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O Zarro-comum

Reino: Animalia

Filo: Chordata

Classe: Aves

Ordem: Anseriformes

Família: Anatidae

Género: Aythya

Nome Científico: Aythya ferina

O zarro-comum é uma espécie de pato que se distribui pela Europa, Ásia e África. Esse animal tem preferência por ambientes de águas pouco profundas, lagos, albufeiras, rios, estuários e lagoas costeiras.

Aythya ferina
Aythya ferina

O Aythya ferina é também conhecido como “pato mergulhador”. Diferentemente das outras espécies de patos, que imergem parte do corpo da água, o zarro-comum efetua mergulhos completos em busca de alimentos.

Separamos para você alguns fatos interessantes sobre esse animal um tanto curioso. Vem com a gente!

Características

O zarro-comum é um pato que mede aproximadamente 46 centímetros de comprimento e 80 centímetros de envergadura, pesando entre 800 gramas e 1,1 gramas.

Os machos apresentam uma plumagem em tom de cinza-claro no dorso e nos flancos. As penas da cauda e do peito são pretas. A cabeça e o pescoço são de cor vermelha, parecida com ferrugem. Os olhos vermelhos são a característica principal do zarro, assim como o bico preto atravessado por uma faixa cinza-azulada.

As fêmeas apresentam uma plumagem acastanhada com o peito esbranquiçado. Elas também possuem uma faixa no bico, porém é mais difícil de identificar. Quando estão em voo, as asas em tons de cinza e castanho se destacam.

Alimentação

A alimentação do zarro-comum varia de acordo com a disponibilidade de comida em determinada época do ano no local onde ele habita. Entre as suas preferências alimentares encontram-se sementes, raízes, plantas aquáticas, algas, crustáceos, anfíbios e pequenos peixes invertebrados que o pato consegue capturar ao mergulhar em águas pouco profundas.

Reprodução

O período de reprodução do Aythya ferina se inicia em março com a parada nupcial. Com o objetivo de conquistar as melhores fêmeas para acasalarem, os machos tornam-se mais vistosos e inconfundíveis.

Depois, entre os meses de abril e maio, os respetivos pares começam a ser formados e a fêmea já inicia a construção do ninho, o qual é instalado no chão em meio a vegetação mais densa.

Reprodução Zarro-Comum
Reprodução Zarro-Comum

Após a elaboração do ninho, a fêmea põe cerca de seis a 10 ovos e fica responsável por incuba-os. O período de incubação dura de 24 a 26 dias, período após o qual as crias eclodem os ovos e estão prontas a mergulhar.

Ao final de aproximadamente dois meses, os filhotes já estão prontos para levar uma vida independente dos pais.

Status de Conservação

O status de conservação do zarro-comum está catalogado como ‘Vulnerável’ a nível global pela União Internacional para Conservação da Natureza (UICN). A distribuição geográfica das populações dessa espécie tem-se tornado cada vez menor nas últimas décadas.

Entre os fatores de ameaça, é possível citar a caça, a poluição industrial, agrícola, urbana e pecuária, a perturbação humana e a destruição do habitat ocorrida pela drenagem de zonas úmidas.

Common Pochard
Common Pochard

Para que seja feita uma eficaz conservação da espécie, é indispensável proteger e recuperar o seu habitat, controlar a poluição, fiscalizar a caça e implementar estudos e pesquisas sobre a biologia e a ecologia dessa espécie.

Felizmente, foram criados alguns núcleos reprodutores nas regiões de Alentejo e Algarve, em Portugal. O zarro-comum costuma visitar esse país europeu durante o inverno.

Curiosidades

  • De forma genérica, o zarro-comum é considerado uma ave migradora. Mas algumas das suas populações podem ser parcialmente migradoras ou até mesmo sedentárias.
  • Esses patos podem ficar submersos na água por até dois minutos.
  • As aves orientais invernam no mar Cáspio, na Turquia, no Afeganistão e na Índia.
  • As populações da Europa Central invernam na Europa Ocidental e do sul. Outra parte inverna nos lagos do Norte dos Alpes.
Curiosidades Zarro-comum
Curiosidades Zarro-comum
  • Em Portugal, as aves invernantes chegam por volta de setembro e partem geralmente em março. Estas são provenientes da Europa Central e Ocidental.
  • Os nomes utilizados para designar a espécie Aythya ferina variam muito de acordo com a região. O zarro-comum também pode ser chamado de: cabeça-ruiva; caturro; pato-caturro; tarrantona e apenas zarro, entre outros nomes.
  • A pequena população nidificante de Portugal é sedentária, podendo fazer pequenas deslocações em períodos de secas.
  • Entre 1993 e 1996, o número máximo de exemplares da espécie de zarro-comum contados em Portugal foi de 2044 aves.
  • O zarro-comum é uma ave que dificilmente será vista em terra. Normalmente, esse pato permanece na água, quase sempre em pequenos bandos compostos por indivíduos do mesmo sexo.
Zarro-comum no Mar
Zarro-comum no Mar
  • Também não é fácil observar este pato no ar. O zarro-comum, quando decide levantar voo, efetua uma pequena corrida sobre a água.
  • Em Portugal, os melhores locais para a observação da espécie: o Paul do Boquilobo, onde a espécie provavelmente é nidificante; a Lagoa de Santo André e a Ria Formosa.
  • Em Portugal, a Aythya ferina distribui-se essencialmente pelo sul do país e sua nidificação é muito irregular.
  • O zarro-comum também poderá ser encontrado, embora em menor número, no Douro Internacional, no Sudueste Alentejano, na Costa Vicentina, no Vale do Guadiana, na Serra da Malcata, nas Dunas de S. Jacinto, em estuários do Sado e do Tejo e no Sapal de Castro Marim.
  • Essa é uma espécie gregária, que se organiza em grupos que muitas vezes chegam a ter 2.000 indivíduos.
  • O zarro coloniza habitats de água doce, estuários e zonas marinhas.
Zarro-comum
Zarro-comum
  • Esses patos passam grande parte do tempo dormindo durante o dia.
  • A vocalização do zarro-comum é muito silenciosa. No entanto, a fêmea é capaz de emitir uma espécie de ‘rosnar’ durante o voo.
  • Na região leste da Europa, essa espécie realiza seu ritual de reprodução em lagos salgados.
  • Devido a sua raridade, o zarro-comum é considerado o pato mais raro do mundo.
  • Em 2006, essa espécie foi considerada extinta antes de serem encontrados 22 exemplares no lago Matsaborimena, em Madagascar.
  • Graças a um extenso programa iniciado em 2009, a população de zarros quadruplicou e os patos foram criados em cativeiro e depois foram soltos na natureza.

Fotos do Zarro-comum 

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