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Zombeteiro-de-bico-vermelho

Reino: Animalia

Filo: Chordata

Classe: Aves

Ordem: Bucerotiformes

Família: Phoeniculidae

Género: Phoeniculus

Nome científico: Phoeniculus purpureus

Phoeniculus purpureus
Phoeniculus purpureus

O zombeteiro-de-bico-vermelho é espécie nativa da África, muito em países como Moçambique, Zimbabwe, África do Sul, Botswana e Namíbia. Em geral, essas aves preferem as savanas áridas, as florestas abertas e as ribeirinhas, as franjas florestais, as matas e os jardins arborizados.

O Phoeniculus purpureus costumam viver em grupos com 12 ou mais indivíduos. Quando se deparam com potenciais adversários, essas aves travam disputas vocais com cantos agressivos.

Existem outras cinco espécies da família Phoeniculidae. Fique com a gente e descubra mais fatos interessantes sobre o zombeteiro-de-bico-vermelho.

Zombeteiro-de-bico-vermelho
Zombeteiro-de-bico-vermelho

Características

O zombeteiro-de-bico-vermelho é considerada uma ave de grande porte, podendo medir até 44 centímetros de comprimento. O corpo dessa espécie é dotado de um verde escuro metálico, com as costas em tons de roxo e uma longa cauda igualmente arroxeada.

Suas marcas brancas nas asas e nas bordas da cauda tornam essa ave facilmente identificável. Mas a principal característica desde zombeteiro é o seu longo, fino, curvado e vermelho bico.

As fêmeas e os machos são muito semelhantes. Porém, os indivíduos mais imaturos têm o bico negro, que se avermelha com o passar do tempo. Suas garras especializadas permitem que ele se agarre sem maiores dificuldades à parte inferior dos galhos e pequenos troncos, o que os permite inspecionar o solo a procura de insetos para se alimentar.

O zombeteiro-de-bico-vermelho se anuncia emitindo um som alto. Algo parecido com “Kuk-uk-uk-uk-uk” e outras vocalizações.

Zombeteiro-de-bico-vermelho Características
Zombeteiro-de-bico-vermelho Características

Alimentação

Geralmente, os zombeteiros-de-bico-vermelho se alimentam de insetos, mas eles também podem comer répteis, anfíbios e sementes. Essa ave procura se alimentar farejando os troncos e ramos das árvores, descendo ocasionalmente ao solo. Dentre alguns dos alimentos que já foram registados na dieta desse animal, pode-se citar: besouros, sementes de Acácia, mariposas, borboletas, cupins, grilos, gafanhotos, vespas, abelhas, formigas, libélulas, aranhas, centopeias, lagartas, sapos e algumas frutas.

Zombeteiro-de-bico-vermelho Alimentação
Zombeteiro-de-bico-vermelho Alimentação

Reprodução

Os zombeteiros-de-bico-vermelho são monógamos e criam seus filhotes de forma cooperativa. Isso significa que a fêmea e o macho buscam alimentos para os recém-nascidos e recebem a ajuda de outros da mesma espécie.

Essa ave nidifica em cavidades pré-existentes nas árvores e coloca de dois a cinco ovos de cor azul, os quais são incubados por 17 ou 18 dias. Incubação começa com o penúltimo ou último ovo colocado.

Os filhotes permanecem no ninho por até 30 dias. Após aproximadamente quatro semanas, os jovens zombeteiros já são capazes de voar fortemente, ainda que próximos ao ninho, agindo de forma independente.

A fêmea pode colocar seus ovos em qualquer época do ano, mas principalmente em regiões mais secas, como na Namíbia, geralmente antes ou depois da chuva, entre setembro e novembro ou entre março e junho.

“Allopreening”: comportamento social

O “Allogrooming” é um comportamento social em que membros de determinada espécie fazem a limpeza de outro indivíduo pertencente ao seu grupo. Esse fenômeno é muito frequente em alguns grupos de primatas, roedores, felinos e outros. No caso das aves, esse comportamento recebe a denominação de “Allopreeing”, poucas vezes reportado na literatura científica.

Geralmente, esse hábito é executado por aves coloniais que vivem em grupos. A justificativa mais aceita para esse comportamento está no fato de que esses indivíduos são forçados a viver muito próximos.

Ao longo dos anos, algumas hipóteses foram propostas na tentativa de explicar o “allopreeing”. As mais comuns no meio científico são a importância da remoção de parasitas e a interação intra-social. Esse comportamento seria fundamental para a fixação da hierarquia e para o reestabelecimento de relações antes conflitantes.

Zombeteiro-de-bico-vermelho Allopreening
Zombeteiro-de-bico-vermelho Allopreening

Em recente estudo com o zombeteiro-de-bico-vermelho, a principal interpretação para o “allopreeing” nessa espécie estava relacionada a remoção de parasitas, já que as cavidades das árvores onde essa ave habita e a proximidade entre os membros no nino comunitário favorecem a proliferação de parasitas.

Status de conservação

A espécie Phoeniculus purpureus tem um alcance extremamente grande e, portanto, não se aproxima dos critérios para ser classificada como Vulnerável. Um desses critérios é a extensão de ocorrência, a qual deve ser menor que 20.000 km². Além disso, o declínio populacional precisa ser maior que 30% ao longo de dez anos ou três gerações para a espécie ser considerada Vulnerável.

Por estas razões, a espécie é avaliada como Preocupação Menos. Acredita-se que há mais de 10.000 exemplares dessa ave.

Zombeteiro-de-bico-vermelho Conservação
Zombeteiro-de-bico-vermelho Conservação

Aves africanas ameaçadas

Um levantamento realizado em 58 países africanos mostrou que 10% das espécies de aves no continente estão ameaçadas. Os pesquisadores dizem que as principais causas são, como esperado, a destruição do habitat e a agricultura.

De acordo com o estudo Important Bird Areas in Africa, publicado pela BirdLife International, se as autoridades conseguissem proteger ao menos sete por cento da área do continente africano, isso já ajudaria a salvar diversas espécies. A pesquisa demorou oito anos para ficar pronta e envolveu profissionais ornitólogos, voluntários e funcionários governamentais.

As equipes conseguiram identificar uma rede de 128 Áreas Importantes para Aves (IBAs, sigla em inglês). Segundo os resultados do estudo, 89% das IBAs da África não têm proteção de leis internacionais, como a Convenção de Ramsar sobre zonas úmidas.

A pesquisa apontou também que a agricultura e a destruição do habitat ameaçam 51% dessas Áreas. Já a caça e o corte de árvores para combustível ameaçam 47%, enquanto o comércio ilegal é responsável por ameaçar 20% desses locais.

A publicação disse ainda que algumas espécies de aves africanas encontram-se em declínio na África, com 218 das 2313 espécies globalmente ameaçadas.

Fotos do Zombeteiro-de-bico-vermelho

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