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Animais Raros e Incríveis do Mundo

Os animais constituem um reino extremamente diverso em número de grupos, de espécies e de características. Existem mais de um milhão de espécies de animais descritas, dentre vertebrados e invertebrados e este número cresce anualmente. É quase impossível estimar ao certo o número de espécies animais ainda a serem descritas, principalmente considerando os mais diversos ambientes habitados pelos animais e o fato de que muitos ambientes são desconhecidos ou dificilmente adentrados por nós.

Além disso, muitas espécies animais já foram extintas, por razões naturais ou não, e nunca sequer foram descobertas pelo homem. Algumas espécies ainda existentes também correm o risco de desaparecer sem nunca terem sido notadas, pois se estima que dezenas de espécies são extintas diariamente.

Animais Raros e Incríveis do Mundo
Animais Raros e Incríveis do Mundo

Considerando estes dados, muitas espécies animais são hoje consideradas raras de serem encontradas, seja por uma redução de suas populações a um nível crítico que beira à extinção, seja por habitarem ambientes raramente encarados pelo homem. Além disso, também são raras algumas variedades que ocorrem dentro de algumas espécies, como o albinismo ou o melanismo, normalmente surgidas como um resultado de mutações genéticas.

Vamos incluir aqui alguns animais raros e incríveis do nosso planeta.

Íbis-eremita 

O íbis-eremita, Geronticus eremita, é uma espécie de ave rara pertencente à família Threskiornithidae. Historicamente esta espécie era encontrada nos Alpes europeus, no norte da África e no Oriente Médio, sendo nesses locais observada até o início da década de 1990. Desde então, a espécie foi considerada extinta até que, em 2004, duas populações remanescentes foram descobertas no Marrocos e na Turquia. Essas populações estão estáveis, mas a espécie encontra-se em risco de extinção.

O íbis-eremita apresenta penas pretas brilhantes com iridescência, com rosto e o bico de cor vermelha opaca. Os bicos são ligeiramente curvados e muito longos, chegando a quase 14 cm. A espécie apresenta uma porção de plumas ao redor do pescoço. São aves grandes, com cerca de 70 cm de comprimento. A espécie habita desertos semi-áridos e regiões de estepe.

Rã-de-Morelet 

A rã-de-Morelet, Agalychnis moreletii, é uma espécie de perereca pertencente à família Hylidae. É uma espécie rara que apresenta coloração verde intensa, olhos pretos e partes inferiores alaranjadas. A espécie era abundantemente distribuída no passado e, hoje, suas populações estão em declínio, embora a espécie seja considerada como “menos preocupante” com relação ao risco de extinção, segundo a IUCN. No entanto, segundo os pesquisadores, acredita-se que suas populações sofrerão um decréscimo de mais de 80% ao longo dos próximos 10 anos. Era encontrada no México, Belize, Guatemala, El Salvador e Honduras, mas, em algumas regiões, a rã foi extinta completamente.

A espécie habita florestas subtropicais ou tropicais úmidas, pântanos e marismas de água doce. Associa-se a redução de suas populações à perda de habitat, devido ao desenvolvimento industrial e da agricultura. Além disso, as populações da espécie estão sendo afetadas por doença que mata muitos anfíbios, a quitridiomicose.

Leopardo-de-Amur 

O leopardo-de-Amur, Panthera pardus orientalis, é a espécie felino mais raro do mundo, sendo encontrado em florestas boreais na fronteira entre Rússia e China, mais precisamente entre as províncias de Primorskii, na Rússia, e Jilin, na China. Até pouco tempo atrás, eram registrados pouco mais de 50 espécimes, mas, recentemente, uma pesquisa de campo indicou que a população da espécie inclui  84 indivíduos, estando criticamente ameaçada. As principais ameaças à espécie incluem a perda de habitat por exploração madeireira, incêndios e agricultura, além da caça ilegal.

O leopardo-de-Amur se diferencia pela presença de pelagem mais grossa. Durante o inverno a pelagem adquire uma coloração creme pálida, enquanto no verão é mais alaranjada. É uma espécie rara, adaptada ao clima de florestas temperadas boreais e, assim como outras espécies de leopardos, pode correr a velocidades que atingem até 37 quilômetros por hora.

Tigre-de-Bengala Branco 

O tigre de Bengala, Panthera tigris tigris, é um felino de grande porte, encontrado em florestas tropicais ou pântanos da Índia, Bangladesh, Butão, Nepal e China. A subespécie apresenta, normalmente, pelagem laranja com listras verticais pretas. A variedade branca apresenta olhos azuis e uma pelagem branca com listras pretas, devido a uma mutação genética. A variedade branca é um animal raro na natureza, sendo normalmente encontrado em zoológicos. O tigre-de-Bengala branco apresenta um único exemplar vivendo na reserva Tiger Canyons, na África do Sul.

Lagosta-das-árvores 

A lagosta-das-árvores, Dryococelus australis, apesar do nome, não é um crustáceo. É uma espécie de bicho-pau, pertencente à família Phasmatidae. A espécie é um artrópode de porte grande, podendo medir até 15 centímetros. É um animal que se move muito rapidamente, mas não possui asas.

Este animal é muito raro e constitui uma espécie endêmica da Pirâmide de Ball, uma ilha vulcânica situada no mar de Tasman, a oeste do continente australiano. Originalmente, a espécie é originária da Ilha Lord Howe, situada entre a Austrália e a Nova Zelândia, cerca de 20 km do seu habitat atual. A espécie foi considerada extinta em 1920 e os indivíduos da Pirâmide de Ball só foram encontrados em 2001. Atualmente, a população é formada por cerca de 35 indivíduos, mas o estado dessa população é desconhecido. Segundo a IUCN, a espécie encontra-se criticamente em perigo de extinção.

Antílope-branco 

O addax, ou antílope-branco, é um mamífero artiodáctilo pertencente à espécie Addax nasomaculatus. É um animal raro e incrível, com longos chifres anelados, com aproximadamente 70 cm de comprimento, que crescem em espiral. Apresenta uma pelagem de cor de areia, com cabeça e pescoço mais escuros e é um animal grande, chegando a 1.7 metros de comprimento.

Originalmente, a espécie era distribuída em áreas desérticas e semidesérticas do Saara Ocidental, Mauritânia, Egito e Sudão. Atualmente, a espécie encontra-se criticamente ameaçada, com as populações reduzidas em regiões desérticas do Níger, Chade e Mauritânia. Existem cerca de 90 indivíduos de addax vivendo livremente na natureza e a redução de suas populações está associada à caça ilegal, desertificação de savanas e redução de habitat devido ao crescimento urbano.

Polvo-Dumbo 

O polvo-Dumbo corresponde a um grupo de polvos pelágicos que forma o gênero Grimpoteuthis. É um animal raro de se ver e o nome deve-se ao fato de que as espécies apresentam uma barbatana proeminente semelhante a uma grande orelha em cada lado do manto. O gênero inclui 13 espécies reconhecidas.

A maioria delas vive em profundidades de quatro mil metros, algumas alçando os sete mil metros abaixo do nível do mar. São algumas das espécies mais raras dentro de Octopoda. As espécies de polvo-Dumbo apresentam distribuição geográfica relativamente ampla, sendo encontradas nos mares da Nova Zelândia e Austrália, Estados Unidos (região do Pacífico), Filipinas, Martha’s Vineyard, Papua Nova Guiné e Açores.

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