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A Alimentação dos Rinocerontes

Os rinocerontes são membros da família Rhinocerontidae e que se dividem em cinco espécies e quatro gêneros. O rinoceronte-branco (Ceratotherium simum) e o rinoceronte-negro (Diceros bicornis) ocorrem originalmente na África. Já o rinoceronte-de-sumatra (Dicerorhinus sumatrensis), o rinoceronte-de-java (Rhinoceros sondaicus) e o rinoceronte-indiano (Rhinoceros unicornis) são de origem asiática.

Esses mamíferos costumam viver isoladamente, habitando regiões de savanas ou florestas densas, desde que haja fonte de água disponível. As espécies africanas são legalmente protegidas, mas a caça furtiva ainda é muito comum.

Alimentação do Rinoceronte
Alimentação do Rinoceronte

Enquanto os rinocerontes asiáticos possuem patas grossas, os africanos têm os membros leves e ágeis, o que permite que eles alcancem a velocidade de até 45 km/h durante uma corrida.

O corpo dos rinocerontes é bastante robusto. A cabeça é grande, o tórax é largo e as pernas são curtas. Os chifres não são “enraizados” no crânio, mas sim formados por fibras de queratina. Os olhos e as orelhas são pequenos. Apesar da visão fraca, a audição e o olfato são excelentes.

A partir de agora, após uma breve introdução, vamos conhecer um pouco mais sobre a alimentação das cinco espécies desse grande mamífero. Vem com a gente!

Rinocerontes Herbívoros
Rinocerontes Herbívoros

Rinoceronte-branco (Ceratotherium simum)

Considerada a maior das espécies, o Ceratotherium simum é dividido em duas subespécies. O rinoceronte-branco do norte encontra-se em uma pequena parte do Congo e em cativeiro. Cientistas consideram inviável a reprodução natural. Porém, pesquisadores estudam a possibilidade reprodução em laboratório.

O Rinoceronte-branco do sul, por sua vez, está distribuído pela Botswana, Namíbia, Swazilândia, Zimbábue, Costa do Marfim, Quênia e Zâmbia. Alguns exemplares são mantido pelos governos africanos em Parques Nacionais. Ambos, do norte e do sul, chegam a pesar 4000 kg e medir até 3,77 metros de comprimento, sendo considerado o segundo maior mamífero terrestre.

Rinoceronte-branco
Rinoceronte-branco

Os rinocerontes-brancos, quando presentes na natureza, habitam áreas de pastagem e savanas. Esses herbívoros se alimentam de grama e demonstram preferência por grãos mais curtos. Havendo água disponível, ele bebe duas vezes por dia. Mas, se as condições estiverem secas, o rinoceronte-branco pode viver quatro ou cinco dias sem água.

Ele passa praticamente metade do dia comendo, um terço descansando e o restante do tempo fazendo várias outras coisas. Os rinocerontes-brancos, como todas as espécies de rinocerontes, adoram deitar na lama para se refrescar do calor.

Pesquisadores acreditam que o rinoceronte-branco tenha mudado a estrutura e a ecologia das pastagens da savana africana. Com base em estudos do elefante africano, rinoceronte-branco é considerado fundamental para seu ecossistema. A extinção desse herbívoro poderia ter sérios efeitos em cascata no ecossistema e prejudicar outros animais.

Rinoceronte-negro (Diceros bicornis)

O rinoceronte-negro, além de ser menor que o branco, possui a boca em formato mais pontiagudo. Antes espalhado por toda a África, hoje essa espécie é encontrada apenas em Camarões, África do Sul e Quênia. A caça furtiva é a principal causa dessa diminuição.

Dividido em quatro subespécies, o rinoceronte-negro pode pesar até 1,4 toneladas e medir 3,75 metros de comprimento. A dieta desse herbívoro inclui folhas e frutas que são colhidas direto da árvore. Por isso, ele prefere habitar regiões de florestas mais densas.

Apesar de sua alimentação incluir aproximadamente 220 espécies de plantas, os rinocerontes-negros possuem uma dieta considerada restrita.  Eles preferem algumas espécies-chave de plantas e tendem a selecionar as frondosas durante a seca. Essa espécie consegue viver até cinco dias sem água durante a seca.

Rinoceronte-negro
Rinoceronte-negro

O rinoceronte-negro também apresenta uma tendência para escolher alimentos com base em qualidade em quantidade. Ele é considerado também um herbívoro bastante desafiador para se alimentar em cativeiro em comparação com seus parentes de pastagem.

