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Características da Serpente

As serpentes são répteis muito explorados no meio cinematográfico e não é para menos, esses seres apesar de extremamente perigosos reservam muitas características interessantes. Selecionamos aqui algumas informações gerais sobre as cobras, como são popularmente conhecidas. No final do post apresentamos dicas práticas para evitar acidentes ofídicos. Vamos começar?

Características da Serpente
Características da Serpente

As serpentes são répteis pertencentes à ordem Squamata e à subordem Serpentes (Ophidia). Os especialistas consideram o termo serpente mais abrangente, o termo cobra se refere mais especificamente a espécies dos gêneros Naja e Ophiophagus (cobras-rei), as maiores serpentes venenosas do mundo. Esse réptil habita as regiões de clima quente, na Ásia, África e Américas.

Ausência de membros locomotores e capacidade de abrir a mandíbula

Serpente
Serpente

Uma das grandes características das serpentes é a ausência de membros locomotores e a capacidade de abrir a mandíbula, o que lhe permite engolir presas de tamanho avantajado, incluindo seres humanos. Ui! 🙁 As vértebras da serpente são em torno de 200 podendo chegar a 300 nas sucuris. Sua pele é elástica e recoberta de escamas córneas de origem epidérmica.

Veneno

Muitas serpentes são dotadas de um par de glândulas produtoras de veneno localizadas no maxilar superior. O veneno da serpente é denominado de peçonha e composto de uma mistura complexa de substâncias bioativas de natureza proteica, entre elas as neurotoxinas, que atacam nervos e centros nervosos respiratórios e do coração, podendo causar paradas respiratórias e cardíacas. Outros componentes da peçonha de certas serpentes são as hemotoxinas, substâncias capazes de lesar vasos sanguíneos e causar hemorragia, e as enzimas proteolíticas, que destroem os tecidos. Muito complexo! Para nós e demais presas esse veneno é praticamente letal, mas para a serpente é como uma especialização da saliva, com capacidade de degradar proteínas e facilitar a digestão. Muitas serpentes produzem o veneno, todavia não têm dentes especializados para injetá-lo. Outras, como a naja, além de injetar a peçonha pela picada, são capazes de expelir o veneno em jatos, geralmente dirigidos aos olhos do inimigo. Essas serpentes são as famosas “cuspideiras” e o jato por elas expelido pode atingir até 3 metros de distâncias.

Tipos de Serpentes

Jararacas (Bothrops)

Jararacas
Jararacas

Esse gênero reúne vários tipos de jararacas, todas com peçonha de alta toxidez. A quantidade de peçonha varia de espécie que tem forte ação hemorrágica e proteolítica. Esse gênero aparece em Estados de todas as regiões do Brasil. Seus habitats preferidos são campos, florestas e plantações, locais com muitos roedores dos quais se alimentam.

Cascavéis (Crotalus)

Cascavéis
Cascavéis

Esse gênero reúne as cascavéis, o seu peçonha tem poderosas ações neurotóxica e hemotóxica, ou seja, destrói as células do sangue da vítima, causa leões musculares, afeta os sistemas nervoso e renal. O veneno dessa serpente tem uma proteína que causa rápida coagulação, fazendo o sangue da vítima endurecer. Nós seres humanos, temos uma proteína com ação parecida, à trombina. Essa proteína é ativada quando nos machucamos e depois de algumas horas começa a formação de uma “casquinha” na ferida. Essa serpente tem em sua cauda um chocalho ou guizo, que produz um som típico. O chocalho resulta de restos acumulados nas sucessivas mudas de cutícula, cada muda acrescentando um novo anel ao conjunto. Muito interessante isso! As cascavéis são encontradas nas três Américas, e locais quentes e ensolarados (campos e desertos); as florestas úmidas são locais que elas evita. O tipo Crotalus durissus aparece em todo o Brasil.

