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A Felosa-das-figueiras

Características e Nome Científico

Reino: Animalia

Filo: Chordata

Classe: Aves

Ordem: Passeriformes

Família: Sylviidae

Gênero: Sylvia

Espécie: Sylvia borin

Felosa-das-figueiras
Felosa-das-figueiras

A felosa-das-figueiras é uma espécie de ave migratória que pode ser encontrada em regiões de bosques e florestas da Europa, da Ásia e da África.

A Sylvia borin possui uma ampla distribuição territorial: cerca de 9.650.000 km². No continente europeu, estima-se que a população dessa ave esteja entre 17 e 31 milhões de pares. Se considerarmos os criadores de aves na Ásia, a população total sobre para cerca de 54 a 124  milhões de indivíduos.

Felizmente, a espécie não registrou declínio significativo e, portanto, é classificada pela União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN) como pouco preocupante.

Sylvia borin
Sylvia borin

Características

Dentre todas as espécies do gênero Sylvia, a felosa-das-figueiras é a que apresenta a plumagem com menos contraste, na cor castanha-acinzentada. Destaque para o olho preto com uma leve lista supraciliar.

A ave tem apenas 14 centímetros e o bico dela é curto e atarracado.

Características da Felosa-das-figueiras
Características da Felosa-das-figueiras

Alimentação

A dieta da felosa-das-figueiras é composta basicamente por insetos, principalmente na primavera. Entretanto, durante o outono e o inverno, essa ave consome também frutos, sementes e néctar.

Reprodução

De acordo com estudiosos, a felosa-das-figueiras realiza uma postura por primavera, constituída por quatro ou cinco ovos. O período de incubação dura cerca de 12 dias.

A passagem migratória pós-nupcial, que ocorre entre meados de agosto e começo de novembro, é a época de maior abundância dessa espécie, principalmente em Portugal. Ocasionalmente, a felosa-das-figueiras também é observada na passagem primaveril, entre final de abril e início de maio. Sua ocorrência está associada aos ventos que vêm do leste.

Filhotes da Felosa-das-figueiras
Filhotes da Felosa-das-figueiras

Curiosidades

  • Foi registrado um pequeno declive nos números populacionais da espécie na Europa a partir da década de 1980. Porém, a população escandinava já apresenta crescimento.
  • Cientistas concluíram que, aparentemente, as alterações climáticas estão afetando os padrões de migração dessa espécie de felosa. As aves estão chegando na Europa antes do período esperado e partindo com aproximadamente duas semanas de atraso em relação a década de 1980. As asas desses animais estão maiores e mais leves que antigamente, o que sugere uma migração mais longa.
  • Existem outras 24 espécies de felosas, pertencente ao gênero Sylvia.

Alimentar aves silvestres prejudica a biodiversidade

O hábito de alimentar aves silvestres que chegam aos centros urbanos é algo muito comum. Porém, pouca gente sabe que esse costume pode provocar a desnutrição de determinados pássaros, alterar a biodiversidade local e contribuir para a propagação de doenças aviárias. Todas essas conclusões partem do estudo realizado durante 18 meses em 23 jardins residenciais em Auckland, na Nova Zelândia.

Durante um ano e meio, os proprietários de metade dessas residências distribuíram, diariamente em seus jardins, pedaços de pão e grãos, alimento normalmente oferecido às aves. Na outra metade das 23 casas, não foi dado nada às aves.

Curiosidades da Felosa-das-figueiras
Curiosidades da Felosa-das-figueiras

Com essa metodologia, foi possível observar que, nos jardins onde foi oferecido alimento, havia 2,4 vezes mais pardais e 3,6 vezes mais pombas do que espécies nativas. Assim, os cientistas concluíram que alimentar as aves prejudica as espécies que são comuns naqueles territórios, pois atrai aquelas que são consideradas “invasoras”.

Os especialistas em aves que desenvolveram o estudo destacaram, em particular, a diminuição de mais de 50% das felosas-das-figueiras nos jardins onde foi entregue o alimento em comparação com aqueles em que os proprietários não alimentaram as aves.

Alimentar esses animais pode trazer outras consequências, como o aumento da concorrência entre espécies nativas e invasoras por locais de nidificação. Além disso, quando há concentração de pássaros em locais onde o alimento é abundante, aumenta-se também o risco de contaminação por doenças aviárias.

Felosa-das-figueiras Alimentação
Felosa-das-figueiras Alimentação

Para os autores do estudo, os resultados da pesquisa na Nova Zelândia representam um passo importante para entender o impacto da prática de alimentar aves silvestres. Além disso, fica clara a necessidade de se fazer estudos que avaliem as consequências a longo prazo.

Vítimas da radiação de Chernobyl

O acidente nuclear catastrófico de Chernobyl ainda causa danos a natureza. Dessa vez, cientistas observaram que os pássaros que vivem na região da histórica tragédia na Ucrânia têm cérebros 5% menores que os de outros pássaros da mesma espécie.

Felosa-das-figueiras
Felosa-das-figueiras

Pesquisadores acreditam que a má formação biológica dos pássaros é um efeito direto da radiação emitida em larga escala no acidente nuclear que ocorreu há 26 anos. O estudo foi desenvolvido por cientistas da Noruega, da França e dos Estados Unidos.

A pesquisa analisou 550 pássaros de 48 espécies da região de Chernobyl. Os cientistas coletaram exemplares de aves em oito florestas da cidade ucraniana e, após compará-los com espécies que não haviam sido expostas à radiação, os pesquisadores puderam concluir que o cérebro das aves afetadas era, em média, 5% menor. A espécie felosa-palustre foi uma das que sofreram dados causados pela radiação de Chernobyl.

O estudo mostra também que as aves mais jovens são consideravelmente mais afetadas que as mais velhas. As áreas mais próximas à extinta usina foram as mais fortemente afetadas.

Pássaros Chernobyl
Pássaros Chernobyl

Os autores da pesquisa acreditam ainda que a radiação de Chernobyl pode estar afetando outros órgãos dos pássaros. Porém, ainda não se sabe o que exatamente causa a diminuição dos cérebros desses animais. Os pesquisadores especulam que a radiação deixa os pássaros sem antioxidantes, o que acarretaria na redução do cérebro.

Os pássaros têm a habilidade de mudar o tamanho de alguns órgãos para superar condições adversas. No caso de aves migratórias, como as felosas que viajam por longas distâncias, certos órgãos diminuem de tamanho à medida que gastam energia. O cérebro, contudo, é o último órgão a ser “sacrificado” pelo organismo.

Fotos da Felosa-das-figueiras 

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2 comentários

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