Os rinocerontes-negros vivem em vários habitats, incluindo bosques, florestas de rios, pântanos e as pastagens menos favoráveis. Os tipos de habitat também são identificados com base na composição dos tipos de plantas dominantes em cada área. Diferentes subespécies vivem em diversos bosques, incluindo bosques de acácia. Os rinocerontes-negros procuram comida pela manhã e à noite.

Existe alguma variação na composição química exata dos chifres de rinoceronte. Esta variação está diretamente ligada à dieta e pode ser usada como meio de identificação de rinoceronte. A composição do chifre ajudou os cientistas a identificar a localização original dos rinocerontes. Isso permite que a aplicação da lei de preservação seja mais precisa e ajude a identificar e penalizar os caçadores furtivos.

Rinoceronte-de-sumatra (Dicerorhinus sumatrensis)

O rinoceronte-de-sumatra é a menor das espécies e encontra-se distribuída na Malásia e na Indonésia. Podendo pesar até uma tonelada e medir 145 centímetros de comprimento, essa espécie é hoje o parente mais próximo do já extinto rinoceronte-lanudo, do qual já falamos aqui no blog.

A maior parte da alimentação ocorre antes do anoitecer e durante a manhã. O rinoceronte-de-sumatra se alimenta de mudas jovens, folhas, galhos e rebentos, chegando a consumir 50 kg de comida por dia.

Rinoceronte-de-sumatra
Rinoceronte-de-sumatra

Ao analisar o esterco desse mamífero, pesquisadores identificaram mais de 100 espécies de alimentos consumidas pelo rinoceronte-de-sumatra. A maior parte da dieta são as mudas com um diâmetro do tronco de um a seis centímetros.

Muitas das espécies de plantas que esse rinoceronte consome existem somente em pequenas porções, o que indica que ele está frequentemente alterando sua dieta e alimentação em diferentes locais. Entre as plantas mais comuns, estão aquelas das famílias Euphorbiaceae , Rubiaceae e Melastomataceae. A dieta vegetal do rinoceronte-de-sumatra é rica em fibras e com teor moderado de proteína.

Rinoceronte-de-java (Rhinoceros sondaicus)

O rinoceronte-de-java é hoje um dos mamíferos mais ameaçados de extinção. Essa espécie está presente em dois Parques Nacionais na Ásia e com algumas dezenas espalhadas na natureza. Em 2010, ele foi extinto do Vietnã. A população atual está propensa a perda de diversidade genética, doenças e caça ilegal

Herbívoro, o rinoceronte-de-java se alimenta de diversas espécies de plantas, especialmente de seus rebentos, galhos, folhagem jovem e frutas caídas. A maioria das plantas favoritas dessa espécie cresce em áreas ensolaradas de clareiras florestais e em vegetação sem grandes árvores.

Rinoceronte-de-java
Rinoceronte-de-java

O rinoceronte-de-java derruba as mudas para alcançar seus alimentos e os agarra com o lábio superior. É o mais adaptável de todas as espécies de rinocerontes. Ele come aproximadamente 50 kg de alimento por dia.

Assim como o rinoceronte-de-sumatra, o java precisa de sal em sua dieta. Dessa forma, muitos deles já foram vistos bebendo água do mar para suprir essa necessidade nutricional.

Rinoceronte-indiano (Rhinoceros unicornis)

O rinoceronte-indiano ocorre no Nepal e na Índia. Esse mamífero pode pesar até duas toneladas. Graças a esforços para preservar a espécie, o número de indivíduos subiu de 100, no inicio do século XX, para 2500 hoje. Mas ainda é considerada ameaçada.

A caça predatória dos humanos é incentivada pela crença de que o chifre do animal tem poderes curativos para diversas doenças. O chifre do animal pode chegar a custar 65 mil dólares por quilograma na Ásia. As populações são pequenas nos locais onde ocorrem, o que as torna mais propensas à extinção.

Rinoceronte-indiano
Rinoceronte-indiano

A dieta desses rinocerontes consiste quase que inteiramente em gramíneas. Folhas de árvores, arbustos, frutas e plantas aquáticas submersas e flutuantes também compõem o cardápio da espécie. Eles se alimentam de manhã e à noite e utilizam seus lábios semi-prensáveis ​​para agarrar caules de grama, dobrar o tronco, morder o topo e depois comer a grama.

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