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Exemplos de Animais Vertebrados em Extinção

A extinção de espécies é um fenômeno natural, uma vez que a vida em nosso planeta exige uma adaptação contínua das espécies. As extinções abrem espaço ecológico e nos nichos para espécies novas, promovendo os processos de seleção natural e o crescimento contínuo da diversidade biológica. A diversidade de espécies é que garante a resiliência do ecossistema, de forma que as comunidades ecológicas tenham o escopo necessário para suportar o estresse. Registros fósseis indicam que o planeta Terra sofreu seis grandes extinções em massa durante seu passado geológico, possivelmente causadas por eventos como queda de asteroides, erupções vulcânicas e mudanças climáticas naturais. No curso dessas extinções, grupos inteiros de organismos foram eliminados, como famílias ou ordens inteiras.

Animais Estão em Extinção
Animais Estão em Extinção

A extinção em massa mais famosa é também bem recente, tendo ocorrido no fim do Cretáceo, quando houve a extinção dos dinossauros. Possivelmente, a extinção dos dinossauros se deu devido a um impacto de um asteroide, mas algumas outras explicações também são discutidas, como perda de habitat, mudanças climáticas, competição com mamíferos, dentre outras. A extinção dos dinossauros abriu espaço em muitos nichos ecológicos, modificando o curso da evolução e, se ela não tivesse ocorrido, possivelmente nós humanos não existiríamos. Outras extinções também foram muito significativas como a do Permiano, há 250 milhões de anos, que dizimou cerca de 95% das espécies vivas, devido a mudanças na composição da atmosfera terrestre. Também tivemos a extinção da megafauna, ou seja, dos grandes mamíferos como tigres-de-dente-de-sabre, preguiças gigantes e mamutes, que ocorreu com o fim da última era glacial no planeta, durante o Holoceno, período que se estende até o presente.

A Atual Extinção

Atualmente, o planeta Terra encontra-se no meio de sua sexta extinção em massa de plantas e animais, considerada a pior onda de perdas de espécies, desde a extinção dos dinossauros, 65 milhões de anos atrás. Ao contrário das extinções em massa do passado, a crise atual é quase inteiramente de causa antropogênica. Quase 100% das espécies atualmente ameaçadas correm o risco de desaparecer do planeta devido às atividades humanas como caça, coleta e pesca e aquelas que causam perda de habitats, a introdução de espécies exóticas e o aquecimento global. Pesquisas indicam que milhares de animais foram extintos nos últimos cem anos e esse número só tende a crescer, uma vez que a extinção de uma espécie potencialmente leva à extinção de espécies associadas, presentes em uma teia ecológica altamente complexa. Cientistas estimam que dezenas de espécies estão sendo extintas a cada dia, pois a perda de espécies atual é estimada entre 1000 e 10000 vezes maior do que a taxa de extinção natural.

Os Órgãos Que Avaliam os Animais Em Extinção

A IUCN é a União Internacional para Conservação da Natureza, uma organização civil dedicada à conservação da natureza que produz a Lista Vermelha, um indicador crítico da saúde da biodiversidade mundial. A Lista Vermelha é uma ferramenta para informar e catalisar ações para a conservação da biodiversidade e mudança de políticas.  No Brasil, o Instituto Chico Mendes avalia o estado de conservação das espécies da fauna brasileira e define o risco de extinção, seguindo as categorias e critérios desenvolvidos pela União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN).

União Internacional para Conservação da Natureza
União Internacional para Conservação da Natureza

As espécies são avaliadas a cada cinco anos, com a participação de pesquisadores especializados em diferentes grupos taxonômicos e conta com apoio de sociedades científicas e instituições de ensino e pesquisa. Segundo o Instituto Chico Mendes, existem mais de mil espécies animais em risco de extinção no Brasil, de forma que o Brasil tristemente lidera alguns rankings mundiais. Em 2018, foi atualizado e lançado pelo Instituto, o Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção, com o grau de risco de extinção de cada espécie e as circunstâncias que as colocam em risco. Seguem aqui alguns exemplos de espécies animais em risco de extinção no Brasil e globalmente e quais as causas que as trouxeram até essa triste lista.

Animais Vertebrados em Extinção

Onça-pintada 

A onça-pintada, Panthera onca, é um felino com distribuição na América, incluindo poucas áreas do México, América Central e América do Sul. Para a IUCN, seu status é de espécie “quase ameaçada”, com populações em declínio. No Brasil, o tamanho populacional estimado é menor do que 10 mil indivíduos e a espécie encontra-se como “vulnerável”. As principais causas do risco à espécie incluem a perda de habitat, associadas à agricultura, mineração, implantação de malha viária, além da caça e abate de indivíduos que atacam gados.

Ararajuba 

A Ararajuba, Guaruba guarouba, é uma ave psitaciforme amarela e verde, parente da arara, endêmica da Amazônia brasileira. Considerada como “vulnerável” pela IUCN e com populações em declínio, a espécie encontra-se em risco devido ao desmatamento e a caça ilegal, tanto para fins comerciais, como o tráfico ilegal de animais silvestres, quanto por esporte e para alimentação.

Ariranha 

A ariranha, Pteronura brasiliensis, é um mamífero mustelídeo, que habita Pantanal e a bacia do Rio Amazonas. A espécie está classificada como “ameaçada” pela IUCN, com populações em declínio, e as populações brasileiras encontram-se “vulneráveis”. É um animal com hábitos semiaquáticos e sofreu uma drástica redução de suas populações principalmente devido à caça ilegal, à pesca predatória e à perda de habitat pela destruição e fragmentação de áreas naturais, bem como pela construção de hidrelétricas.

Tartaruga Oliva 

A tartaruga oliva, Lepidochelys olivácea, é uma pequena espécie de tartaruga marinha de distribuição cosmopolita, preferencialmente intertropical. Apresenta prioridade de desova no Brasil entre o litoral sul do estado de Alagoas e o litoral norte da Bahia. Globalmente encontra-se com populações em declínio pela IUCN e “vulnerável”, mas, no Brasil, encontra-se “em perigo”, devido principalmente à coleta de ovos, abate de fêmeas, desenvolvimento e a ocupação desordenada da zona costeira, pesca artesanal e industrial.

Panda Gigante 

O panda gigante, Ailuropoda melanoleuca, é um mamífero da família Ursidae. É endêmico da China e se alimenta exclusivamente de bambu. Encontra-se “vulnerável” pela IUCN, mas, felizmente, suas populações não estão mais em declínio, graças a projetos de criação em cativeiros. A redução no passado deveu-se à destruição de seu habitat natural.

Tigre 

O tigre, Panthera tigres, é um felino encontrado na Ásia, mais precisamente na Sibéria e na Índia, e é o terceiro maior carnívoro terrestre. Encontra-se “ameaçado” e com suas populações em declínio pela IUCN, principalmente devido à caça predatória e comercial, caça para fins medicinais, pois partes de seu corpo eram utilizados pela medicina chinesa e destruição e fragmentação de seu habitat.

Gorila do Oriente 

O gorila do Oriente, Gorilla beringei, é uma espécie africana, sendo encontrado na República Democrática do Congo e em áreas remotas de Uganda e Ruanda. É uma espécie considerada “criticamente ameaçada”, com populações em declínio e muito pequenas, correndo elevado risco de desaparecer, devido à perda de habitat por desenvolvimento urbano, invasões humanas para atividades de recreação e militares, caça e doenças introduzidas.

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