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Família dos Felídeos

A família dos felídeos (ou Família felidae) é um grupamento taxonômico formado pelos animais conhecidos por nós como felinos. Eles são mamíferos, carnívoros e digitígrados, ou seja, que andam sobre os dedos.

Acredita-se que os primeiros membros da família Felidae tenham surgido a aproximadamente 25 milhões de anos atrás, na era pré-histórica chamada de Oligoceno.

Atualmente, existem 41 espécies de felídeos, agrupados em duas sub-familias: Pantherinae e Felianae.

Neste artigo, você conhecerá algumas peculiaridades desta família, conhecida por abrigar alguns dos grandes predadores do mundo animal, com características que fascinam a qualquer curioso e amante da natureza.

Então venha conosco, e boa leitura.

Família dos Felídeos: Características em Comum

O corpo do felinos é ágil e flexível, com musculatura das pernas bem desenvolvidas. Além de serem digitígrados, eles também apresentam almofadas de amortecimento sobre os pés e garras retráteis.

Em geral, as garras podem ser retráteis ou semi-retráteis (como é o caso do guepardo).

Essas garras estão conectadas ao osso terminal presente na pata. Em posição de descanso, ela pode ser “guardada” no interior do dedo. Em situações de ataque, ela pode ser projetada para frente.

A coloração da pelagem varia entre marrom, amarelo e laranja. Além desta coloração típica, na maioria das espécies, há manchas ou listras em cor escura. A exceção á “regra” fica a cargo dos leões, suçuaranas (também conhecidas como onça-parda), caracais (“gatos selvagens”) e jaguarundis. Os jaguarundis também são conhecidos como “gatos-mourisco”, são nativos da América do Norte, mas também podem ser encontrados no Brasil e na Argentina.

Também existem casos de melanismo em felinos, nos quais a coloração da pelagem é parcialmente ou completamente escura, a exemplo da pantera-negra, variante melânica do leopardo (Panthera pardus). A pantera-negra é extremamente rara, e pode ser encontrada com pouca frequência nos continentes da África e Ásia. No entanto, é mais facilmente visualizada no interior das florestas da Malásia.

Em decorrência dos hábitos carnívoros, os felinos tem línguas com papilas bem desenvolvidas, destinadas a raspar a carne e degustar grandes pedaços das suas presas. A mandíbula só se move em posição vertical, o que prejudica a boa trituração dos alimentos na boca e preparo para o processo digestivo; no entanto, esse movimento é extremamente útil para que os músculos masseter da face contribuam na imobilização das presas, obtidas em caça.

Todos os felídeos apresentam um visão noturna simplesmente excepcional, isto deve-se a uma membrana posicionada dentro do globo ocular, chamada de tapetum lucidum. Essa membrana é capaz de refletir a luz que entra nos olhos e adaptar-se à condições de baixa luminosidade. O brilho observados nos olhos de alguns animais vertebrados no escuro, deve-se à presença desta membrana.

Os olhos dos felinos são 6 vezes mais sensíveis à luminosidade do que os olhos dos seres humanos. Além da tapetum lucidum, há uma alta concentração de bastonetes na retina. Os bastonetes são células capazes de detectar níveis de luminosidade e distinguir objetos em movimento, mesmo em meio à escuridão. Essa característica torna os felinos excelentes caçadores noturnos.

No entanto, a presença de cones (células da retina que auxiliam na distinção de cores) ainda é escassa. Em decorrência disso, a visão de objetos estáticos não é completamente eficiente.

O olfato e a audição são bem desenvolvidos. Suas orelhas são muito sensíveis a sons que vibram em alta frequência.

Família dos Felídeos: Sub-Família Pantherinae

A sub-família Pantherinae é formado pelos Gêneros Panthera e Neofelis .

Gênero Panthera

O gênero Panthera abriga espécies como o leão (nome científico Panthera leo), o tigre (nome científico Panthera tigres), o leopardo (nome científico Panthera pardus), a onça-pintada (nome científico Panthera onca) e o leopardo-das neves (nome científico Panthera uncia).

Os leões habitam, na maioria das vezes, savanas e pastagens abertas. São considerados os grandes reis da selva. Os machos apresentam uma juba de pelos característica ao redor da face.

Assim como os leões, os tigres também são considerados super predadores. Apresentam várias subespécies com variação de tamanho entre elas, a exemplo do tigre-siberiano e tigre-de-bali.

O leopardo apresenta 14 subespécies. A pantera-negra é uma variação da espécie, com alta concentração de melanina.

A onça-pintada é uma espécie encontrada no continente americano. Aqui no Brasil, embora em risco de extinção, seu hábitat natural é a Amazônia e o Pantanal.

O leopardo-das-neves é encontrado em áreas montanhosas (e de grande altitude) da Ásia central. Sua coloração prevalente é o cinza, com ventre branco.

Gênero Neofelis

O gênero Neofelis compreende as espécies Pantera-nebulosa (nome científico Neofelis nebulosa) e Pantera-nebulosa-de-bornéu (nome científico Neofelis diardi).

A pantera-nebulosa é considerada uma espécie vulnerável pela classificação da IUCN Red List e pode ser encontrada em alguns países do Sudeste Asiático.

A pantera-nebuosa-de-bornéu também é considerada uma espécie vulnerável, e pode ser encontrada na Indonésia e na Malásia.

Família dos Felídeos: Sub-Família Felianae

Embora a sub-família Pantheridae abrigue as espécies de felídeos mais conhecidos, a sub-família Felianae apresenta maior número de espécies. Ao todo, são 10 gêneros e 32 espécies.

Algumas das espécies incluem os “gatos selvagens”, jaguatiricas, linces e guepardo.

As linces estão inclusas no gênero Lynx, e o guepardo no gênero Acinoyx (espécie Acinoyx jubatus).

Família dos Felídeos: Extinta Sub-Família Machairodontinae

Em tempos pré-históricos, havia uma outra sub-família de felinos chamada Machairodontinae. Ela teria surgido no Oligoceno e se tornada extinta a 10.000 anos atrás.

Nesta família estava incluso o gênero Smilodon, que compreende a espécie referenciada atualmente como tigre-dente-de-sabre. Acredita-se que esses animais habitavam a América do Sul, América do Norte, Europa, Ásia e África.

Mesmo com a semelhança física em relação aos tigres, a denominação “tigre-dente-de-sabre” não é muito adequada, pois pressupõe que estas espécies teriam sido ancestrais diretos do tigre atual. Este fato não é verídico, visto que eles nem mesmo pertenciam à sub-família Pantheridae.

Uma peculiaridade desta espécie ancestral é que os avantajados dentes caninos não apresentavam um formato cônico, e sim um formato que remetia à uma espada com lâmina curta. Esses dentes ocupavam um espaço considerável na arcada dentária, por isso demandavam menor quantidade de dentes pré-molares.

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Agora, que você já conhece um pouco mais sobre a família dos felídeos, continue conosco e conheça outros artigos do site.

Até as próximas leituras.

REFERÊNCIAS

Brasil Channel. Fauna. Disponível em: < http://brasilchannel.com.br/brasil/index.asp?area=fauna>;

Wilson & Reeder’s. Mammal Species of the World. Third Edition. Family Felidae. Disponíve em: < http://www.departments.bucknell.edu/biology/resources/msw3//browse.asp?id=14000003>;

WIKIPÉDIA. Felidae. Disponível em: < https://pt.wikipedia.org/wiki/Felidae>.

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