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O Anambé-de-Coroa

Reino: Animalia

Filo: Chordata

Classe: Aves

Ordem: Passeriformes

Família: Tityridae

Género: Iodopleura

Espécie: Iodopleura isabellae

O anambé-de-coroa é uma ave que habita florestas subtropicais ou tropicais úmidas de baixa altitude, podendo ser vista na Bolívia, na Colômbia, no Equador, no Peru, na Venezuela e, claro, no Brasil. Essa espécie vive comumente aos pares ou em pequenos grupos.

O nome Iodopleura deriva do grego ioeidës, que significa “de cor roxa”, “de cor púrpura”. “Pleura”, por sua vez, significa “lados”. Já isabellae é uma homenagem a esposa do frencês Eugène Thirion, Isabelle Thirion, que faleceu em 1846. Thirion foi quem primeiro descreveu a espécie.

O anambé-de-coroa possui ainda duas subespécies. A Iodopleura isabellae isabellae, descrita em 1847, encontra-se do sudeste da colombiano até o leste do Equador e do Peru, norte da Bolívia e norte do brasileiro. A Iodopleura isabellae paraenses, descrita em 1950, está presente no norte do Brasil, mais especificamente do Rio Tocantins até os estados do Pará e de Goiás.

Características

O anambé-de-coroa mede aproximadamente 12 centímetros de comprimento, pesando em torno de 20 gramas. Em geral, essa ave apresenta coloração cinza com tons de marrom. A famosa coroa é preta, seguida por uma faixa branca que acompanha os olhos. Uma outra faixa branca vertical posiciona-se entre o bico e os olhos.

O pescoço é branco. A bochecha, a nuca e as laterais da garganta são acinzentadas, assim como o manto e asas. As penas primárias das asas são pretas. A cauda é curta, com coloração cinza bem escuro, quase preta. Os olhos são escuros e o bico é preto e curto.

Essa espécie apresenta dimorfismo sexual bem visível. O macho, quase que exclusivamente, é dotado de uma coloração púrpura na região das asas. Tal característica é que dá origem ao seu nome na língua inglesa (white-browed purpletuft).

Outros Anambés

Anambezinho (Iodopleura pipra)

O anambezinho, que também recebe o nome de anambé-de-crista, é uma ave que pertence à família Tityridae, da ordem dos Passeriformes. Considerado como um dos menores representantes do gênero, o anambezinho típico da Mata Atlântica (de encosta e de altitude) e gosta de ficar na copa das árvores, em cima de ramos finos e secos.

Essa ave mede algo em torno de 10 centímetros de comprimento e pesa aproximadamente 10 gramas. De asas são longas, o anambezinho possui uma cauda curta. Sua plumagem é macia e bem rente, com uma coloração cinza no pescoço e rosa na parte inferior da cauda.

Na região lateral do peito, o macho possui, escondido sob as asas, um tufo de penas longas, sedosas e em tons de violeta. Tal característica é ausente nas fêmeas. Durante os rituais de acasalamento, ele eriça suas penas, afasta as asas e exibe sua coloração lilás.

O anambezinho distribui-se por Minas Gerais, São Paulo, Bahia, Alagoas, Pernambuco e Paraíba. Sua vocalização é praticamente um assobio agudo e dissilábico, algo parecido com um “si-si”. Essa ave alimenta-se de bagas da erva-de-passarinho e de pequenos insetos que ela apanha em pleno ar.

É durante os meses de inverno que o anambezinho aparece nas baixadas litorâneas e constrói seu ninho em formato de cesta sobre galhos secos. Líquens são aproveitados para camuflar o ninho e protege-lo de possíveis predadores. A fêmea geralmente choca um único ovo a cada postura.

Lodopleura Pipra Pipra
Lodopleura Pipra Pipra

Há duas subespécies reconhecidas. A Iodopleura pipra pipra, descrita em 1831, habita a região da costa do sudeste brasileiro, nos estados do Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo. A Iodopleura pipra leucopygia, descrita em 1885, está ameaçada de extinção e pode ser encontrada na costa nordestina, nos estados da Paraíba, Pernambuco, Alagoas e Bahia.

Anambé-Fusco (Iodopleura fusca)

O anambé-fusco é uma ave que habita as copas e bordas das florestas de terra firme. No Brasil, está presente ao norte de Manaus (Amazonas) e nos arredores de Boa Vista (Roraima). Trata-se de uma espécie monotípica; ou seja, não possuem subespécies.

Com aproximadamente de 11 centímetros de comprimento, essa ave pesa cerca de 14 gramas. Suas “pulvi plumas” (penas de pó) são em pouca quantidade. A coloração do anambé-fusco é bem escura, em tons de castanho-chocolate da garganta até os baixos flancos. Há também uma linha branca no meio do ventre. A cabeça é totalmente preta. Suas asas são longas, mas a cauda é curta.

A dieta do anambé-fusco inclui bagas de erva-de-passarinho e pequenos insetos. Na época de reprodução, o ninho (de pequenas dimensões) é construído com tenhas de aranha e saliva. Apenas um ovo é botado a cada fase reprodutiva, algo conveniente tendo em vista o tamanho do ninho. O macho e a fêmea se revezam durante a incubação. O filhote, então, nasce nu, cego e de coloração escura, podendo desenvolver uma plumagem com a mesma cor do ninho nos primeiros meses de vida.

Outras Aves da Amazônia

Azulão-da-Amazônia (Cyanoloxia rothschildii)

Medindo aproximadamente 16 centímetros de comprimento, o azulão-da-amazônia é muito comum em florestas úmidas e alagadas, seja no interior ou nas bordas. Difícil de ser observada, essa ave costuma viver em pares e se desloca de maneira independente em relação aos outros pássaros da região.

O macho possui uma tonalidade de azul-escuro, com as asas e a cauda bem escuras. Já na fêmea, essas duas últimas partes do corpo são em tons de marrom-chocolate.

O ninho é feito de gravetos e em formato de xícara, geralmente localizado em arbustos mais baixos. A fêmea põe três ovos branco-azulados com pontos avermelhados. É normal ocorrer duas ninhadas a cada estação.

Além da Amazônia brasileira, essa espécie ocorre nas Guianas, na Venezuela, na Colômbia, no Equador, no Peru e na Bolívia, podendo ser vista também do México ao Panamá.

Araponga-da-Amazônia (Procnias albus)

A araponga-da-amazônia está presente no Pará, no Amazonas e também nas Guianas e na Venezuela. O macho é um pouco maior que a fêmea: enquanto ela mede 27 centímetros, ele a ultrapassa por um centímetro.

Mas a diferença está mesmo na plumagem. O macho tem uma coloração completamente branca. Já a fêmea apresenta tons de verde-oliva nas partes dorsais e amarelo desbotado na região inferior.

A vocalização dessa árvore é bem marcante, assemelhando-se a um sino e podendo ser ouvida a uma distância considerável. Podendo permanecer imóvel por um longo intervalo de tempo, a araponga-da-amazônia é mais fácil de ser vista no topo de árvores frutíferas.

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