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Como Criar Andorinha? É Legal?

A andorinha corresponde a um grupo de aves da ordem Passeriformes que forma a família Hirundinidae. É um grupo com cerca de 83 espécies distribuídas em 19 gêneros de aves de porte pequeno, conhecidos por seu voo extremamente ágil. A família inclui duas subfamílias: Pseudochelidoninae e Hirundininae.

Características da Andorinha 

A andorinha é um animal pequeno, com tamanho variando 10 a 25 cm de comprimento. As espécies do grupo apresentam corpo fusiforme e aerodinâmico, anéis brônquicos completos, bicos curtos e planos, mas com mandíbulas fortes e que realizam uma grande abertura, pernas curtas e pés pequenos adaptados ao empoleiramento e asas longas e pontiagudas. As asas apresentam nove penas primárias e cauda com 12 penas, podendo ser profundamente bifurcada e um pouco recortada. As asas das andorinhas permitem grande manobrabilidade e resistência.

Todas as características corporais permitem um voo muito eficiente, sendo a andorinha uma voadora ágil e capaz de se alimentar no ar, capturando insetos enquanto voa.  As andorinhas são capazes de caminhar e até correr, mas não com a mesma agilidade com que voam. A plumagem das andorinhas varia bastante entre as espécies, mas a coloração mais comum é parda, ou azul-escuro brilhante e metálico, ou verde, com as partes inferiores frequentemente brancas.

Distribuição Geográfica e Habitat da Andorinha

As espécies de andorinha são cosmopolitas, sendo distribuídas em todo o mundo, exceto em regiões polares, na Antártida, e em algumas ilhas. A maior parte da diversidade da família encontra-se na África. Algumas espécies apresentam extensas distribuições mundiais.

As andorinhas são aves migratórias e várias espécies europeias e norte-americanas migram longas distâncias durante o inverno, abandonando os habitats com temperatura mais baixa a procura de alimento e temperaturas mais amenas.

Andorinha 
Andorinha

São capazes de atravessar mares e trocar de continente durante as migrações, indo, por exemplo, de regiões da Europa até a África, em busca de condições propícias durante os meses mais frios. Ao final da estação do inverno, esses animais retornam em bandos, anunciando a chegada da primavera. As espécies do oeste e do sul da África não são migratórias, pois as espécies que se reproduzem em áreas mais tropicais são mais sedentárias.

As andorinhas podem ser encontradas em uma grande variedade de habitats e, como são majoritariamente insetívoras, habitam os locais nos quais esses artrópodes são comumente encontrados, como ao longo de rios e lagos, mas também outros tipos de ambientes, incluindo florestas, pradarias, manguezais e savanas. São encontradas desde regiões ao nível do mar até áreas montanhosas. Muitas espécies habitam as paisagens alteradas pelo homem, sendo encontradas em ambientes urbanos e áreas agrícolas.

Hábitos Alimentares da Andorinha

A andorinha é um animal majoritariamente insetívoro. Uma grande variedade de insetos é consumida, mas a composição exata da dieta das andorinhas varia entre as espécies e de acordo com a época do ano. As andorinhas evitam alguns tipos de insetos, como vespas e abelhas. As espécies de andorinha voam muito rapidamente e o voo envolve uma sucessão de curvas e mergulhos quando o animal estiver perseguindo presas. Além dos insetos, as andorinhas ocasionalmente consomem frutos e outras matérias vegetais.

Andorinha-chilena
Andorinha-chilena

Reprodução da Andorinha

Os ninhos das andorinhas são construídos em lugares quentes em árvores, barrancos e também garagens domésticas, túneis, dentre outras construções urbanas. Os ninhos são feitos com matéria vegetal, lama e saliva tanto pelo macho quanto pela fêmea. O mesmo ninho é utilizado por anos e, mesmo migrando todos os anos, as espécies de andorinhas são capazes de retornar ao mesmo ninho.

As fêmeas postam de quatro a cinco ovos brancos que são incubados por cerca de 20 dias por ambos os progenitores em algumas espécies ou somente pela fêmea. Mesmo nas espécies nas quais o macho não incuba os ovos, ele pode apresentar cuidado parental, sentando e cuidando dos ovos quando a fêmea se afasta, reduzindo a perda de calor.

Os filhotes nascem sem penas, com os olhos fechados que assim permanecem por até 10 dias. Ambos os pais alimentam seus filhotes, levando-os um bolo alimentar formado pelo conjunto de muitos insetos capturados. A maioria das espécies de andorinha podem viver até oito anos, exceto a andorinha-do-mar, que chega a viver até 20 anos.

