal gosta de viver em florestas tropicais, podendo ser vista em campos, mas está é uma situação mais rara. No continente americano é encontrada principalmente no Brasil. Mas também pode ser avistada na Bolívia, Paraguai e alguns países da América Central. 

Em terras brasileiras, ela é vista no Amazonas, Pará, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Bahia, Goiás, Tocantins e Piauí.

Alimentação da arara-azul 

Ela se alimenta basicamente de sementes, com o seu bico que tem um formato próprio para quebrar a comida com mais facilidade. 

Mas a sua dieta exigente pode ser um problema para a ave, que pode piorar ainda mais seu status de preservação. Isso porque caso ela perca a sua planta preferida de que se alimenta, ela pode não ter outras opções, o que a levaria a morte e, consequentemente, a diminuição da sua população. 

O bicho pode pegar essas sementes direto da árvore ou no chão, abandonadas por outros animais. 

Reprodução

O indivíduo chega na maturidade sexual por volta dos 7 ou 9 anos de idade. Antes da reprodução, acontece a formação do casal. Eles serão os responsáveis por colocar o ninho numa melhor posição na árvore, cuidados com os ovos, alimentação dos bebês e da própria mãe. 

Os abrigos são formados em fendas ou buracos em troncos de árvores, que são forradas com lascas do próprio tronco. 

A fêmea coloca de um a três ovos. Enquanto isso, o macho fica responsável por cuidar da moradia e trazer comida durante todo a fase de desenvolvimento. 

A incubação demora de 28 a 30 dias. Os bebês ficam no ninho por cerca de 100 dias, e eles são vulneráveis por todo esse período, tendo uma alta taxa de mortalidade. 

Os filhotes se tornam independentes com 150 dias, que é quando eles procuram por um bando. 

29 Curiosidades da arara-azul

  1. A arara-azul não só anda em bando, como se alimenta assim também. Durante esse tempo, uma ave sempre fica atenta a qualquer sinal de perigo. Caso veja algo, ele avisa as outras, que saem voando. 
  2. O bicho é fiel, tendo uma relação monogâmica. O casal divide as função de cuidar dos bebês e podem ficar juntos mesmo após a época de reprodução. 
  3. A menor arara-azul de lear registrada tem 60 centímetros de comprimento. 
  4. Ela é chamada também de araraúna, arara-preta, arara-jacinta. 
  5. Sua língua é preta com linhas amarelas nas laterais. 
  6. Os locais onde dormem são chamados de dormitórios. 
  7. É considerada sedentária pois realiza voos de pequena distância para se alimentar e também para se reproduzir. 
  8. Por chegar a maturidade tarde, isso também põe em risco a sobrevivência da espécie. 
  9. Os bebês nascem com 82,7 milímetros e com um peso de 31,6 gramas. 
  10. Os ovos são colocados em dias diferentes. 
  11. Já foi protagonista de filme, no longa “Rio”, que se passa em volta de Blue, um macho da espécie que foi criado dentro de casa e não sabe voar. 
  12. A arara-azul pequena está praticamente extinta. Há muitos anos que não se vê algum exemplar na natureza. 
  13. A lear tem penas azul-escuro. 
  14. A grande, igualmente conhecida como jacinto, é muito vista no norte e no nordeste do Brasil. 
  15. Tem o bico muito forte. 
  16. Sua expectativa de vida é de 40 anos. 
  17. A reprodução acontece entre novembro e dezembro. 
  18. Suas penas vão clareando conforme vai chegando na cauda. 
  19. A pálpebra também é amarela.
  20. Quando os portugueses chegaram aqui, acredita-se que existia uma população de 100 mil araras-azuis. Na década de 1990 esse número caiu drasticamente para 2500.
  21. Gosta de florestas úmidas. 
  22. Apenas um filhote sobrevive por ninhada. 
  23. As penas dos bebês começam crescer quando este completa dois meses de vida.
  24.  O primeiro voo ocorre com três meses. 
  25. Segundo alguns estudos, essas aves comem um pouco de barro da beira do rio. Este absorve ou diminui bastante o veneno das sementes impróprios para consumo. 
  26. Das 150 espécies de papagaios que existem, pelo menos 50 delas correm risco de extinção. 
  27. Por ser barulhenta facilita a localização dela pelos caçadores. 
  28. Para pegar os filhotes, os contrabandistas derrubam árvores. Ou seja, não só prejudicam a fauna, como também a flora. 
  29. A fêmea fica desnorteada com a destruição do ninho. 

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