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Ave Marinha Albatroz-gigante 

Reino: Animalia

Filo: Chordata

Classe: Aves

Ordem: Procellariiformes

Família: Procellariidae

Gênero: Diomedea

Nome Científico: Diomedea exulans

O albatroz-gigante, também conhecido como albatroz-errante, é uma ave presente em águas oceânicas de praticamente todo o hemisfério sul, passando pela Antártica, América do Sul, África do Sul e Austrália.

A espécie foi descrita pela primeira vez em 1758 e hoje assume o status de Vulnerável na lista da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN). Atualmente, estima-se que a população mundial de albatroz-gigante está em tono de 8.500 casais.

Diomedea exulans
Diomedea exulans

Características

O albatroz-gigante mede 120 centímetros. É a ave que possui maior envergadura: 3,7 metros. Os machos pesam de 8 a 12kg, enquanto as fêmeas variam entre 6 e 8kg. Outro fator de dimorfismo sexual é a cor da plumagem, tendo em vista que os machos são mais brancos que as fêmeas. Na verdade, os albatrozes nascem com uma coloração amarronzada e vão embranquecendo com o passar dos anos.

O bico do albatroz-gigante é grande e forte. A mandíbula superior termina em formato de gancho, o que facilita a captura de suas presas. Esse animal apresenta duas narinas em formato de tubos em cada lado do bico e é por esse local que é feita a excreção de sal.

Assim como as outras aves marinhas, o albatroz-gigante precisa expelir o excesso de sal que seu organismo absorve da agua do mar. Esse processo é feito através da chamada glândula de sal que fica em uma concavidade do crânio logo acima de cada olho. O cloreto de sódio é então retirado da corrente sanguínea e eliminado em uma solução concentrada pelas narinas.

Ave Marinha Albatroz-gigante
Ave Marinha Albatroz-gigante

As asas do albatroz-gigante, além de firmes e convexas, apresentam plumagem banca com as pontas escuras. Essa espécie é capaz de voar por grandes distâncias através de duas principais técnicas: o voo dinâmico e o voo de talude.

Enquanto o voo dinâmico minimiza o esforço físico que a ave exerce para deslizar frente às ondas, o voo de talude faz com que o albatroz enfrente o vento e ganhe altitude para, logo depois, mergulhar diretamente para a superfície do oceano. A cada metro de altitude que o albatroz desce, outros 23 são avançados. Essa habilidade de voo é devida, dentre outros fatores, a uma membrana que mantém a asa distendida mesmo depois totalmente aberta. Assim, não é necessário que a ave faça qualquer esforço muscular adicional. O voo do albatroz-gigante pode atingir a velocidade de 160 km/h.

Os pés dos albatrozes são utilizados principalmente para a natação e para a execução de manobras de decolagem e de pouso no mar. Seus dedos anteriores são unidos por uma membrana interdigital, enquanto a parte posterior é ausente de dedo oposto.

Albatroz-gigante Características
Albatroz-gigante Características

Alimentação

O albatroz-gigante alimenta-se de pequenos animais, em sua maioria moluscos e crustáceos. Essa ave costuma seguir navios e se aproveita dos detritos orgânicos jogados no mar. Mas, infelizmente, muitos albatrozes acabam morrendo após ingerir esse lixo.

Devido a sua limitada capacidade de submergir, o albatroz-gigante capta suas presas na superfície dos mares. Águas-vivas, tunicados, lulas, peixes e até mesmo mamíferos marinhos mortos fazem parte da dieta dessa ave. O albatroz-gigante pode apresentar comportamento agressivo ao disputar restos de peixes mortos descartados por navios pesqueiros no oceano.

De hábito diurno, essa espécie se alimenta durante, mas eventualmente pode ser vista sobre as ondas à noite procurando o que comer.

Albatroz-gigante Alimentação
Albatroz-gigante Alimentação

Reprodução

A maturidade sexual do albatroz-gigante é alcançada aos 11 anos de idade. Ele constrói seu ninho em ilhas subantárticas. A postura do único ovo ocorre entre dezembro e fevereiro. Já a incubação dura cerca de três meses (o maior período conhecido entre as aves) e é feita pelo macho e pela fêmea.

Esse revezamento observado entre os pais trata-se de uma adaptação evolutiva que amplifica as chances de uma reprodução bem sucedida, tendo em vista as grandes distâncias entre o ninho e a fonte de alimento no oceano. Dessa forma, enquanto a fêmea está na incubação, o macho vai buscar comida e vice-versa.

O revezamento costuma ocorrer em intervalos semanais. Porém, cientistas já presenciaram casos em que o macho incuba o ovo sozinho e sem se alimentar por cinco semanas. O desgaste é tanto que os adultos chegam a perder 85 gramas de massa corporal por dia de incubação.

Albatroz-gigante Reprodução
Albatroz-gigante Reprodução

Por ser um processo longo (55 semanas) e cansativo, o período reprodutivo ocorre a cada dois anos, gerando apenas um ovo por vez. Em compensação, os albatrozes-gigantes possuem uma expectativa de vida satisfatória, podendo ultrapassar os 50 anos de idade.

Após o nascimento, os filhotes de albatroz ainda levam muito tempo para aprender a voar e deixar o ninho. Isso acontece porque o teor de proteína dos alimentos retarda o crescimento dos mais novos. O desenvolvimento pleno dos filhotes pode demorar até 280 dias. Ao todo, o tempo que vai desde a postura do ovo até a saída do filhote pode levar até 13 meses. Esse tempo é o mais prolongado de todas as aves.

Lista Vermelha e Perigos Ambientais

Das 21 espécies de albatroz presentes em todo o mundo, 19 estão na Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), seja com status de vulnerável (VU) ou em perigo (EM) ou em situação crítica (CR).

Lista Vermelha e Perigos Ambientais
Lista Vermelha e Perigos Ambientais

Uma das principais ameaças é a pesca, pois os albatrozes e outras aves marinhas são atraídos pela fonte de alimento e acabam ficando presos nos anzóis, sendo arrastados até se afogarem. Acredita-se que aproximadamente cem mil albatrozes morrem dessa forma anualmente. A pesca pirata, por sua vez, agrava a situação.

A ingestão de plástico descartado no oceano também preocupa. A quantidade desse material nos mares tem aumentado drasticamente desde a década de 1960, seja proveniente dos navios ou de origem continental.

O plástico, por não ser digerível, ocupa espaço no estômago e obstrui o tubo digestivo e pode levar à morte da ave por inanição. Tais resíduos de plástico são muitas vezes regurgitados e dados como alimento aos filhotes. Mesmo quando não é a causa direta da morte, o plástico provoca stress psicológico e dá sensação de saciedade nas crias, diminuindo as chances de sobrevivência.

Fotos da Ave Marinha Albatroz-gigante 

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