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A Rã Touro

Reino: Animalia

Filo: Chordata

Classe: Amphibia

Ordem: Anura

Família: Ranidae

Género: Rana

Nome Científico: Rana catesbeiana

Rã Touro
Rã Touro

Nativa da América do Norte, a rã-touro pode ser encontrada nos Estados Unidos, no Canadá e nas montanhas rochosas do México. Porém, esse animal tem se distribuído por todo o mundo.

No Brasil, a Rana catesbeiana foi introduzida em 1935 por Tom Cyrill Harrison. Ele levou 300 casais de rã-touro para o Rio de Janeiro e, no ano de 1939, a Secretaria da Agricultura do Estado de São Paulo instalou a primeira unidade de na cidade de Pindamonhangaba.

Hoje, a rã-touro é também possível de ser encontrada fora dos ranários comerciais em diversos locais e regiões do país. Acredita-se que esse animal habita, pelo menos, 130 municípios. Os registros mostram que a rã-touro tem preferência pelas regiões sul e sudeste, onde as condições climáticas são mais favoráveis para o desenvolvimento da espécie.

Neste artigo, você conhecerá um pouco mais sobre esse robusto e curioso anfíbio. Vem com a gente!

Rana catesbeiana
Rana catesbeiana

Características

As rãs-touro são anfíbios de grandes dimensões corporais. Elas podem chegar a atingir 20 centímetros de comprimento e pesar cerca de 1,5kg. Geralmente, a coloração é verde ou bronzeada, misturada com castanho e verde escuro. A parte inferior é branca ou amarelada.

A diferenciação entre machos e fêmeas adultos se dá através do tímpano, que tem o diâmetro maior que o do olho e apresenta as bordas enegrecidas nos machos.

O esqueleto de uma rã-touro adulta é composto por osso e cartilagem calcificada, a qual se apresenta em todo o corpo da rã, principalmente nos largos ossos dos membros. Esse animal tem os membros posteriores mais longos, o que facilita a execução de longos saltos na natureza.

Os exemplares adultos dessa rã são encontrados, principalmente, em poças profundas e açudes. Já os jovens são mais “aventureiros” e costumam dispersarem-se, sendo vistos  próximos a riachos e cruzando estradas.

Alimentação

A rã-touro possui uma dieta ampla. Ela alimenta-se de pequenos invertebrados até aves e mamíferos. Outros anfíbios também chegam a fazer parte do cardápio dessa rã. Muitos estudos indicam que a espécie causa o declínio de outras populações anfíbias por meio da predação.

Dentre as presas mais comuns, podemos citar: sanguessugas, insetos e outros artrópodes, peixes, lesmas, salamandras, girinos, pequenos crocodilos, pequenas tartarugas, serpentes, morcegos, ratos e pássaros.

Rã Touro Alimentação
Rã Touro Alimentação

Reprodução

O período reprodutivo da Rana catesbeiana é bastante variável, podendo durar poucos meses nas regiões mais frias ou ser prolongado em áreas mais próximas à linha do Equador.

O ritual de acasalamento ocorre na água. As desovas podem conter entre 1.000 e 25.000 ovos, que são depositados em uma estrutura gelatinosa na superfície.

Os girinos de rã-touro podem passar dos 15 cm de comprimento e apresentam coloração verde-oliva com pequenos pontos escuros no dorso. A expectativa de vida desse animal em ambientes naturais é de sete a nove anos.

Rã Touro Reprodução
Rã Touro Reprodução

Potenciais impactos

Alta fecundidade, rápida maturação sexual e tamanho corporal expressivo são algumas características da rã-touro que a tornam uma excelente opção para criação comercial. Porém, esses atributos a colocam como uma invasora de sucesso.

As criações comerciais, por si só, não chegam a ser um problema. A agravante está mesmo nas eventuais fugas desses animais e na dispersão que ocorre quando uma criação é abandonada. Há indícios que o escape de poucos indivíduos já é suficiente para que uma população se estabeleça e cause desequilíbrio da biodiversidade.

Em regiões de distribuição nativa da espécie, estudos apontam que a espécie pode ter impactos sobre outros anfíbios através da competição. Pesquisas sobre a dieta da espécie foram realizadas em diferentes regiões do planeta e mostraram como a rã-touro é um predador marcante nos ambientes aquáticos em que habita.

A Rana catesbeiana também tem sido encarada como vetor de doenças. A rã-touro parece ser mais resistente a alguns patógenos que são letais para muitas outras espécies de anfíbios.

Girino Rã Touro
Girino Rã Touro

Curiosidade

Brasil vs. EUA

A rã-touro foi introduzida no Brasil em 1935, sendo considerada a melhor rã para o desenvolvimento de uma atividade comercial: resistente, de elevada fecundidade e alta prolificidade.

Em 1971, foram importados dos Estados Unidos 60 casais. A partir daí, começou a ser desenvolvido um trabalho de pesquisa para avaliar a criação intensiva da rã-touro em solo brasileiro. A espécie se adaptou muito bem às nossas condições, alcançando, sob o aspecto de precocidade, produção e reprodução, índices superiores aos encontrados nos Estados Unidos.

No Brasil, a rã-touro demora de 12 a 18 meses para ser considerada pronta para a venda, enquanto que nos Estados Unidos a venda só pode ser realizada aos 36 meses. Além disso, em nosso país, a espécie atinge 200 gramas com um ano de vida idade, 350 com 18 a 24 meses, e até 1,75kg com 36 meses.

Rã Touro no Brasil
Rã Touro no Brasil

Nas criações brasileiras, a rã-touro entra em estágio de reprodução com 12 meses, apesar de já possuir espermatozoides móveis no sexto mês de vida. Nos Estados Unidos, essa fase reprodutiva só inicia-se aos três anos.

No Brasil, a rã-touro se reproduz até duas vezes por ano. Nas regiões sul e sudeste, a temporada de reprodução vai de setembro a fevereiro, março ou abril. Nas regiões norte e nordeste, elas se reproduzem o ano inteiro. Enquanto isso, na América do Norte a reprodução só ocorre uma vez por ano.

Devido às condições encontradas, o nosso país apresenta um potencial de criação muito superior ao dos Estados Unidos. É possível que nos tornemos o maior produtor mundial de rã-touro. Com um mercado em crescimento, essa atividade está vem ocupando cada vez mais espaço na economia, sendo considerada uma das mais lucrativas no setor pecuário.

Fotos da Rã Touro 

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