Criação de Andorinha

No Brasil, a manutenção e a criação de aves passeriformes nativas são regulamentadas pelo IBAMA. O órgão definiu algumas espécies de aves como domésticas, sendo a criação e a manutenção como animal de estimação previamente autorizadas, sem a necessidade de registro. Nenhuma espécie de andorinha faz parte desta lista. Podem ser livremente criadas e comercializadas, sem necessidade de controle e registro do IBAMA, as seguintes espécies:

  • Pomba Doméstica
  • Pomba Diamante
  • Diamante Gould
  • Phaeton
  • Canário Belga ou Canário do Reino
  • Diamante Mandarim
  • Calopsita
  • Periquito Australiano
Periquito Australiano
Periquito Australiano

Para criar aves passeriformes não pertencentes a esta lista, ou seja, aves definidas como silvestres pelo IBAMA, é necessário registro e autorização do órgão. A Instrução Normativa nº 10, de 20/09/2011 do IBAMA dispõe sobre a criação amadora e comercial de Passeriformes nativos. Os criadores devem fazer um registro para obter a autorização da criação das espécies definidas e listadas na Instrução Normativa. A autorização tem validade e, para obtê-la, é necessário preencher uma série de requisitos, bem como deve-se realizar o pagamento de taxas e o envio de documentos.

É importante salientar que os criadores amadores e comerciais só poderão reproduzir, manter, criar e transacionar as aves pertencentes às espécies que estejam listadas no Anexo I da lei. Uma outra lista contida no Anexo II da Instrução Normativa traz ainda uma lista de espécies que tinham sua manutenção, transação e reprodução autorizadas, mas, devido à baixa demanda como animal de estimação, tornaram-se proibidas. A lista de espécies autorizadas pelo IBAMA não inclui nenhuma espécie de andorinha. Assim, a criação de andorinha no Brasil é ilegal.

Já a Instrução Normativa nº 03/2011, de 01/04/2011 dispõe sobre a criação amadora e comercial de fauna silvestre exótica de aves e também não inclui nenhuma espécie de andorinha em suas listas de espécies autorizadas.

A criação de fauna silvestre em cativeiro, sem permissão, licença ou autorização da autoridade, bem como a obtenção de animais provenientes de criadouros não autorizados ou sem a devida permissão, licença ou autorização é considerada crime no Brasil, de acordo com o Artigo 29 da Lei nº 9605, 12/02/1998.

Criação de Andorinha é Ilegal
Criação de Andorinha é Ilegal

7 comentários

  1. Quantas vezes por dia se alimenta os filhotes de andorinha? Devem ter 2 semanas de vida! Estão em bom estado e estão sendo alimentados com ração própria para filhotes de aves. Minha dúvida é quantas vezes ao dia devo oferecer a papa?

  2. Eu agradeço qualquer orientação estou fazendo o que poço pra salvar estes filhotes de andorinha!

    • MANOEL RODRIGUES MACHADO

      Acabei de resgatar um filhote de Andorinha no meu quintal. Como faço pra comprar o alimento dele até que se recupere?

    • Andorinha são fortes e não se preocupa em definir um número exato. Sei que a este momento não estará mais com eles porque já se passou um ano. Mas hoje tenho um filhote comigo e dou a papa sempre que ele pede. Pouco na quantidade e varias vezes ao dia. Mantenho sempre em local quente e seco. Parabéns pelo amor aos Passaros. Jeová abençoe muito sua família.

  3. Boa tarde, resgatei uma Andorinha pequena de casa, estou alimentando com papinha de ração de filhote de cachorro por conter proteína, ela está super desenvolvida, mas está muito apegada a mim, deixo ela em um quarto grande da casa, mas quero soltar ela , porém tenho medo dela não saber se alimentar e acabar sendo pega por gatos da vizinhança, incluindo o meu. Poderia me ajudar com conselhos? Se ela não for embora, como faço pra criar ela sem ser em gaiola?

    • Oii, Amanda! Estou passando pela mesma situação. Na cidade onde eu moro, a veterinária das minhas calopsitas recomendou levá-la ao minizoo que tem aqui, pois ali eles tratam animais silvestres resgatados, os incluem em novos grupos e os soltam assim que estiverem condições. Espero ter ajudado, um grande abraço.

    • Ola… Leva na Policia Ambiental de sua cidade!

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