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Cavalo-Marinho Morre Depois do Parto: Verdade ou Mito?

Algumas espécies têm adaptações tão impressionantes e diferentes do que estamos acostumadas a ver que é sempre uma surpresa, algumas vezes bem surpreendentes, quando nos deparamos com essas modificações diferenciadas. Por exemplo, sabia que o mãe polvo morre logo após dar à luz? Isso acontece porque ela passa todo o tempo da gestação sem comer para proteger seus filhotes. O pai também falece, mas este vem a óbito após o coito. Interessante, não? 

Quanto a isso, existe uma mesma história envolvendo os cavalos-marinhos. Circula um mito de que eles morrem logo após o parto, mas é mentira. Isso não acontece. Aqui, o que acontece é que, ao contrário do que estamos acostumados, os pais são os responsáveis por carregar e dar a luz os bebês. 

Cavalo-Marinho e filhote
Cavalo-Marinho e filhote

A parte da cópula é da forma que conhecemos. O casal acasala mas, logo após isso, a fêmea libera seus ovos dentro de uma bolsa incubadora – muito parecida com a dos cangurus – presente no macho para que ele possa fecundar os ovócitos. Ela fica localizada no abdômen do pai.

Depois da fecundação, os fetos ficam por lá de quatro a oito semanas, recebendo diversos nutrientes, como cálcio e gordura. Quando eles atingem 5 milímetros, estão prontos para nascerem. Enquanto isso, a fêmea já começa a se preparar para o próximo acasalamento, produzindo uma nova leva de óvulos. 

O parto dá-se por meio de movimentos fortes feitos pelo pai, que começa a fazê-los assim que sente que a bolsa está cheia, iniciando o processo para liberar os bebês. Neste momento, o macho pode dar a luz até 500 mini cavalos-marinhos. Impressionante! 

Mas não, eles não morrem depois do parto, apesar da sua expectativa de vida ser bem curta. Esse animal pode viver, na natureza, até os 5 ou 7 anos. 

Sobre os cavalos-marinhos 

Peixes do tipo ósseo, o cavalo-marinho é do gênero – Hippocampus (sim, como a criatura mitológica) – e pertence à família Syngnathidae, que abriga cerca de 53 espécies desse indivíduo. Tem um corpo pequeno, podendo alcançar até 36 centímetros de comprimento e não tem nadadeira caudal. Devido a falta dessa característica, o bicho não gosta de viver e nem tem a capacidade de morar em regiões com fortes correntes, por isso ele prefere locais mais calmos. Mas, em contrapartida, por exibir uma cauda preênsil, ele consegue se virar bem se alguma corrente o pegar desprevenido. Caso isso aconteça, ele prende seu “rabo” em plantas, corais ou gramas, para impedir que ele seja levado pela onda. Devido a isso, o local tem uma musculatura muito forte. 

Tem torso alongado que lembra muito o de uma cobra. 

Ele precisa bater sua nadadeira dorsal muitas vezes para conseguir impulso, cerca de 30 a 70 vezes por segundo. 

Exibe igualmente barbatanas peitorais em cada lado da sua cabeça, estas auxiliam na estabilidade e direcionamento do animal quando ele está nadando. 

Cavalo-Marinho
Cavalo-Marinho

Mesmo sendo um peixe, ele não tem escamas. Ao invés disso, seu corpo é coberto por placas ósseas duras, que são fundidas com uma espécie de camada corporal. 

O cavalo apresenta um tipo de exoesqueleto.

Por ter um pescoço curvo e um focinho apontado para baixo, a criatura consegue explorar lugares pequenos e estreitos em busca de comida. Aliás, para essa atividade, ele suga o alimento, como um aspirador. 

Exibe uma boca pequena. 

Apresenta olhos que se movimentam de forma independente, assim como no camaleão. Isso facilita a busca por presas. Inclusive, ambos têm alguns traços parecidos. O cavalo-marinho tem igualmente a capacidade de se camuflar no seu ambiente. 

País que são mães 

Apesar de só o cavalo-marinho ser capaz de dar a luz, existem outros animais com instintos maternos e nós vamos conhecê-los logo abaixo. 

1 – Inseto gigante da água 

Inseto gigante da água
Inseto gigante da água

Se já viu um desses, provavelmente reparou que alguns bichos exibem saliências na parte de cima do seu torso, parecido com pequenas cápsulas. Pois então, aquilo são os filhotes que estão sendo cuidadosamente vigiados pelo macho. O animal inclusive é conhecido por ter um dos instintos paternos mais dedicados do mundo dos insetos. Ele carrega os bebês em suas asas até que estes nasçam. 

O bicho fica bem agressivo durante esse perigo e ataca seus predadores sem dó com sua picada dolorosa. Vale tudo para proteger a si e os ovos, principalmente. 

2 – Peixe-lapa 

Peixe-lapa
Peixe-lapa

O macho dessa espécie é também quem cuida dos bebês. Ele usa suas nadadeiras pélvicas que parecem ventosas para grudar numa superfície ao lado dos ovos. Ele fica neste local chocando-os até que eles eclodão. O peixe-lapa fica igualmente agressivo neste período.

3 – Sapos e rãs 

Sapos
Sapos

Ambas as espécies são pais dedicados. O macho chega a carregar os girinos em sua boca até que eles cresçam o suficiente para sobreviverem por conta própria. Até aí, tudo bem. A questão é que durante este tempo o macho fica sem comer. Isso que é cuidado paterno. 

Outros incorporam as crias em sua pele, na maioria das vezes nas costas – onde acontece a fecundação externa – ou nas pernas. 

Já uma espécie específica de rã abriga os bebês em uma bolsa especial em seu corpo, bem parecido com o canguru. 

4 – Jaçanã 

Jaçanã
Jaçanã

Esta é uma ave que também tem um papel relevante na criação dos filhotes. É o macho que constrói os ninhos, incuba os ovos e cuida dos filhotes. 

Enquanto isso, as fêmeas saem acasalando por aí, com a maior quantidade de machos possível com o intuito de preservar a espécie. Já o pai permanece no ninho mesmo depois de muito tempo da companheira ter partido para migrar. Ele inclusive chega a chocar ovos de outros machos. 

5 – Aruanã

Aruanã
Aruanã

Este também fica responsável pela construção dos ninhos e de proteger os bebês logo após o nascimento. E, assim como os sapos e as rãs, também carrega os filhotes na boca. O pai deixa as crias passearem um pouco, conhecer o ambiente. Mas logo em seguida o macho começa a sugar um por um de volta para sua boca, mantendo-os a salvo de possíveis predadores.

Bem interessante, não? Não esqueça de compartilhar! 

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