Home / Informações / Características do Peixe Bagre

Características do Peixe Bagre

Bagre e jundiá são designações comuns dadas aos peixes da ordem Siluriformes na maior parte da América do Sul. São conhecidas cerca de 2.200 espécies desses peixes, as quais são classificadas em quase 40 famílias. Os bagres são encontrados em quase todo o mundo, exceto na Antártida, mas mais da metade das espécies conhecidas são nativas da América do Sul.

A maioria desses peixes tem hábitos de vida noturnos e vivem próximos ao fundo de águas escuras e pouco profundas. Na sua maioria, os bagres são predadores que se alimentam principalmente de outros peixes, artrópodes e vermes.

Peixe Bagre
Peixe Bagre

Características

A maior parte dos bagres vivem em águas rasas, em grandes rios, represas, lagos naturais e lagoas. Eles são capazes de viver em várias condições de ambientes.

Os bagres possuem seus famosos bigodes, que também são chamados de barbilhões. Essa parte do corpo deles é de extrema importância para os bagres, pois serve como “sensor” ou “radar” e ajudam o peixe a localizar suas presas.

Os bagres não possuem escamas, mas tem um corpo rígido e espesso. O maior bagre é o do Mekong, no Sudeste Asiático. Essa espécie pode pesar até 272 kg e é considerado o maior peixe de água doce do mundo.

Bagre Características
Bagre Características

A maturidade sexual do bagre é atingida entre três e seis anos de idade. Eles preferem temperaturas de cerca de 24°C para a desova. Geralmente, a época do ano escolhida para esse ritual de reprodução é no final da primavera e início do verão.

A espécie possui também um dimorfismo sexual. Ao se aproximar do período de reprodução, o macho apresenta a cabeça musculada e mais achatada que as fêmeas.

Apesar de sua aparência pouco atraente, pele escorregadia e espinhos afiados que os tornam muito difícil de lidar, o bagre é um dos peixes de água doce mais populares e presentes nas cozinhas de vários países.

Bagre Corpo
Bagre Corpo

Espécies e Nomes Científicos

Nos rios de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Encontra-se a espécie Heptapterus mustelinus, que mede apenas 17 centímetros de comprimento e se costuma se esconder entre as pedras. Nos rios Doce e Paraíba do Sul, a espécie que marca presença é a Hexanematichthys grandoculis, de dorso marrom e ventre esbranquiçado capaz de atingir até 35cm. Já no nordeste e nos rios São Francisco e das Velhas encontra-se a Rhamdella microcephala, que pode pesar mais de dez quilos.

Bagre-Amarelo

O bagre-amarelo (Arius spixii), prateado no dorso e amarelo no ventre, mede cerca de trinta centímetros e é a espécie marinha mais comum do litoral paulista. O bagre-bandeira (Bagre marinus) também é muito encontrado no litoral sul e é conhecido no nordeste como bagre-fita ou bagre-mandim, podendo chegar a medir 50 centímetros de comprimento.

Bagre-Branco

Já a maior espécie marinha brasileira é o bagre-branco (Netuma barba), que atinge um metro de comprimento e trinta quilos de peso. Cinza-azulado no dorso e esbranquiçado no ventre, distribui-se por todo o litoral e é bastante comum no Rio Grande do Sul, onde se infiltra nas lagoas de Mirim e dos Patos para desovar.

Bagre-Africano

O bagre-africano, por sua vez, é uma das espécies mais conhecidas do mundo. Ele é conhecido como o monstro do brejo devido a sua incrível capacidade de ficar até 48 horas sem entrar em contato com a água. Quando ele foi descoberto por pesquisadores, acreditava-se que ele era uma espécie de peixe tartaruga por suas “patas” e semelhança de pulmões.

Acidentes

Apesar de pouco divulgados, incidentes com bagres na praia são mais comuns do que podemos imaginar. Mas acontece que os bagres não atacam os banhistas. Na verdade, a pessoa é que pode esbarrar no animal e sair ferida.

Especialistas afirmam que, em 100% dos casos, os incidentes ocorrem com o animal já morto, geralmente descartado por pescadores amadores. Quando vivo, o bagre jamais circula próximo aos banhistas. Os acidentes sempre acontecem quando a pessoa se choca contra o peixe.

O bagre tem três espinhas nas nadadeiras: uma peitoral e duas dorsais, que formam um triângulo onde os ferrões ficam armazenados. Quando tocada, a nadadeira fura e libera o ferrão, ferindo a pessoa.

Peixe Bagre Acidentes
Peixe Bagre Acidentes

Mesmo quando o peixe está morto, o veneno contido no ferrão fica ativo por horas. Quanto mais recente a morte do peixe, mais intensa será a dor. Além disso, o fato de a nadadeira ser afiada e serrilhada intensifica a dor. Os acidentes mais comuns ocorrem quando a pessoa está caminhando na areia ou na beira do mar, não vê que o peixe está morto ali e pisa.

Cuidados

O ideal é estar sempre atento para evitar contato com o animal. Mas quando o acidente acontece, o mais importante é tentar manter a calma e não tentar tirar o peixe.

Por ser afiada e serrilhada, a nadadeira só pode ser retirada por um médico para não provocar mais estragos e ocasionar uma infecção. Se houver socorrista no local, ele geralmente vai cortar o peixe, deixando apenas a nadadeira para que ela seja retirada no hospital com anestesia. Com um bisturi, o médico vai abrir um pouquinho em cada lado e remover a nadadeira com facilidade e sem maiores danos.

Bagre Cuidados
Bagre Cuidados

No momento do acidente, a pessoa pode mergulhar a parte atingida em água doce morna para aliviar a dor até chegar ao hospital. Após a remoção, a pessoa deverá tomar antibiótico para evitar infecções. Além da bactéria da água do mar, da areia e do próprio peixe morto, existem as bactérias da pele, que podem se manifestar a qualquer sinal de ferimento.

As regiões onde os acidentes geralmente acontecem são marcadas pelo encontro do rio com o mar. Os bagres procuram o rio para colocar seus ovos, mas costumam ficar em alto mar, longe dos banhistas. Eles só vêm pra perto dos banhistas quando estão mortos e são trazidos pela correnteza ou quando são descartados mortos pelos pescadores.

Os bagres-marinhos são muito comuns no litoral brasileiro e, apenas no litoral de São Paulo, há pelo menos oito espécies diferentes.

Peixe Bagre Gigante
Peixe Bagre Gigante

Cabeça de bagre

Cabeça de bagre é uma expressão que teve origem graças às características do peixe, que tem uma cabeça grande em relação ao seu corpo, mas quase oca, com “cérebro muito pequeno”. Essa expressão é utilizada para se referir a alguém tolo, desprovido de inteligência.

No meio esportivo, e em especial no futebol, a expressão cabeça de bagre serve para descrever um jogador ruim tecnicamente, que não tem “intimidade” com a bola, o medíocre, o de poucos recursos para a prática do esporte, aquele que demonstra “pouco cérebro”, que não pensa muito em campo.

Há quem diga que a origem da expressão teria começado com o ex-goleiro Kafunga, que jogou no Clube Atlético Mineiro entre os anos de 1935 a 1954 e, após se aposentar, tornou-se um respeitado comentarista esportivo de rádio e TV. Seriam dele também as expressões “gol barra limpa”, “não tem coré-coré” e “vapt-vupt”.

Fotos de Peixe Bagre

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *