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Tipos de Acarás

Reino: Animalia

Filo: Chordata

Classe: Actinopterygii

Ordem: Perciformes

Família: Cichlidae

Gênero: Pterophyllum

O Acará é um gênero de peixes de água doce que ocorrem na região norte da América do Sul e compreende três espécies: o acará-bandeira, o acará-Orinoco e o acará-anão. As características principais desses peixes são as variadas colorações, o formato triangular do corpo e as suas longas barbatanas dorsal e caudal.

O acará-bandeira (Pterophyllum scalare) tem distribuição restrita à Bacia Amazônica, podendo ser encontrado nos rios Ucayali (Peru), Essequibo (Guiana), Oiapoque (Guiana Francesa), Solimões e Amazonas (Brasil). O acará-Orinoco habita o rio Negro, no Brasil, e os rios Orinoco, Atabapo e Inírida, na Venezuela. Já o acará-anão encontra-se distribuído pelos rios Solimões, Manacapuru (Brasil), Rupununi e Essequibo (Guiana).

Esses peixes têm como habitat rios com muita vegetação aquática, água límpida e, às vezes, lamacenta. É comum encontra-los em meio a pedaços de madeira submersa, os quais acabam servindo como proteção contra predadores. Eles preferem ambientes de maior acidez da água, com pH inferior a 7.0.

A partir de agora vamos conhecer um pouco mais sobre cada espécie de acará. Preparado? Então vem com a gente!

Acará-Orinoco – (Pterophyllum altum)

O acará-Orinoco ocorre estritamente na bacia do rio Orinoco e na bacia hidrográfica do Alto Rio Negro, no sul da Venezuela, no sudeste da Colômbia e no extremo norte do Brasil. Na Venezuela, esse peixe aparece em algumas notas de dinheiro do país.

A espécie é o maior membro em seu gênero e os espécimes podem medir até 38 centímetros de comprimento (da ponta da barbatana dorsal à ponta da anal). Sua cor de base natural é prateada, mas com três listras verticais acastanhadas ou vermelhas e estrias vermelhas nas barbatanas.

O acará-Orinoco pode apresentar manchas vermelhas e uma cobertura dorsal verde azulada após atingir a fase adulta. Outra característica dessa espécie, que a difere das outras, é a presença de uma incisão aguda acima dos olhos.

Esse peixe é muito difícil de criar em cativeiro. A faixa de pH preferida da espécie está entre 4.5 e 5.8. O intervalo de temperatura nestas águas deve ser de 26 a 29 °C. A criação do acará-Orinoco é recomendada para aquaristas intermediários a avançados, devido à manutenção detalhada que esse peixe requer.

Acará-Anão – (Pterophyllum leopoldi)

O acará-anão é o menor dos acarás. Seu tamanho não passa de cinco centímetros. Os machos são ligeiramente maiores que as fêmeas e com a nadadeira caudal mais larga. Ele distingue-se dos outros membros do gênero Pterophyllum pela ausência de uma incisão pré-dorsal e pela presença de uma mancha negra na inserção dorsal na 4ª barra vertical.

A alimentação desse peixe, em ambiente natural, inclui pequenos crustáceos, pequenos peixes, plantas aquáticas, sementes e outros invertebrados aquáticos. Já em cativeiro, a espécie aceita bem as rações para peixe.

O acará-anão atinge a maturidade sexual após 10 ou 12 meses. Após formar casal, o macho e a fêmea escolhem e limpam o local de desova, que geralmente consiste em folhas, pedras, rochas ou até mesmo vidro.

A fêmea libera ovos, que logo depois são fertilizados pelo macho. Terminado o ritual de acasalamento, o par oxigena os ovos de forma constante e os defende de todos os intrusos e predadores que ameaçam o ninho. Quando fungos se proliferam em um dos ovos, os progenitores o retiraram do local para que os outros ovos não se contaminem.

A eclosão dos ovos ocorre após 48 horas, mas as larvas permanecem no saco vitelino por mais cinco dias e se alimenta dele. Passado esse período, os peixinhos já estão aptos para nadar, desde que supervisionados pelos pais. A expectativa de vida dessa espécie é de aproximadamente oito anos.

Quando o primeiro ciclo reprodutivo termina, o casal se separa e cada um sai a procura de um novo parceiro para realizar um segundo ciclo. Raramente o indivíduo manterá relações com o parceiro anterior.

Acará-Bandeira – (Pterophyllum scalare)

Descrito pela primeira vez em 1823, o acará-bandeira é a espécie mais comum do gênero Pterophyllum. É nativo da Bacia Amazônica no Peru, na Colômbia e no Brasil. Encontra-se em pântanos ou terrenos inundados onde a vegetação é densa e a água é clara ou limpa. As suas condições de água nativas variam de um pH de 6,0 a 7,0 e a temperatura da água varia de 26 a 30 °C.

Acará-Bandeira
Acará-Bandeira

O corpo desse peixe é achatado nas laterais, com as barbatanas dorsal e anal relativamente grande. Seu tamanho pode alcançar os 15 centímetros, sendo os machos maiores que as fêmeas. O acará-bandeira se desenvolve em ambientes aquáticos com vasta vegetação aquática, alimentando-se de pequenos peixes e insetos.

Na natureza, esses peixes são vistos em cardumes. O dimorfismo sexual não é muito evidente, podendo ser observado com mais facilidade durante o período de reprodução, que é quando os órgãos sexuais estão mais visíveis.

Por ser ovípara, a reprodução dessa espécie ocorre facilmente em cativeiro. Apesar de serem considerados pacíficos, eles podem apresentar comportamento agressivo com outros peixes para defender seu território. A maturidade sexual é atingida após um ano de vida.

Originalmente, a coloração dessa espécie é cinza com listras brancas. Porém, devido à seleção sexual, outros indivíduos começaram a surgir com colorações variadas, como preto, amarelo, cinza e branco.

O acará-bandeira é muito resistente em relação a qualidade da água. Por se tratar de peixes territorialistas, o tamanho ideal do aquário para a criação dessa espécie é de, no mínimo, 80 a 100 centímetros. Eles apresentam preferência por águas ácidas, com o pH em torno de 6.8 ou 7.0. É preciso também que eles sejam mantidos grupos de cinco ou mais indivíduos, pois, se ele for o único representante da espécie no aquário, ele pode ficar agressivo com os outros  peixes.

Outras espécies de Acarás

Na cultura popular, existem outras espécies que recebem o nome de Acará, mas que não pertencem ao gênero Pterophyllum. São elas:

  • Acará-disco (Symphysodon discus) – Presente nos rios da Bacia Amazônica no Brasil, no Peru e na Colômbia.
    Acará-disco (Symphysodon discus)
    Acará-disco (Symphysodon discus)
  • Acará-diadema (Geophagus brasiliensis) – Distribui-se pelas bacias hidrográficas do leste e do sul do Brasil e no Uruguai.
    Acará-Diadema (Geophagus brasiliensis)
    Acará-Diadema (Geophagus brasiliensis)
  • Acará-cascudo (Cichlasoma bimaculatum) – Ocorre nos rios Orinoco, Caroni, Essequibo e Amazonas (Guianas, Venezuela e Brasil).
    Acará-Cascudo
    Acará-Cascudo

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