Home / Curiosidades / Como Cuidar de um Axolote: Passo a Passo

Como Cuidar de um Axolote: Passo a Passo

Você já ouviu falar nos axolotes? Este bichinho simpático que mais parece um personagem de desenho animado, tem ganhado o coração dos amantes por pets aquáticos.

Pertencente à classe dos anfíbios, o Ambystoma mexicanum possui características de fase larval mesmo chegando à fase adulta e muitas vezes as pessoas se referem à ele como sendo um peixe. O que muitos não sabem é que o axolote é uma espécie de salamandra originária do México, pertencente à ordem dos anfíbios caudados e com aparência de lagarto. Por isso ele pode ser chamado pelo nome popular de salamandra mexicana.

Cuidados

Para começo de conversa, você deve saber que nunca se deve criar um axolote no mesmo aquário com um peixe, pois as suas brânquias externas podem servir como brinquedo para os peixes, os quais acabam se distraindo e estressando os axolotes ao se depararem com elas.

A seguir daremos dicas de como criar um axolote em ambiente doméstico.

Axolote no Aquário
Axolote no Aquário

Viveiro adequado

A criação de um axolote em ambiente doméstico se dá por meio de cativeiro dentro de um aquário com no mínimo 40 litros de água, porém se você possuir condições e espaço para obter um aquário maior seria melhor ainda, pois quanto mais espaço para o axolote, melhor. A água utilizada no recipiente pode ser água de torneira mesmo e é importante sempre manter o aquário com a tampa fechada, devido os axolotes serem conhecidos como fujões devido seus saltos dentro do cativeiro.

Os cuidados que você precisa ter com o aquário inicia-se com a instalação de um filtro. Os filtros externos podem ser encontrados em pet shops ou agropecuárias mesmo. É importante este filtro ter uma regulagem da intensidade, devido ao fato de que se o fluxo de água for intenso, o seu bichinho pode parar de se alimentar. Outro fator importante é o substrato do aquário, ou seja, o material que cobre o fundo do viveiro. Para este bichinho o ideal é preencher com pedras grandes, pois areia ou cascalho podem ser acidentalmente ingeridos pelo seu animal.

Referente à iluminação do viveiro, é importante não exagerar nesse quesito. O ideal é que a luz dentro do aquário seja quase inexistente, servindo apenas para que o seu dono possa enxergá-lo, devido ao fato de que este animal quase não precisa de luz para prosperar. Ademais a luz forte, além de correr o risco de irritar o animal, consequentemente deixa o viveiro mais quente, o que acaba prejudicando o axolote.

Saúde

Para manter o axolote em um ambiente saudável, é importante, além de uma alimentação adequada, que o ambiente o qual ele esteja inserido possua uma temperatura ideal. A temperatura ideal do aquário varia entre 15 °C e 21 °C com pH variando entre 6,5 e 8, e, visto a temperatura informada ser normalmente a temperatura ambiente, não é necessário o aquecimento do local.

Devido ser um animal carnívoro, a alimentação do axolote é a base de minhocas da terra ou iscas de minhocas congeladas que podem ser encontradas nas pet shops. Além disso pode ser dado como complemento ou petisco iscas de camarões congelados ou cubos de frango, evitando sempre dar alimentos vivos. É importante sempre balancear a sua dieta também com cálcio e vitaminas, devendo sempre evitar que eles consumam gorduras, visto quando ingeridas serem difíceis de efetuar a digestão. A frequência que os axolotes devem ser alimentados é a cada dois dias durante meia hora. Nessa meia hora de alimentação, tente dar o máximo de comida que o seu bichinho conseguir comer.

Outro fator importante para mantê-lo saudável é a troca de água na frequência adequada. A água deve ser trocada uma vez por semana, e deve ser feita da seguinte forma: retire 50% da água e reponha com água da torneira, sempre lembrando de que o aquário deve possuir um sistema eficaz de filtragem de água.

Segurança

Caso você possua mais de um axolote e os mesmos vêm a acasalar, separe os filhotes dos adultos, devido ao fato de que os axolotes adultos podem ser predadores para os recém-nascidos.

Outra dica importante é nunca criar os axolotes com outras espécies de animais, pois, apesar de se darem bem e possuírem boa convivência com animais da mesma espécie e mesma idade, as outras espécies podem servir de alimento para os axolotes.

Por fim, evite sempre manuseá-los, apenas em casos de necessidade, como por exemplo para separar os adultos dos filhotes, pois os axolotes não são afetuosos com as pessoas. Além de ser desnecessário o contato com eles, isso também pode acarretar em estresse para o bichinho, ocasionando um possível ataque, devido ao fato de que quando estão ameaçados corre o risco de a pessoa a qual está o manuseando receber uma mordida.

Curiosidades

  • Os axolotes domésticos foram criados para possuírem a coloração rosada e olhos pretos, porém ao serem encontrados em estado selvagem normalmente o seu corpo possui coloração escura e olhos vermelhos;
  • Podem viver até 15 anos se bem cuidados;
  • Possui a característica de manter sua forma larval pelo resto da sua vida;
  • O axolote encontra-se em risco de extinção;
  • Este animal possui a habilidade de regeneração dos seus membros, da sua medula espinhal em casos de lesões, também de cicatrizar feridas sem deixar cicatrizes e até mesmo regenerar o cérebro se o mesmo for cortado;
  • É importante evitar pegá-los também devido ao fato de que são bem sensíveis a substâncias tóxicas;
  • Não existe permissão específica para a sua criação no Brasil;
  • O lago Xochimilco é o único lugar onde podemos observar os axolotes no seu estado selvagem;
  • São verdadeiros símbolos do México, onde ganharam popularidade em pinturas de arte do pintor Diego Rivera e em poemas de Octavio Paz;
  • Segundo a lenda, os axolotes são descendentes do deus asteca Xolotl, o qual é responsável pela iluminação e pelo fogo;
  • Também são vendidos no mercado mexicano como alimento para a população.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *