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A Criação de Ostras no Brasil

Produtores de ostras sustentáveis ​​transformaram a Baía de Guaratuba no Brasil em um modelo de produção de alimentos ecologicamente correta. Eles estão produzindo algumas das ostras mais saborosas do mundo e educando os locais sobre como ser verde.

Criação de Ostras no Brasil
Criação de Ostras no Brasil

Estado do paraná

No sul do estado do Paraná, uma grande enseada no meio da densa Mata Atlântica forma a Baía de Guaratuba. Este é um dos ecossistemas mais biologicamente ricos do Brasil. Nas águas calmas da vasta baía, a tranquilidade é quebrada apenas pelo som ocasional da atividade humana. Nereu de Oliveira descobriu este lugar há cerca de uma década. Ele gostou tanto da área que decidiu deixar seu emprego como advogado e abrir um local de cultivo de ostras na baía.

Ele construiu um restaurante e um centro de educação ambiental e começou a se interessar por novas maneiras de proteger o meio ambiente. Em 2005, ele decidiu fazer parceria com a Cultimar, uma iniciativa da Universidade Federal do Paraná. O objetivo da Cultimar é apoiar a aquicultura sustentável no Brasil.

Oliveira disse que ele cultiva ostras de maneira sustentável, em vez de extrair ostras da população selvagem. Dessa forma, os moluscos continuam ocupando seu lugar no ecossistema. Para incentivar os criadores de ostras a apoiar práticas sustentáveis, a Cultimar criou um certificado sanitário. Isso dá aos agricultores locais de ostras – que têm tanto orgulho de suas ostras mundialmente famosas – um padrão oficial a se buscar.

Certificação de laboratório

Testes científicos da qualidade dos ostras são realizados em uma universidade da capital paranaense, Curitiba. Dentro dos laboratórios, goles de água e bolhas em bacias onde os organismos oceânicos são mantidos para exame. A pesquisadora Karin Yamashiro explicou como os testes de ostras funcionam.

“Nós os abrimos, coletamos a ostra e o líquido intervulvar, colocamos em máquinas estéreis que homogeneizam as amostras e extraímos o líquido – um mililitro para testar E. coli e estafilococo, outro mililitro para identificar salmonelas”, Yamashiro disse.

Além do monitoramento científico, o projeto Cultimar trabalha para distribuir novos conhecimentos e práticas nas comunidades costeiras locais. Antonio Ostrensky dirige o instituto de pesquisa em aquicultura da universidade.

“O fato é que você não pode simplesmente falar de ciência com os produtores de ostras. Eles não vão entender a ciência. É preciso traduzi-la para eles. Simplifique”, disse Ostrensky. O certificado de saúde é algo que qualquer criador de ostras pode entender e apreciar. O processo técnico agrega valor à ostra e o certificado fornece uma ferramenta fácil para a comercialização de práticas sustentáveis.

E os consumidores gostam das medidas extras de segurança. As ostras são organismos oceânicos que filtram a água e podem transmitir doenças. Portanto, os consumidores estão dispostos a pagar mais por ostras que eles conhecem como certificadas como seguras para o consumo.

Uma breve história do desenvolvimento da cultura de ostras no Pará

A Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente (SECTAM, Secretaria Executiva de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente), um órgão estadual, agora reestruturado e responsável por apoiar o desenvolvimento científico sustentável, equipamentos financiados e estudos-piloto iniciais da cultura de ostras no Pará , a partir de abril de 2001, nos municípios de Augusto.

O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas(SEBRAE, Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) é um órgão autônomo que apoia empresas locais. Em novembro de 2005, juntamente com as autoridades municipais, a Universidade Federal do Pará (UFPA), a associação agro-aquícola AGRONOL, agora AGROMAR, e a filial paraense do SEBRAE (SEBRAE / PA) trouxeram membros de várias comunidades do Pará de fato – encontrar visita técnica às instalações de cultura de ostras no estado da Bahia, na costa leste do Brasil.

Em 2006, o SEBRAE / PA iniciou o apoio formal a grupos interessados ​​em cultura de ostras e, em 2009, incentivou a criação de uma rede chamada Rede Nossa Pérola(RNP, Our Pearl Network), reunindo produtores de ostras de Augusto Corrêa, Maracanã, Curuçá e São Caetano de Odivelas. Também participaram institutos de ensino superior e pesquisa (IHERs) envolvidos na aquicultura no estado do Pará, por meio de ensino, pesquisa, extensão e financiamento.

A RNP se reúne a cada 2 meses em diferentes municípios. Nos anos seguintes à sua criação, as principais dificuldades discutidas pela RNP incluíram a legalização de unidades de cultivo, licenciamento ambiental, financiamento e crédito, dificuldade na colheita de sementes, efeitos de baixa salinidade no crescimento, bem como problemas na aquisição de materiais e equipamentos, que frequentemente precisam ser importados.

Conclusão

À medida que a economia brasileira se expande, a maricultura está se tornando mais importante, principalmente porque tem um impacto menor no meio ambiente do que outras atividades de produção de alimentos.

As comunidades envolvidas na nova produção sustentável de ostras também têm a oportunidade de gerar renda estável. Eles também são capazes de permanecer em suas terras. Nas regiões costeiras próximas, os desenvolvedores procuraram expandir comunidades residenciais altas com vistas à beira-mar, em vez de encontrar maneiras de preservar o meio ambiente e apoiar a indústria local.

O cultivo de ostras é uma boa alternativa à sobrepesca que ocorria em Guaratuba antes da Cultimar entrar em cena. Ostrensky diz que o projeto mudou o pensamento das pessoas. “Hoje em dia, se você vai para lá, vê uma cultura que envolve muito mais que produção; envolve educação ambiental, restaurantes, turismo”, disse Ostrensky. “Acho que a escala em que estamos trabalhando trouxe uma grande transformação”.

Oliveira diz que um foco contínuo no cultivo de ostras ajudará a preservar a região, porque ostras saudáveis ​​exigem água livre de impurezas. Ele concordou com Ostrensky que o projeto transformou a região.

“Você vê uma evolução nas pessoas da região. Ao todo, acaba melhorando a vida das pessoas”, disse Oliveira. “O mundo precisa de proteínas para consumo humano. Peixes, ostras, camarões e outros frutos do mar podem contribuir para uma dieta saudável”. Oliveira ainda acredita que práticas sustentáveis ​​de pesca em Guaratuba possam ser replicadas em outras regiões do Brasil e no mundo.

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