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Como é a Respiração dos Diplópodes? E a Reprodução?

Se você tem acompanhado nossos últimos posts deve ter conhecido muito bem os animais que representam o grupo dos quilópodes. Mas há outro grupo também de animais artrópodes que vamos conhecer um pouco mais hoje, os chamados diplópodes, ou classe diplopoda que apresentam interessantes particularidades em relação aos quilópodes assim como apresenta curiosas semelhanças.

Os Diplópodes: As Apresentações

Os diplópodes são animais que popularmente são conhecidos como piolhos-de-cobra e que estão costumeiramente presentes em ambientes úmidos com disposição de material orgânico para a sua alimentação. Além disso, os locais onde estão também carece de luminosidade. Em relação ao seu comportamento alimentar pode ter um hábito carniceiro ou ser apenas um parasito presente em plantas, por exemplo.

Além de piolhos-de-cobra, a depender da região também podem ser conhecidos como gongo ou variantes.

Diplópodes Características
Diplópodes Características

Características Físicas

Os diplópodes são artrópodes e possuem a maioria de seus segmentos com dois pares de patas em cada um. Estes segmentos duplos, por assim dizer, é resultado da junção de segmentos simples. Em relação as suas características físicas normalmente, por assim dizer, a maioria destes animais possuem os corpos cilíndricos e alongados com em média cerca de vinte segmentos aproximadamente.

Embora muitas vezes possam ser mencionados como animais de mil patas, não há verdadeiramente um indivíduo com mil patas. O maior exemplar já encontrado foi a illacme plenipes com um total de setecentos e cinquenta patas, isso mesmo, setecentos e cinquenta patas.

A illacme plenipes é um diplópode que é geralmente encontrado na região do estado norte-americano da Califórnia, no Condado de São Benito. Foi visto pela primeira vez em meados de 1926. É uma espécie raríssima de ser avistada e possui cerca de apenas sete milímetros de comprimento apesar de tantas pernas e patas. A sua coloração é de um tom branco amarelado. Sua locomoção é muito vagarosa e sua alimentação curiosamente é herbívora.

Diplópodes - Centopéia
Diplópodes – Centopéia

De modo geral a característica lentidão da illacme plenipes é comum para estes animais que integram o grupo dos diplópodes. Isso porque segundo estudos estes animais são de comportamento lento, bem diferentes dos quilópodes que são ágeis e velozes.

A sua alimentação por sua vez é composta de material orgânico e a sua maioria são animais detritívoros. Os detritóvoros são aqueles animais que se alimentam de material orgânico já em estado de decomposição, reciclando-os de maneira a reintegrá-los a cadeia alimentar para que de outras maneiras possam servir de alimento para mais organismos vivos.

Além da alimentação por meio de matéria orgânica há também aqueles que se alimentam de fungos, folhas e dejetos vegetais em decomposição e os que buscam sua sobrevivência consumindo fluídos produzidos pelas plantas onde são parasitas. Alguns, que podemos dizer serem a minoria são animais predadores. Esta inclusive é mais uma importante diferença entre os quilópodes que são excelentes caçadores para com os diplópodes que não são assim tão voltados para este comportamento.

Outras Informações Interessantes

Os diplópodes formam um grupo com mais de doze mil espécies distintas. Deste total eles estão catalogados em mais de cento e quarenta famílias em dezesseis onrdens diferentes. Apesar da diversidade de espécies presentes neste grupo, são em sua grande maioria, animais inofensivos para nós seres humanos. Não causando grandes problemas, exceto quando se infiltram em nossas casas, jardins, plantações ou estufas. Podendo causar danos significativos, se transformando em verdadeiras pragas.

Quando passa a se alimentar de plantas ou correlatos de hortas, jardins e estufas pode acabar dando fim a planta muito rapidamente. Mesmo não representando grandes riscos para seres humanos estes animais possuem um tipo de composto químico em seu corpo que atua como um verdadeiro veneno mortal para os animais que integram o seu hall alimentar (no caso daqueles que são predadores).

São um dos animais mais antigos do mundo, tendo sido avistados primeiramente no período Silúrico por volta de quatrocentos e quarenta milhões de anos atrás.

Reprodução dos diplópodes

A reprodução e o acasalamento dos diplópodes varia e muito a depender da espécie em questão. Uma das mais comuns é uma bem similar também para os quilópodes, na qual o macho produz um tipo de teia fina onde deposita um espermatóforo. O macho produz apenas um espermatóforo ao encontrar a fêmea. Após a postura do espermatóforo a fêmea se dirige até a teia para pegá-lo e colocá-lo em sua entrada genital.

De modo geral a transferência do esperma do macho para a teia, ou diretamente para a fêmea é feita por meio de patas modificadas chamadas de gonóporos também existentes na fêmea. No caso dos machos que não fazem a construção das teias, durante a cópula são estas mesmas patas modificadas que direcionam o espermatóforo para a fêmea.

A postura dos ovos pode ser bem farta a depender da espécie a qual estamos nos referindo. Há espécies que podem por apenas dez ovos enquanto outras podem chegar a por mais de trezentos ovos. Após a postura dos ovos a fêmea os fecunda com o espermatozoide que armazenou (isso ocorre com algumas espécies). Certas fêmeas diplópodes costumam colocar os seus ovos em solo úmido com a presença de detritos orgânicos, enquanto outras pode fazer ninhos ou preparar o local com fezes secas. Há até mesmo espécies que podem construir ninhos de seda.

O Processo De Respiração

Para cada artrópode o mecanismo de respiração pode variar e muito, principalmente se o animal é terrestre ou não. Como muitos animais artrópodes terrestres como os insetos quilópodes e diplópodes a respiração é basicamente feita como a nossa, embora por uma estrutura diferente. Assim como o nosso próprio processo de respiração, os diplópodes e quilópodes retiram o oxigênio do ambiente onde estão, liberando para este mesmo ambiente gás carbônico. A estrutura nestes animais, responsável por esta troca gasosa são chamadas de traqueias. Para o caso dos animais aquáticos essa troca é feita por uma estrutura que recebe o nome de brânquias.

No caso dos terrestres em que a respiração é feita pela traqueia, a mesma se manifesta nestes seres vivos como tubos ocos que levam o oxigênio a todas as células de seu corpo e retiram o gás carbônico para que seja eliminado. Embora sejam existentes apenas em animais aquáticos as brânquias funcionam de maneira similar.

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