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Alimentação do Sanhaço do Coqueiro

Quando vivendo de forma selvagem são independentes e adaptáveis para conseguir toda a sua alimentação para suprir suas necessidades de nutrientes para saúde e bem estar, mas quando escolhido para viver em cativeiro é necessário todo o cuidado e atenção para o satisfazer do mesmo jeito. Essa ave é onívora.

Na natureza se alimentam de frutos de frutas, legumes e verduras, néctar, plantações, sementes, insetos de onde provém toda a proteína suficiente para sua saúde, ainda mais quando em reprodução que necessitam de mais proteínas para repassar as filhotes, insetos e curiosamente alguns sanhaços ou tiês podem até chegar a se alimentar de aranhas e escorpiões de pequeno porte, compatível com o seu porte de pequeno a médio.

Alimentação do Sanhaço do Coqueiro

A alimentação do sanhaço do coqueiro em cativeiro pode ser a base da mesma ração fornecida a sabiás e para trincas ferros em cativeiro, que têm uma boa variedade, são conhecidas também como rações oleosas. Não sendo uma alimentação muito específica, também é possível ser a base de rações extrusadas, que é também fornecida para pássaros frugívoros. E claro, como o esperado e necessário a todas as aves para suprirem os nutrientes necessários que adquiririam naturalmente na natureza, fornecer frutas maduras, como banana, mamão, goiaba, maçã, caqui, pitanga, entre outras…

Pode abusar das variedades das frutas que temos, não há especificidade, só preferência que pode ser adquirida pelo pássaro ao longo do tempo. Não só frutas, mas legumes também são necessários, como cenoura, beterraba, jiló e os muito outros possíveis. E por último, as verduras também não ficam de fora, como a escarola e a couve, só se atentando para a quantidade de alimentos muito aquosos, com muito suco. Mais inacessível, larvas de tenébrio também são muito interessantes para a sua alimentação pois possuem muita proteína.

Por que o Nome Sanhaço do Coqueiro?

Vamos a algumas apresentações iniciais sobre o pássaro já que fomos direto ao tema no começo do texto. De nome científico, thraupis palmarum, o sanhaço do coqueiro também é conhecido como sanhaço pardo ou sanhaço verde e pipira verde no Piauí. Da família thraupidae, são também conhecidos popularmente como ipês, nome com origem do tupi guarani, além de sanhaços aqui no Brasil. É um pássaro que frequenta muito as árvores palmeiras, por isso seu nome sanhaço do coqueiro. Além de ser sua árvore preferida para descanso, é onde constroem seus ninhos quando em reprodução.

Sanhaço do Coqueiro Em um Galho de Uma Palmeira
Sanhaço do Coqueiro Em um Galho de Uma Palmeira

Sanhaço do Coqueiro: Habitat na Natureza

Endêmico da América, ou seja, de onde veio para voar e habitar o restante do mundo, essa espécie de pássaro pode ser encontrada na Argentina, na Bolívia, na Colômbia, na Costa Rica, no Equador, no Panamá, no Paraguai, no Peru e no Brasil em geral. Ou seja, é uma espécie de ave bem rica.

Seu habitat natural é em locais temperados e lugares semi abertos, em campos e cultivos, em serrados e pomares, em jardins e ambientes arborizados. Sua preferência que dá origem ao seu nome é viver em ambientes que tenham árvores de palmeiras. Vivem em bandos consideráveis que podem passar dos cinquenta pássaros. Também podem viver em casais, especialmente no período de reprodução em que são totalmente voltados a família e aos cuidados e proteção dos filhotes.

Após a eclosão do ovo, incubação e finalmente o nascimento, fase em que são totalmente dependentes dos progenitores, pouco tempo depois já se tornam independentes, podendo viver livremente na natureza no mesmo bando que seus pais ou não. Talvez não sejam a melhor espécie de sanhaço para se criar com outras aves, pois tem a personalidade mais arisca e podem chegar a ser agressivos com aves da mesma espécie ou de outra espécie, isso não só em cativeiro, como é seu comportamento instintivo naturalmente também.

Suas Características

De família em que as espécies de passeriformes, ou sejam, passarinhos, são de pequeno ou médio porte. São do gênero thraupis, gênero esse que abrange nove espécies de sanhaços de diversas formas, cores e cantos.

São muito parecidos com o sanhaço cinzento e o sanhaço da Amazônia, não quanto a aparência, pois suas cores os diferenciam bem, de fácil identificação de acordo com a suas espécies, mas pelo seu comportamento.

Além do sanhaço do coqueiro, os outros pássaros do gênero thraupis são a Abbas, bonariensis, cyanocephala, cyanoptela, episcopus, glaucocolpa, ornata e sayaca, todos de nome científico que incluem o nome thraupis por conta do seu gênero antes de seus específicos nomes. Sua aparência como o nome já sugere é parda, com algumas penas mais amareladas e outras mais esverdeadas com a calda longa.

Têm cerca de dezessete a dezoito centímetros de comprimento e pesa de vinte e sete a quarenta e oito gramas e não apresenta diformismo sexual, ou seja, diferença entre os sexos, entre o macho e a fêmea, como o esperado, já que é o que apresentam a maioria das aves.

Casal de Sanhaço do Coqueiro
Casal de Sanhaço do Coqueiro

Apesar de ser difícil se não impossível determinar o seu sexo e diferenciar o macho da fêmea, com o filhote é mais fácil e possível, os filhotes se distinguem dos adultos por suas penas serem mais claras, um amarelo bonito, que vai escurecendo e se aproximando do pardo, cor das penas dos adultos conforme o tempo. Com cerca de três a quatro meses já se desenvolvem totalmente quanto a esse quesito. Não só sua aparência é bonita para encantar os amantes de aves e pássaros, mas o seu canto também.

Sanhaço do Coqueiro Como Naturalmente se Reproduzem

O sanhaço do coqueiro chega a maturidade sexual e tem a capacidade de reproduzir já no primeiro ano de vida, aos doze meses. Têm dois períodos de reprodução durante o ano, na primavera e no verão. Quando feita a reprodução e a espera dos ovos, o ninho é construído de forma engenhosa, característica de pássaros, em forma de cesta.

As palmeiras não são só preferências para estar, mas para seus ninhos serem construídos também. As fêmeas botam de dois a três ovos por reprodução. Os ovos têm uma coloração creme ou branca com cinza. A incubação é feita somente pela mãe e leva de treze a quinze dias. Com cerca de trinta e cinco dias, os filhotes já se tornam independentes e adaptáveis a natureza e a vida selvagem.

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