Corais-verdadeiras (Micrurus)

Corais-verdadeiras
Corais-verdadeiras

Há corais não peçonhentas do gênero Oxyrhopus que se assemelham ao padrão de desenhos e cores das corais peçonhentas, por isso recebem o nome de “falsas corais”. As corais verdadeiras vivem nas três Américas, em matas e bosques, alimentando-se de pequenas aves e mamíferos. Sua peçonha pode causar parada respiratória e morte por asfixia.

Surucucus (Lachesis)

Surucucus
Surucucus

Esse gênero reúne as serpentes conhecidas como surucucus e surucutingas, ocupam o segundo lugar como maior serpente do mundo podendo alcançar 4,5 metros de comprimento, perdendo apenas para as najas. Sua peçonha tem ação proteolítica, neurotóxica e hemorrágica, portanto, altamente letal. Caso um ser humano tenho o azar de encontrá-la e for picado poderá ter os seguintes sintomas: queda na pressão arterial, inchaço e dor no local da picada, diminuição da frequencia cardíaca, alteração de visão, sangramentos na gengiva, pele e urina, vômito, diarréia, necrose e insuficiência renal. Geralmente, as surucucus são encontradas em florestas tropicais escuras e úmidas, como a floresta amazônica e a mata atlântica. Alimentam-se de paca e cutia e roedores.

Acidentes ofídicos

Diante dessa grande ameaça o melhor mesmo é prevenir um possível contato com as serpentes, mas como sabemos que às vezes isso é difícil, uma das providências tomadas é andar calçado em locais onde há serpentes. Parece óbvio, mas muitas pessoas negligenciam esse aspecto. Dê preferência para botas de canos alto, já que os pés e as pernas são as partes do corpo mais atingidas. Para evitar possíveis mordidas nas mãos, não mexa em cupinzeiros, montes de lenha ou buracos no chão, pois estes podem esconder serpentes. Caso o acidente aconteça você deverá tomar as seguintes providências:

– Nunca amarre a perna ou o braço, nem faça torniquetes, isso impedirá a circulação sanguínea e pode produzir necrose ou gangrena. Não se deve, também, tentar fazer cortes ou sucção no local da mordida.

Veneno de Cobra
Veneno de Cobra

Adote como regra geral os procedimentos a seguir:

– Lave o local ferido e a áreas próximas com sabão e água.

– Use analgésicos em caso de dor intensa. Mantenha a vítima hidratada com soro glicosado ou caseiro.

– Mantenha a vítima deitada, instruindo-a a mover-se o menos possível, para tentar retardar a absorção da peçonha. Deixe o membro ferido em posição elevada para reduzir a circulação sanguínea nele.

– Tente identificar a serpente, de preferência, capturando-a, pois isso ajudará na administração do soro adequado.

– Leve a pessoa acidentada ao posto de saúde mais próximo ou hospital para tomar o soro, esses locais tem os soros específicos para o caso a caso.

Soros

Soros de Serpente
Soros de Serpente

No Brasil, são utilizados principalmente seis tipos de soro antiofídico, são eles:

– anticrotálico/botrópico, ou polivante: é o mais utilizado e consiste em uma mistura de soros contra peçonhas de cascavel e jararaca;

– antibotrópico/laquésico: consiste em uma mistura de soros contra peçonhas de jararaca e surucucu; é muito utilizado na Amazônia, onde esses tipos de serpentes são comuns e difíceis de distinguir;

– antibotrópico: contra a peçonha das várias espécies do gênero Bothrops;

– anticrotálico: contra a peçonha de cascavel;

– antilaquésico: contra a peçonha de sucururu;

– antielapídico: o único eficaz contra a peçonha de corais (gênero Micrurus).

Fotos de Serpente

E aí gostou do texto? Espero que sim! Também espero que você não seja atacado por uma serpente 🙂 Todos os dias aqui no blog você encontrará conteúdo atualizado sobre o mundo animal. Mas antes de voltar aqui dê sua opinião, sugestão ou exponha alguma dúvida logo abaixo, nós com certeza leremos todos os comentários e responderemos 🙂 E não se esqueça de compartilhar com os seus amigos! Viu? Você também pode receber artigos exclusivos no seu e-mail, é só se inscrever no campo que fica à sua direta na tela.

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